Da noite veloz à vertigem do dia: políticas do ritmo em Ferreira Gullar

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i43p%25p

Palabras clave:

Ferreira Gullar, forma poética, ritmo

Resumen

O ensaio deseja esboçar um comentário analítico em torno do livro Na vertigem do dia (1980), a fim de examinar brevemente como parte dos poemas reunidos por Ferreira Gullar no final da década de 1970 opera um equilíbrio tenso entre correntes opostas no interior do seu próprio trabalho. Acredita-se que, ao integrar o verso métrico como parâmetro implícito de construção de formas à primeira vista livres, o poeta realiza, ao invés da exclusão binária, a sobreposição do “construtivismo” e da “espontaneidade”, tendências quase sempre rivais no panorama poético do Brasil de então. A plasticidade estética daí derivada, porém, ao mesmo tempo que parece representar um amadurecimento do ponto de vista formal, mostra-se ideologicamente informada por certo recuo participativo e uma relativa reificação do sujeito, dando a ver, para os primeiros anos de redemocratização lenta, gradual e segura, uma nova política do ritmo.

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Biografía del autor/a

  • Zeno Queiroz, Universidade de São Paulo

    Doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo, sob orientação do Prof. Dr. Roberto Zular. Possui mestrado em Semiótica e Linguística Geral pela mesma instituição e licenciatura em Letras, com dupla habilitação em Português e Inglês, pela Universidade Federal do Ceará. Compõe a comissão editorial da revista Magma (DTLLC-FFLCH-USP). Autor do livro Viagem à ilha (7Letras, 2024).

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Publicado

2026-07-30

Cómo citar

Queiroz, Z. (2026). Da noite veloz à vertigem do dia: políticas do ritmo em Ferreira Gullar. Literatura E Sociedade, 34(43), 191-211. https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i43p%p