Dados da produção e da ocorrência de grandes diamantes da província diamantífera da Serra do Espinhaço Meridional, Minas Gerais, Brasil: registro histórico e da memória oral e sua significância geológica

Autores

  • Friedrich Ewald Renger Universidade Federal de Minas Gerais, Instituto de Geociências, Departamento de Geologia
  • Pedro Angelo Almeida-Abreu Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Instituto de Ciência e Tecnologia https://orcid.org/0000-0001-6273-4809
  • Soraya de Carvalho Neves Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Instituto de Ciência e Tecnologia https://orcid.org/0000-0003-0645-230X
  • Lúcio Mauro Soares Fraga Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Instituto de Ciência e Tecnologia https://orcid.org/0000-0003-1906-2941

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9095.v25-225869

Palavras-chave:

Diamante, Registro histórico e memória oral, Produção e grandes gemas extraídas, Província Diamantífera da Serra do Espinhaço Meridional, Paleoproterozoico

Resumo

Consagrada como a mais antiga da história da Terra, a Província Diamantífera da Serra do Espinhaço Meridional foi a maior produtora de diamantes do planeta por mais de 100 anos, desde o início da produção em 1730. A história da descoberta e o registro da produção de diamantes são dispersos e descontínuos, muitas vezes como memória de único exemplar no acervo de museus e bibliotecas do Brasil e de Portugal, ou em relatórios técnicos de posse de particulares. Este inédito resgate do registro documental e de memória oral da produção de diamantes e da extração de grandes gemas no âmbito da província trouxe dados relevantes acerca da história da atividade mineira e garimpeira do diamante no tempo e no espaço geográfico, aportando também conhecimento à geologia da Serra do Espinhaço. Embora a Coroa portuguesa tenha assumido a produção e exportação dos diamantes de 1730 até a independência do Brasil em 1822, pelo menos 2/3 da produção total foi empreendida por particulares ou empresas subordinadas à legislação colonial e republicana do país. Na avaliação comedida de contornar a ausência de dados do contrabando e clandestinidade foi dimensionada lacuna de pelo menos 80% da produção de diamantes, o que remete a uma produção total da província de, no mínimo, 24 milhões de ct no período de 1730 a 2024. A produção de grandes gemas foi também significativa, algumas poucas superiores a 100 ct. A concentração de gemas maiores nos distritos de Extração e de São João da Chapada-Campo Sampaio são indicativos de fontes proximais e autóctone, respectivamente e, no caso das brechas deste último distrito, considerando, inclusive, sua petrografia, reforça seu 

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Abreu, S. F. (1973). Recursos Minerais do Brasil, Vol. 1. São Paulo: Edgard Blücher.

Almeida-Abreu, P. A. (1993). A evolução geodinâmica da Serra do Espinhaço Meridional, Minas Gerais, Brasil. Tese (Doutorado). Freiburg (Alemanha): Albert-Ludwigs-Universität.

Almeida-Abreu, P. A. (1996). O caminho das pedras. Geonomos 4(1), 77-93. https://doi.org/10.18285/geonomos.v4i1.196

Almeida-Abreu, P. A., Renger, F. E. (1999). Discussão sobre a polêmica da origem do diamante na Serra do Espinhaço (Minas Gerais): um enfoque mineralógico – de M. L.de S.C. Chaves, J. Karfunkel e D. Svisero. Revista Brasileira de Geociências, 29, 669-672. Disponível em: https://ppegeo.igc.usp.br/portal/wp-content/uploads/tainacan-items/15906/42358/11051-13356-1-CE.pdf. Acessado em: 17 set. 2025.

Almeida-Abreu, P. A., Renger, F. E. (2001). A origem dos diamantes na Serra do Espinhaço Meridional: o exemplo do distrito diamantífero de sopa-Guinda (Diamantina – MG). Revista Brasileira de Geociências, 31(4), 511-520.

Almeida-Abreu, P. A., Renger, F. E. (2007). Stratigraphy and facies of the southern Serra do Espinhaço, Minas Gerais, Brazil. Zeitschrift der deutschen Gesellschaft für Geowissenschaften, 158(1), 9-29. https://doi.org/10.1127/1860-1804/2007/0158-0009

Barbosa, A. P. (1954). Mina da Boa Vista. Companhia Brasileira Diamantífera – CBD, Relatório Inédito.

Barbosa, O. (1951). Contribuição a origem do diamante em Diamantina, Minas Gerais. DNPM/DGM, Boletim 136, 37 p.

Barbosa, O. (1991). Diamante no Brasil: Histórico, ocorrência, prospecção e lavra. Brasília: CPRM, 136 p.

Bauer, M. (1909). Edelsteinkunde. Leipzig: Tauchnitz, 766 p. Disponível em: https://www.worthpoint.com/worthopedia/edelsteinkunde-1909-bauer-max-1871035060. Acessado em: 17 set. 2025.

Benitez, L. (2009). Províncias Diamantíferas de Minas Gerais: uma proposta para a caracterização de populações de diamantes típicas como subsídio à Certificação Kimberley. Tese (Doutorado). Belo Horizonte: Instituto de Geociências, UFMG, 223 p. Disponível em: https://hdl.handle.net/1843/MPBB-85NNUN. Acessado em: 17 set. 2025.

Bezerra-Neto, F. E. (2016) Estudo de rochas exóticas da Formação Sopa-Brumadinho e possíveis implicações para a fonte dos diamantes do Espinhaço Meridional. Dissertação (Mestrado). Brasília: Instituto de Geociências, UnB, 105p. Disponível em: http://repositorio.unb.br/handle/10482/23421. Acessado em: 17 set. 2025.

Biehn, H. (1965). Juwelen und Preziosen. München: Presle Verlag, 415 p.

Boonma, K., Kumar, A., Garcia-Castellanos, D., Jiménez-Munt, I, Fernández, M. (2019). Lithospheric mantle buoyancy: the role of tectonic convergence and mantle composition. Nature, Scientific Reports, 9, 17953. https://doi.org/10.1038/s41598-019-54374-w.

Boschi, C. (1979). Fontes primárias para a história de Minas Gerais em Portugal. Belo Horizonte: Conselho Estadual de Cultura - Coleção Mineiriana, III: 187 p. Disponível em: https://www.bibliotecadigital.mg.gov.br/consulta/verDocumento.php?iCodigo=49458&codUsuario=0. Acessado em: 17 set. 2025.

Boxer, C. R. (1964). The golden age of Brazil 1695 - 1750. Berkeley/Los Angeles: University California Press, 443 p. Disponível em: https://books.google.com.br/books?id=w5rem7m2_nYC&printsec=copyright#v=onepage&q&f=false. Acessado em: 17 set. 2025.

Buarque de Holanda, S. (1960). Metais e pedras preciosas. In: Buarque de Holanda, S. (ed.). História geral da civilização brasileira. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, tomo I, 2. Vol., cap. VI: 259 – 310.

Cabral-Neto, I., Nannini, F., Silveira, F. V., Cunha, L. M. (2017). Programa Geologia do Brasil “Áreas Kimberlíticas e Diamantíferas do Estado de Minas Gerais e Regiões Adjacentes”. Brasília: CPRM, Série Pedras Preciosas nº 10, 230 p. Disponível em: https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/17615. Acessado em: 17 set. 2025.

Carvalho, R. T. (1964). Geologia de João Boa – Três Cachos. Diamantina: Relatório Inédito.

Chaves, M. L. de S. C. (1997). Geologia e mineralogia do diamante da Serra do Espinhaço em Minas Gerais. Tese (Doutorado). São Paulo: Instituto de Geociências, USP, 289 p. https://doi.org/10.11606/T.44.1997.tde-18112015-110030

Chaves, M. L. S. C., Karfunkel, J., Svisero, D. P. (1998). Sobre a polêmica da origem do diamante na Serra do Espinhaço (Minas Gerais): um enfoque mineralógico. Revista Brasileira de Geociências, 28, 295-294. https://doi.org/10.25249/0375-7536.1998285294

Chaves, M. L. S. C., Karfunkel, J., Svisero, D. P. (1999). Réplica da discussão de P. Almeida-Abreu & F. Renger – Sobre a polêmica da origem do diamante na Serra do Espinhaço (Minas Gerais): um enfoque minerológico. Revista Brasileira de Geociências, 29, 673-674. Disponível em: https://repositorio.usp.br/directbitstream/d409a13f-b151-4b5a-b58b-e76062ad6a7c/1179628.pdf. Acessado em: 17 set. 2025.

Correns, C. W. (1932). Die Diamanten des Hochlandes von Minas Geraes, Brasilien. Zeitschrift für praktische Geologie, 40(11), 161-176.

Couto, J. V. (1799). Memória sobre a Capitania das Minas Gerais: seu território, clima e produções metálicas. In: Furtado, J. F., Estudo crítico. 83-89. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1994 (Coleção Mineiriana, Série Clássicos). Disponível em: https://www.bibliotecadigital.mg.gov.br/consulta/verDocumento.php?iCodigo=47001&codUsuario=0. Acessado em: 17 set. 2025.

D'Andrada, M. (1792). Mémoire sur les diamants du Brésil (lu à la Societé d'Histoire Naturelle de Paris). Annales de Chimie e Physiques, XV (1e. sér.), 82-88. Reimpresso pela Associação Brasileira de Gemologia, VIII (32), 7-10, (1963) Traduzido por João Ernesto de Souza.

Derby, O. A. (1879). Observações sobre algumas rochas diamantíferas da Provincia de Minas Geraes. Archivo Museu Nacional, 4, 121-132.

Derby, O. A. (1898). Brazilian Evidence on the genesis of genesis of the diamond. Journal of Geology, 6(2), 121-146. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/pdf/30055441.pdf. Acessado em: 17 set. 2025.

Derby, O. A. (1882). Modes of occurrence of diamond in Brazil. American Journal of Science, 24, 34-42.

DNPM (1991). Principias Depósitos Minerais do Brasil. Volume IV, Parte A, Capitulo I-VI. Brasília: (DNPM/CPRM).

EMAC S. A. (1964). Petição à Comissão da Aliança para o Progresso. Diamantina: Relatório Inédito de 17/07/1964.

Eschwege, W. L. von (1822). Geognostisches Gemälde von Brasilien und wahrscheinliches Muttergestein der Diamanten. Weimar: Landes-Industrie-Comptoir, 44 p. Disponível em: https://www.digitale-sammlungen.de/en/view/bsb10707390?page=4,5. Acessado em: 17 set. 2025.

Eschwege, W. L. von (1833). Pluto Brasiliensis. Berlin: Reimer, 633 p.

Feliciano, L. M., Aguilar, M. F., Alves, R. C. A. N. (2023). Mapeamento geológico de detalhe da área de Sopa-Guinda, Diamantina/MG – escala 1:10.000. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso). Diamantina: Eng. Geológica-ICT-UFVJM, 88p.

Ferraz, L. C. (1928). Compendio dos mineraes do Brasil em forma de dicionário. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 655 p.

Fontana, E., Araújo, R. S., Almeida-Abreu, P. A., Leal, J. M., Fraga, L. M. S. (2018). Inclusões minerais de diamantes de brechas da Formação Sopa Brumadinho, Serra do Espinhaço Meridional. VII Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante – Vol. 1. Salvador: SBG (Núcleo Bahia/Sergipe).

Gardner, G. (1846). Viagem ao interior do Brasil (1836/41). London: Reeve, Benham, and Reeve King William Street, Strand 1849.

Gernon, T. M., Jones, S. M., Brune, S., Hincks, T. K., Palmer, M. R., Schumacher, J. C., Primiceri, R. M., Field, M., Griffin, W. L., O’Reilly, S. Y., Keir, D., Spencer, C. J., Merdith, A. S., Glerum, A. (2023). Rift-induced disruption of cratonic keels drives kimberlite volcanism. Nature, 620, 344-350. https://doi.org/10.1038/s41586-023-06193-3

Gonçalves, E. (1981). Relatório de pesquisa, local Cavalo Morto, distrito de Extração, Município e Comarca de Diamantina, MG. Diamantina: Companhia Mina da Boa Vista, 22p. (Relatório Inédito).

Guimarães, J. E. P. (1981). Epítome da História da Mineração no mundo antigo, no Brasil e nos Estados Unidos da América: valores de seus feitos e de suas personagens, sua dependência com a natureza. São Paulo: Art Editora – Secretaria de Estado de Cultura, 173 p.

Gurney, J. J., Helmstaedt, H. H., Richardson, S. H., Shirey, S. B. (2010). Diamonds through Time. Economic Geology, 105, 689-712. https://doi.org/10.2113/gsecongeo.105.3.689

Haralyi, N. L. E., Svisero, D. P. (1986). Geologia e análise estatística do diamante da Mina da Boa Vista, Diamantina, MG. XXXIV Congresso Brasileiro de Geologia, 5, 2297-2311. Goiânia: SBG.

Haralyi, N. L. E., Hasui, Y., Morales, N. (1991). O diamante pré-cambriano na Serra do Espinhaço, Minas Gerais. In: Schobbenhaus, C., Queiroz, E. T., Coelho, C. E. S. (coord.): Principais depósitos minerais do Brasil, vol IV A., Gemas e rochas ornamentais. 209-222. Brasília: (DNPM/CPRM).

Herbert, C. F. (1959). Campo Sampaio da EMAC – Panamanian Corporation. Report de Charles F. Herbert, Mining Engineer. Diamantina: Relatório Inédito de 10/12/1959.

Janse, A. J. A. (2007). Global rough diamond production since 1870. Gems & Gemology, 43(2), 98-119. Disponível em: https://www.gia.edu/doc/Global-Rough-Diamond-Production-Since-1870.pdf. Acessado em: 17 set. 2025.

Karfunkel, J., Chaves, M. L. S. C., Svisero, D. P., Meyer, H. O. A. (1994). Diamonds from Minas Gerais Brazil: An update on sources, origin, and production. International Geology Review, 36, 1019-1022. https://doi.org/10.1080/00206819409465502

Kaiser, W., Bond, W. L. (1959). Nitrogen, a major impurity in common Type I Diamonds. Physical Review, 115: 857-863. https://doi.org/10.1103/physrev.115.857

Kjarsgaard, B. A., de Wit, M., Heaman, L. M., Pearson, D. G., Stiefenhofer, J., Janusczcak, N., Shirey, S. B. (2022). A Review of the Geology of Global Diamond Mines and Deposits. Reviews in Mineralogy and Geochemistry, 88, 1-118. https://doi.org/10.2138/rmg.2022.88.0

Machado, M. M. M, Renger, F. E. (2015). Os primórdios da ocupação de Minas Gerais em mapas. Revista Brasileira de Cartografia, 67/4, 759-771. ISSN: 1808-0936

McCarthy, J. R. (1943). Lavra de diamante na Mina da Serrinha, Diamantina – Minas Gerais. Mineração e Metalurgia, 36: 293-294.

Miranda, R. F., Battilani, G. A., Almeida-Abreu, P. A. (2018). Geologia das metabrechas diamantíferas da Formação Sopa Brumadinho, Serra do Espinhaço Meridional, MG. VII Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante. v. 1. Salvador: SBG (Núcleo Bahia/Sergipe).

Miranda, R. F. (2019). Caracterização geológica das metabrechas quartzíticas da formação Sopa Brumadinho - MG: Um estudo de caso das lavras Brumadinho e Córrego Novo. Dissertação (Mestrado). Diamantina: PPGGeo, Instituto de Ciência e Tecnologia, UFVJM, 76p.

Moraes, L. J. de, Guimarães, D. (1931). Diamonds, the diamond bearing region of nothern Minas Gerais. Economic Geology, 26, 502-530.

Moraes, L. J. de (1934). Depósitos diamantíferos no norte do Estado de Minas Gerais. DNPM/SFPM, Boletim 3, 1-61.

Moreira, A. T. L. (1977). Inventário do Fundo Geral do Erário Régio (Arquivo do Tribunal de Contas). Lisboa: Tipografia Minerva do Comércio, 180p.

Müller, A. C. (2022). Diamantes de capa verde do Distrito de Diamantina - Brasil: Contribuições sobre a gênese do diamante, ascensão e proveniência. Dissertação (Mestrado). Diamantina: PPGGeo, Instituto de Ciência e Tecnologia, UFVJM, 110p.

Müller, A. C., Fontana, E., Oliveira, L. A. R., Almeida-Abreu, P. A., Leal, J. M., Rios, F. J. (2025, em Submissão). The Precambrian diamonds from Diamantina district - Brazil: contributions on diamond genesis, ascension and surface provenance. International Journal of Earth Sciences.

N. N. (Nomen nescio) (1788). Historia Chronologica dos Contratos da Minerassão dos Diamantes, dos outros Contratos da Extrassão delles dos Cofres de Lisboa pa os Paízes Estrangeiros, dos Abuzos em que todos laborarão, e das Providencias com que se lhe tem occorrido ate o anno 1788. Lisboa: Biblioteca Nacional, 289 fs., 2 mapas desdobráveis, 3 regimentos impressos (Cod. 746). Disponível em: https://purl.pt/24949/4/cod-746_PDF/cod-746_PDF_24-C-R0150/cod-746_0000_capa-capa_t24-C-R0150.pdf. Acessado em: 17 set. 2025.

Noya Pinto, V. (1979). O Ouro Brasileiro e o Comércio Anglo-português. São Paulo: Editora Companhia Nacional (Brasiliana v. 371), 346p.

Paternoster, K. (1979). Interdigitação entre facies de conglomerados diamantíferos e foramações ferríferas (BIF) no sul da Serra do Espinhaço Minas Gerais Brasil. Tese (Doutorado). Freiburg (Alemanha): Albert Ludwiges Universität Freiburg (tradução A. Brichta & C. C. de Barros), 88 p.

Pflug, R. (1965). A Geologia da parte meridional da Serra do Espinhaço e zonas adjacentes, Minas Gerais. DNPM/DGM, Boletim 226, 1-55.

Proença, M. M. P. (1734). Relação acerca dos diamantes do Cerro do Frio. (Memória dirigida ao Conde de Sabugoza, Vice-Rei do Brasil). Revista do Arquivo Público Mineiro, VII: 251-263 (1902). Original do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro LXIII 307-319 (1901).

RAPM. (1897). Revista do Arquivo Público Mineiro, vol. II: 271-273, 282. (disponível para consulta no Arquivo Público Mineiro - APM, Belo Horizonte, MG)

RAPM. (1902). Revista do Arquivo Público Mineiro, vol. VII: 251-263. Disponível em: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/rapm/search.php?query=&ordenar=10&asc_desc=10&dtini=1902&dtf=1902&action=showall&andor=AND&start=20. Acessado em: 2025.

RAPM. (1903). Revista do Arquivo Público Mineiro, vol. VIII, Fascículos 1 e 2: 3-47. (disponível para consulta no Arquivo Público Mineiro - APM, Belo Horizonte, MG)

Regier, M. E., Smit, K. V., Chalk, T. B., Stachel, T., Stern, R. A., Smith, E. M., Foster, G. L., Bussweiler, Y., Debuhr, C., Burnham, A. D., Harris, J. W., Pearson, D. G. (2023). Boron isotopes in blue diamond record seawater-derived fluids in the lower mantle. Earth and Planetary Science Letters, 602. https://doi.org/10.1016/j.epsl.2022.117923

Reis, E. (1959). Os grandes diamantes brasileiros. DNPM/DGM Boletim, 191: 66 p.

Reis, P. A. C., Vasconcelos, M. C., Costa, P. V. S. (2023). Mapeamento geológico da região de extração no município de Diamantina-MG e localização e interpretação dos conglomerados diamantíferos. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso). Diamantina: Eng. Geológica-ICT-UFVJM, 108p.

Renger, F. E., Almeida-Abreu, P. A. (2000). Diamonds of the Serra do Espinhaço (Minas Gerais – Bahia, Brazil): Distribution in time and space. 31st International Geological Congress, Abstract, CD-Rom. Rio de Janeiro.

Renger, F. E. (2005). Regime de extração e produção de diamantes do Serro Frio no século XVIII. IV Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante, 139-142. Diamantina: SBG (Núcleo-MG, Bol. 14).

Robertson, R., Fox, J. J., Martin, A. E. (1934). Two types of diamonds. Philosophical Transactions of the Royal Society, A232, 463-535. https://doi.org/10.1098/rsta.1934.0013

Rocha, J. J. (1779). Geografia histórica da Capitania de Minas Gerais. In: Resende, M. E. L., Estudo Crítico - 228p. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1995 (Coleção Mineiriana, Série Clássicos). Disponível em: https://www.bibliotecadigital.mg.gov.br/consulta/consultaDetalheDocumento.php?iCodDocumento=54495. Acessado em:17 set. 2025.

Saint-Hilaire, A. (1833). Viagem pelo Distrito dos Diamantes e Litoral do Brasil. Belo Horizonte: Editora Itatiaia (1974), 233 p. (Tradução de Azeredo Pena).

Salgado, G. (1985). Fiscais e meirinhos: a administração no Brasil colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

Santos, J. F. (1868). Memórias do Distrito Diamantino. Petrópolis: Editora Vozes Ltda, 5 ed. 406 p.

Sarmento, J. C. (1732). A Letter from Jacob de Castro Sarmento, M. D. and F. R. S. to Cromwell Mortimer, M. D. Secr. R. S. concerning Diamonds Lately Found in Brazil. Philosophical Transactions (1683-1775), 37 (1731-1732), 199-201. https://www.jstor.org/stable/104085.

Smith, E. M., Shirey, S. B., Richardson, S. H., Nestola, F., Bullock, E. S., Wang, J., Wang, W. (2018). Blue boron-bearing diamonds from Earth’s lower mantle. Nature, 560, 84-87. https://doi.org/10.1038/s41586-018-0334-5

Spix, J. B., Martius, C. F. P. (1828). Reise in Brasilien 1817 -1820. München: Gedruckt bei M. Lindauer, Vol. 2.

Thompson, L. (1928). Upland diamond deposits, Diamantina District, Minas Geraes, Brazil. Economic Geology, XXIII (7), 705-723.

Timmerman, S., Reimink, J. R., Vezinet, A., Nestola, F., Kublik, K., Banas, A., Stachel, T., Stern, R.A., Luo, Y., Sarkar, C., Ielpi, A., Currie, C.A., Mircea, C., Jackson, V., Pearson, D. G. (2022) Mesoarchean diamonds formed in thickened lithosphere, caused by slab-stacking. Earth and Planetary Science Letters 592. https://doi.org/10.1016/j.epsl.2022.117633

Vaaldiam (2007). Technical report Duas Barras diamond project, Brazil (presenting details of diamond resources compliant with Canadian national instrument 43-101). Vaaldiam Resources Ltd., by Paul J. Daigle, 81p. Disponível em: https://sinese.org/wp-content/uploads/2014/07/duas-barras-ni-43-101.pdf. Acessado em: 17 set. 2025.

Vasconcelos, D. P. R. de (1807). Breve descrição geográfica, física e política da capitania de Minas Gerais. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro (1994). Disponível em: https://www.bibliotecadigital.mg.gov.br/consulta/verDocumento.php?iCodigo=49313&codUsuario=0. Acessado em: 17 set. 2025.

Voohis Jr., B. W. (1963). Relatório apresentado à Interamerciana Mining Corporation sobre depósitos diamantíferos da Empresa Acaiaca EMAC-S.A. Diamantina: Relatório Inédito.

Xavier da Veiga, P. (1738). Efemérides Mineiras. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro (1998).

Zhang, Q., Davies, J., Timmerman, S., Nestola, F., Stachel, T., Luth, R., Chinn, I., Pearson, G. (2024). Sublithospheric diamonds extend Paleoproterozoic record of cold deep subduction into the lower mantle. Earth and Planetary Science Letters, 634. https://doi.org/10.1016/j.epsl. 2024.118675

Publicado

2025-10-23

Edição

Seção

Especial

Como Citar

Renger, F. E., Almeida-Abreu, P. A., Neves, S. de C., & Fraga, L. M. S. (2025). Dados da produção e da ocorrência de grandes diamantes da província diamantífera da Serra do Espinhaço Meridional, Minas Gerais, Brasil: registro histórico e da memória oral e sua significância geológica. Geologia USP. Série Científica, 25(3), 103-131. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9095.v25-225869

Dados de financiamento