Ferreira Gullar e a poesia do cárcere

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i43p%25p

Palabras clave:

Ferreira Gullar, Testemunho, Cárcere, Poesia brasileira contemporânea, Ditadura

Resumen

Entre dezembro de 1968 e janeiro de 1969 Ferreira Gullar esteve 20 dias encarcerado na Vila Militar, no Rio de Janeiro, por conta de sua oposição à ditadura militar. Embora o autor nunca tenha silenciado sobre este período na prisão, as menções ao evento, seja em sua obra poética seja em depoimentos e entrevistas, são bem menos abundantes e detalhadas do que os numerosos relatos que deixou sobre os anos de exílio. Com base nessas lacunas, o objetivo do artigo é refletir sobre a relação entre poesia e prisão em Gullar, especialmente a partir de uma leitura do poema “O prisioneiro”, presente em Dentro da noite veloz (1975). Situo, dessa maneira, o lugar do autor no repertório da poesia dos presos políticos da ditadura militar (Ribeiro, 2020; Martinelli Filho, 2023; 2024), enfatizando a dimensão testemunhal do poema em questão.

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Biografía del autor/a

  • Marcelo Ferraz, Universidade Federal de Goiás

    Professor da área de Teoria Literária da Universidade Federal de Goiás (UFG) e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Ao lado de Nelson Martinelli Filho e Wilberth Salgueiro, organizou Memorial Poético dos Anos de Chumbo: uma antologia, resultante do projeto de mesmo título. Autor de Poesia e diálogos numa ilha chamada Brasil (EdUnila, 2018), O testemunho poético no limiar da lírica moderna (CEGRAF, 2022) e organizador das coletâneas Ética, Estética e Políticas do testemunho (Nankin, 2017), Poesia e cárcere político (Pedro e João, 2023) e Alex Polari pela crítica contemporânea (Alameda, 2024).

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Publicado

2026-07-30

Cómo citar

Ferraz, M. (2026). Ferreira Gullar e a poesia do cárcere. Literatura E Sociedade, 34(43), 137-159. https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i43p%p