La ricezione dell’arte italiana in Brasile nel secondo dopoguerra: un dialogo tra le prime mostre di Bardi e la critica di Mario Pedrosa

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DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-8281.v0i51p117-145

Parole chiave:

Arte italiana, Fascismo, Arte brasiliana, Modernismo, Arte e politica

Abstract

Questo articolo tratterà delle prime due mostre d’arte italiana realizzate da Pietro Maria Bardi, in Brasile, nel 1946 e nel 1947, attraverso la critica di Mario Pedrosa, forse il più influente critico d’arte brasiliana del XX secolo e che in vari momenti trattò dell’arte italiana come costituente fondamentale per la narrazione dell’arte occidentale (sia quella della tradizione che moderna) e anche per la realtà brasiliana. Poiché le mostre di Bardi sono state la porta d’ingresso per il critico per che iniziasse a osservare l’arte italiana e a interpretarne il suo valore per una realtà lontana dall’Italia, come il Brasile, questo testo si concentrerà su ciò che ha permesso a Bardi di arrivare fino qui e sul contesto di sfondo che ha inquadrato le azioni della politica culturale fascista e hanno anticipato le azione di Bardi nel secondo dopoguerra, momento che non può essere osservato senza tenere conto la situazione politica dell’Italia e dei suoi rapporti internazionali. Verrà dimostrato come l’arte e la cultura italiane furono utilizzate nel corso del primo novecento nelle azioni internazionali dell’Italia fascista e si tratterá dei suoi riverberi nel dopoguerra, quando l’arte italiana fu utilizzata per riabilitare il Paese come nazione libera.

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Biografie autore

  • Rodrigo Vicente Rodrigues, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

    É doutorando e mestre em Estética e História da Arte pela Universidade de São Paulo, USP, na qual desenvolve pesquisas sobre Mário Pedrosa desde 2018 como bolsista CAPES; participa do grupo de estudo Histarthe - História(s) da Arte: Historiografia e Epistemologia, sob coordenação de Ana Magalhães; pesquisa as relações artístico-culturais entre Brasil e Itália, além de desenvolver pesquisas paralelas nas áreas literatura e música; é membro do MusiMid - Centro de estudos em Música e Mídia -, no qual participou do projeto "A canção romântica italiana: paisagem sonora, consumo cultural e imaginário do Brasil nos anos de chumbo" e de encontros do grupo; é sócio da ABPI - Associação Brasileira de Professores de Italiano e professor de Literatura Brasileira no Cursinho Carolina Maria de Jesus do Instituto Federal de São Paulo. É graduado e licenciado em Letras com dupla habilitação, Português e Italiano pela FFLCH-USP; é graduando em Psicologia.

  • Ana Gonçalves Magalhães, Universidade de São Paulo. Museu de Arte Contemporânea

    Historiadora da arte, Professora titular da Universidade de São Paulo, Livre-docente, Curadora e Diretora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP, 2020-2024). Foi coordenadora editorial da Fundação Bienal de São Paulo entre 2001 e 2008. Membro do Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA) desde 2000. Possui bacharelado em História pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP, 1992), mestrado em História da Arte e da Cultura pela mesma universidade (1995), doutorado em História e Crítica da Arte pela Universidade de São Paulo (USP, 2000), e a livre-docência pela Universidade de São Paulo (2015). É credenciada como docente e orientadora dos Programas de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte, em Museologia, e em Artes Visuais, todos da Universidade de São Paulo. Assessora Ad Hoc da FAPESP, da CAPES e do CNPq. Foi professora visitante na Università degli Studi di Milano (2011), Université Paris 8 - Saint Denis (2014), na Universidade de Viena (2017/2018), e na Universidade de Hamburgo. Foi ainda pesquisadora convidada no Getty Research Institute (2016), em Los Angeles, e na Biblioteca Hertziana - Instituto Max Planck, em Roma.

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Pubblicato

31-12-2024

Fascicolo

Sezione

Artigos

Come citare

Rodrigues, R. V., & Magalhães, A. G. . (2024). La ricezione dell’arte italiana in Brasile nel secondo dopoguerra: un dialogo tra le prime mostre di Bardi e la critica di Mario Pedrosa. Revista De Italianística, 51, 117-145. https://doi.org/10.11606/issn.2238-8281.v0i51p117-145