Acidentes com aranhas e escorpiões no Alto Juruá, Acre - Brasil

Autores

  • Evandro Piccinelli da Silva Universidade Federal do Acre, Cruzeiro do Sul (AC)
  • Wuelton Marcelo Monteiro Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Manaus (AM)/Universidade do Estado do Amazonas, Manaus (AM)
  • Paulo Sérgio Bernarde Universidade Federal do Acre, Cruzeiro do Sul (AC)

DOI:

https://doi.org/10.7322/jhgd.152178

Palavras-chave:

animais peçonhentos, aranhas, escorpiões, epidemiologia, Amazônia

Resumo

Introdução: Informações epidemiológicas sobre envenenamentos por animais peçonhentos são fundamentais para elaborar propostas de campanhas educativas para prevenção e podem contribuir para a melhoria do atendimento de pacientes admitidos nas unidades de saúde.

Objetivo: Assim, o objetivo é Analisar o perfil epidemiológicos sobre o envenenamento por aranhas e escorpiões ocorridos na região do Alto Juruá, Amazônia Ocidental, Brasil no período de 2012 a 2017.

Método: Os dados epidemiológicos foram obtidos a partir das fichas do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) no Setor de Vigilância Epidemiológica do Hospital Regional do Juruá localizado em Cruzeiro do Sul.

Resultados: Foram registrados 207 casos de acidentes com aracnídeos, predominando as picadas por escorpiões (148 casos; 71,9%). A média do coeficiente de morbidade durante o período de estudo foi de 12 casos por 100.000 habitantes para o araneísmo e de 29,28 para o escorpionismo. Não houve correlação entre os acidentes com aranhas e escorpiões com a pluviosidade ao longo dos meses durante o período de estudo.

Conclusão: A média da incidência de acidentes com aranhas e escorpiões na região do Alto Juruá é uma das maiores registradas para a Amazônia brasileira e é maior do que as médias para o Brasil, região Norte e para o estado do Acre. Os acidentes com aranhas e escorpiões não estiveram correlacionados com a pluviosidade, podendo outros fatores associados a biologia das espécies ou com as atividades humanas relacionados com a distribuição temporal, estando assim o risco de acidente com aracnídeos durante todo o ano.

 

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Biografia do Autor

  • Evandro Piccinelli da Silva, Universidade Federal do Acre, Cruzeiro do Sul (AC)

     Laboratório de Herpetologia, Centro Multidisciplinar, Campus Floresta

  • Paulo Sérgio Bernarde, Universidade Federal do Acre, Cruzeiro do Sul (AC)

     Laboratório de Herpetologia, Centro Multidisciplinar, Campus Floresta

Referências

Publicado

2018-11-28

Edição

Seção

Artigos Originais