Identidade italiana entre diásporas: embates entre cidadania e cultura em meio à busca de melhores qualidades de vida longe da pátria
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-8281.v0i52p33-58Palavras-chave:
Imigração italiana, Cultura italiana, Memória, Identidade, Espírito SantoResumo
Em 2024, comemoraram-se 150 anos de imigração italiana no Brasil. Dentre os tipos de cidadania europeia garantidos pelo direito sanguíneo, a cidadania italiana era garantida sem limite geracional até o dia 28 de março de 2025. Pegando muitos de surpresa, o Ministro de Relações Exteriores, Antonio Tajani, explicitou em uma coletiva de imprensa a necessidade de “levar a cidadania a sério” limitando o iure sanguinis a apenas netos e filhos de italianos nascidos na Itália e estipulando a necessidade de conexões reais com o país. O presente trabalho, estimulado pelos questionamentos sobre a interseção entre cultura, identidade e cidadania, intenta explorar de um modo comparativo as duas grandes diásporas italianas de que se tem notícia: a imigração italiana no período de Unificação e a recente migração de jovens que buscam estabilidade financeira e oportunidades de crescimento fora da pátria. Expõe, ainda, problemáticas sobre o posicionamento monocultural do governo italiano, questionando os impactos que o impedimento da dupla cidadania pode ter sobre o senso identitário dos indivíduos.
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