"Quando eu estava em Buenos Aires em 1975": notas de perplexidade no Poema sujo de Ferreira Gullar
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i43p%25pPalabras clave:
Poema sujo, Ferreira Gullar, literatura de exílio, perplexidade, concepção de históriaResumen
Após uma apresentação do contexto de criação do Poema sujo, por Ferreira Gullar, e das características gerais do poema, este artigo discute a possível adequação, ou não, de qualificá-lo como “literatura de exílio”, uma vez que o texto se mostra como um fluxo de memória de infância, repleto de personagens que habitavam a cidade natal do autor, São Luís do Maranhão, ela mesma tratada como personagem entre as múltiplas camadas temporais que compõem o poema. A partir disso, analisa-se a presença não nomeada da perplexidade em três fragmentos selecionados, os quais desvelam também um modo próprio de conceber a história e a historiografia, ou seja, a perplexidade desloca e modifica a concepção de história, que adquire então a mesma marca suja e bela da vida.
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