Do Conto de Fadas ao Épico

a mudança no tom narrativo em O Hobbit de J. R. R. Tolkien

Autores

  • Fabian Quevedo da Rocha Universidade Federal do Rio Grande do Sul image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9826.literartes.2020.168942

Palavras-chave:

contos de fadas, épico, J. R. R. Tolkien, O Hobbit

Resumo

Este trabalho analisa como J. R. R. Tolkien usa elementos do conto de fadas e do gênero épico para escrever seu romance O Hobbit. Publicado em 1937, o primeiro romance de Tolkien é frequentemente visto como um conto de fadas. Além disso, partindo-se de seu ensaio "On Fairy Stories" para analisar sua própria ficção, é possível argumentar que O Hobbit tem a maioria das características que ele atribui ao gênero: acontece em um mundo secundário consistente, satisfaz vários desejos humanos, como o de vislumbrar outros mundos e o de conversar com outros seres; mais importante, tem um "final feliz", que é, por excelência, a essência do gênero para o autor. No entanto, uma leitura atenta de sua ficção revela que seu tom leve é lentamente substituído por um tom mais sombrio, típico de narrativas antigas como o poema épico Beowulf. Esta pesquisa, portanto, investiga como Tolkien constrói uma narrativa que começa com a sobriedade do conto de fadas, atinge um clímax característico do épico e termina com um sabor agridoce que mistura traços de ambos os gêneros. Para tal, utilizo as teorias de Tolkien sobre esses gêneros.

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Publicado

2020-12-08

Como Citar

ROCHA, Fabian Quevedo da. Do Conto de Fadas ao Épico: a mudança no tom narrativo em O Hobbit de J. R. R. Tolkien. Literartes, São Paulo, Brasil, v. 1, n. 12, p. 206–222, 2020. DOI: 10.11606/issn.2316-9826.literartes.2020.168942. Disponível em: https://revistas.usp.br/literartes/article/view/168942. Acesso em: 28 fev. 2026.