Il Comunista de Guido Morselli e a Crise das Utopias
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i42p%25pPalavras-chave:
Guido Morselli (1912-1973), Literatura Italiana, realismo político, crise institucionalResumo
Este artigo examina Il comunista (1964), de Guido Morselli, discutindo como a rotina parlamentar funciona como laboratório da erosão de sentido. O foco recai sobre Walter Ferranini, que, alheio ao debate, converte a observação de um outro parlamentar em gatilho de uma deriva introspectiva e de crescente ceticismo em relação a disciplina partida ria e a capacidade representativa das instituições. Argumento que o percurso do protagonista culmina numa experiência de desaparição de sentido (“signifying nothing”), próxima da voz monologante de Dissipatio H.G., mas produzida aqui por condições históricas e políticas específicas. Ao contrapor a crise historicizada de Il comunista a evacuação alegórica de Dissipatio, o artigo busca evidenciar duas modalidades morsellianas de estranhamento. O romance, assim, reconfigura o realismo político ao converter gestos banais em indício da falência da mediação institucional.
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