“A arte de perder”, de Elisabeth Bishop, e a raridade da experiência
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2965-7474.v1i7p5Palavras-chave:
Experiência, Perda, Poesia, Narrativa, ContemporaneidadeResumo
Este artigo propõe uma reflexão sobre a experiência da perda a partir do poema de Elizabeth Bishop, articulando sua construção poética às reflexões de Jorge Larrosa Bondía sobre a experiência no mundo contemporâneo. Por meio de uma leitura interpretativa do poema, discute-se a perda não apenas como acontecimento, mas como experiência capaz de afetar, transformar e deixar marcas no sujeito. A repetição, o ritmo e a linguagem poética são compreendidos como formas de elaboração do vivido e de resistência à aceleração, ao excesso de informações e à superficialidade das relações contemporâneas. Argumenta-se que a experiência exige tempo, atenção, silêncio e disponibilidade para ser afetado, condições cada vez mais raras na vida cotidiana. Conclui-se que a poesia de Bishop oferece uma reflexão ética e estética sobre a capacidade de permanecer diante da perda e de transformar aquilo que nos acontece em experiência e narrativa.
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Referências
BISHOP, Elizabeth. Poemas escolhidos. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
BONDÍA, Jorge L. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 19, 2002, p. 20-28. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbedu/a/Ycc5QDzZKcYVspCNspZVDxC/?format=pdf&lang=pt>. Acesso em: 23 ago. 2026.
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