A taxa de vacância em edifícios multifuncionais e possíveis relações com as características arquitetônicas
DOI:
https://doi.org/10.11606/gtp.v17i3.212999Palavras-chave:
Multifuncionalismo, Edifícios verticais, Arquitetura Comercial, PlinthsResumo
O número de cidades que apresentam processos de verticalização no Brasil é cada vez maior. Esse fenômeno é marcado pelo aumento na demanda de moradia em edifícios verticais e contribui para que as incorporadoras ofereçam um modelo mercadológico caracterizado, em geral, por altura acentuada da(s) torre(s), baixa taxa de ocupação e pouca ou nenhuma relação com o espaço público, comprometendo sensivelmente as vivências sociais ao nível da rua. O multifuncionalismo tem sido apontado como uma resposta possível para a manutenção da vitalidade urbana, mas, neste contexto, a qualidade dos plinths, o tipo de atividades, sua ocupação e movimento de pessoas são fatores cruciais. Resultado de uma dissertação de mestrado, este artigo se propõe a responder a seguinte questão: Existe relação entre as decisões do projeto arquitetônico e a taxa de vacância identificada nos espaços dedicados ao comércio e serviços em edifícios de uso misto? Com o estudo dos 84 edifícios verticais multifuncionais existentes na cidade de Londrina-PR, foram realizadas aferições comparativas, cujos resultados sugerem a existência de certo grau de influência de determinadas decisões de projeto sobre o funcionamento dos pavimentos térreos e a taxa de vacância mapeada. Como principais contribuições científicas, a pesquisa aponta o potencial de utilização da taxa de vacância como parâmetro de avaliação de projetos, e demonstra aspectos específicos das características dos pavimentos térreos com atividades de comércio e serviços em edifícios multifuncionais que podem ser levados em consideração em em projetos futuros para uma melhoria da relação edifício-rua.
Downloads
Referências
ACIL. Associação Comercial e Industrial de Londrina. c2021. Acil: Horário do comércio de Londrina permanece com novo decreto. Disponível em: <http://acil.com.br/index.php/acil-na-midia/horario-do-comercio-de-londrinapermanece-com-novo-decreto>. Acesso em: 29 de out. de 2021.
BELSKY, E. S. Rental Vacancy Rates: A policy primer. Housing Policy Debate, v. 3:3, n. 793-813, DOI: 10.1080/10511482.1992.9521110, 2010.
BENTLEY, I. Entornos Vitales: hacia un diseno urbano y arquitecto más humano: manual práctico. Barcelona: Gustavo Gili, 1999.
BUCYS, J. Common Objectives of the Formation of Mixed-Use City Centres. Mokslas – Lietuvos Ateitis / Science – Future of Lithuania, 1(2), 17-21. https://doi.org/10.3846/mla.2009.2.04, jan. 2009.
CALDEIRA, T. P. do R. Cidade de Muros, Crime, Segregação e Cidadania em São Paulo. São Paulo: Edusp. 2000.
CAMARGO, G. L. Classificação Tipológica de Edifícios Altos de Apartamentos: o caso da Gleba Palhano em Londrina, PR. 2017. 160f. Dissertação (mestrado em arquitetura) - Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2017.
CARMONA, M. Public Places, Urban Spaces. The Dimensions of Urban Design. London: Architecture Press, 2010.
CASARIL, C. C. A Expansão Físico-Territorial da Cidade de Londrina e seu Processo de Verticalização: 1950-2000. Geografia (Londrina), v. 18, p. 65-94, 2009.
CHEN, J. Vacancy Rate: what is a vacancy rate? Disponível em: <https://www.investopedia.com/terms/v/vacancy-rate.asp>. Acesso em 30 de outubro de 2021.
DIAS, R. S.; GUADANHIM, S. J. Estratégia Para Análise de Edifícios Residenciais Visando a Qualidade. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE QUALIDADE DO PROJETO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 6., 2019, Uberlândia. Anais... Uberlândia: PPGAU/FAUeD/UFU, 2019. p. 306-319.
DOVEY, K; PAFKA, E. What is functional mix? An assemblage approach. Planning Theory & Practice, Melbourne, v. 18, n. 2., p. 249–267, jan. 2017.
EMPORIS. Locate Buildings in Every Country Around the World. c2021. Emporis collects information about buildings worldwide. Disponível em: <https://www.emporis.com/buildings>. Acesso em: 21 de set. de 2021.
GEHL, J. Life Between Buildings: Using Public Spaces. Copenhagen: The Danish Architectural Press, 2006.
JACOBS, J. Morte e Vida de Grandes Cidades. 2° ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011.
JOHN, D; DONALD, G; DANIEL, T. Retail Vacancy Rates: The Influence of National and Local Economic Conditions. Journal of Real Estate Portfolio Management, v. 6, n. 3, p. 249-258, DOI: 10.1080/10835547.2000.12089610. 2020.
KARSSENBERG, H; LAVEN, J. A Cidade ao Nível dos Olhos: lições para os plinths. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2015.
MAUÁ, L. B. C., GUADANHIM, S. J., KANASHIRO. M. Ruas e a ocupação vertical recente: labirintos murados. Ambiente Construído. v.17, n.2, p. 73-96, abr./jun. 2017.
NADALIN, V. G; BALBIM, R. Padrões Espaciais da Vacância Residencial Brasileira. IPEA: Boletim Regional, Urbano e Ambiental. v. 5, n. 3, p. 87-100, dez. 2011.
NETTO, V. M. O efeito da arquitetura: impactos sociais, econômicos e ambientais de diferentes configurações de quarteirões. Arquitextos Vitruvius. São Paulo: n.079.07, dez., 2006.
NETTO, V. M. Cidade & Sociedade: as tramas da prática e seus espaços. Porto Alegre: Editora Sulina, 2014.
PPS (Project for Public Spaces), Inc. Placemaking and the future of the cities. Unhabitat for a Better Urban Future, set. 2012. Disponível em: <https://www.pps.org/wpcontent/uploads/2012/09/PPS-Placemaking-and-the-Futureof-Cities.pdf> Acesso em 20 de outubro de 2020.
ROLNIK, R. Verticalização: para além do debate do sim ou não. Disponível em: <https://raquelrolnik.wordpress.com/2014/03/27/verticalizacao-para-alem-dodebate-do-sim-ou-nao/>. Acesso em 20 de outubro de 2020.
SAMPAIO, Ana; GRASSIOTO, Maria; IMAI, César. Avaliação Pós-Ocupação de galerias comerciais na cidade de Londrina-PR. In: Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambiente Construído, 2., 2011, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: ANTAC, 2011. p. 1-11.
TRAMONTANO, M. Apartamentos, Arquitetura e Mercado: estado das coisas. In: Oficina Verticalização das cidades brasileiras, 2006, São Paulo. Verticalização das Cidades Brasileiras, 2006. Disponível em: http://www.nomads.usp.br/site/livraria/livraria.html. Acesso em 20 de outubro de 2020.
VILLA, S. B.; SARAMAGO, R. de C. P.; CARDOSO, C. C. M.; PAULINO, M. J. de A. Habitar vertical: avaliação da qualidade espacial e ambiental de edifícios de apartamentos. Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 519-538, jan./mar. 2018.
VIVIAN, M.; SABOYA, R. T. Arquitetura, espaço urbano e criminalidade: relações entre espaço construído e segurança com foco na visibilidade. In: ENANPARQ Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, II.; 2012, Natal. Anais... Natal: UFRN, 2012. p. 1-20.
YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre, RS: Bookman, 2005.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2023 Ana Claudia de Souza Santos, Sidnei Junior Guadanhim, Eloisa Ramos Ribeiro Rodrigues

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).




