O paradoxo de Charles Perrault: como contos de fadas aristocráticos se tornaram sinônimo de conservação folclórica

Autores

  • Lydie Jean
  • Paulo César Ribeiro Filho Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9826.literartes.2020.170822

Palavras-chave:

Charles Perrault, Contos de Fadas, Folclore, Preciosismo, Tradição Popular, Literatura

Resumo

No final do século XVII, Charles Perrault escreveu aquele que viria a ser o seu mais célebre livro e um dos maiores sucessos da literatura francesa: as Histórias e Contos do Tempo Passado. Costuma-se pensar que Perrault reuniu a matéria de seu livro diretamente do folclore tradicional, a fim de preservar o seu panteão. No entanto, estudos mostram que, mesmo se ele estivesse inspirado pelos contos populares, não estava interessado em sua conservação. No entanto, a popularidade dos contos de fadas de Perrault foi tamanha que eles acabaram retornando ao folclore, tornaram-se parte importante da tradição popular e até ajudaram a preservá-la. Esse processo pode ser explicado por causas sucessivas, que, juntas, tornaram esse movimento possível. Desde o início, os contos de fadas de Perrault foram modificados para caber em publicações baratas. Quando o estudo do folclore entrou em voga, seus contos foram analisados ​por uma perspectiva errônea. E quando estudos mais sérios começaram a ser feitos, já era tarde demais: não se podia mais dizer quais contos eram contos originalmente populares e quais eram as versões modificadas de Perrault.

Biografia do Autor

  • Lydie Jean

    Mestra em Literatura Francesa Moderna pela Universidade de Paris IV Sorbonne.

  • Paulo César Ribeiro Filho, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

    Doutorando em Literatura Infantil e Juvenil pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

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Publicado

2020-12-08

Como Citar

JEAN, Lydie. O paradoxo de Charles Perrault: como contos de fadas aristocráticos se tornaram sinônimo de conservação folclórica. Literartes, São Paulo, Brasil, v. 1, n. 12, p. 295–308, 2020. DOI: 10.11606/issn.2316-9826.literartes.2020.170822. Disponível em: https://revistas.usp.br/literartes/article/view/170822. Acesso em: 8 fev. 2026.