Entre a cor e o inconformismo

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DOI :

https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i43p%25p

Mots-clés :

Ferreira Gullar, neoconcretismo, poesia engajada

Résumé

O artigo analisa a trajetória poética de Ferreira Gullar entre as décadas de 1950 e 1960, refletindo sobre a relação tensa entre autonomia estética e engajamento político. Na primeira parte, o texto reconstrói o diálogo inicial de Gullar com o grupo Noigandres, destacando as diferenças conceituais entre a poesia concreta paulista, sobretudo em sua fase ortodoxa, e o grupo carioca, que instauraria o neoconcretismo. Em seguida, o artigo examina a virada engajada de Gullar a partir de 1960, cotejando seu ensaio Cultura posta em questão com o salto participante proposto por Décio Pignatari para apontar as possíveis aproximações e as inevitáveis diferenças entre ambos. Por fim, a análise do poema “Verão” demonstra como, a partir de Dentro da noite veloz, Ferreira Gullar consegue retomar elementos formais da tradição popular de um modo inventivo, sem abdicar da força sugestiva da linguagem poética.

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Biographie de l'auteur

  • Renan Nuernberger, Universidade de São Paulo

    Professor do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH-USP. É organizador das antologias Armando Freitas Filho (EdUERJ, 2011), pela coleção Ciranda da Poesia, e Paulo Leminski (Prometeu Edicions, 2019), traduzida para o catalão por Josep Domènech Ponsatí. Organizou, em parceria com Viviana Bosi, Neste instante: novos olhares sobre a poesia brasileira dos anos 1970 (Fapesp/Humanitas, 2018) e publicou a plaquete Mistura adúltera de tudo: a poesia brasileira dos anos 1970 até aqui (Círculo de Poemas, 2024). Como poeta, é autor de Mesmo poemas (Sebastião Grifo, 2010), Luto (Patuá, 2017) e Insular, proceder (Jabuticaba, 2025).  

Références

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Publiée

2026-07-30

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Nuernberger, R. (2026). Entre a cor e o inconformismo. Literatura E Sociedade, 34(43), 68-90. https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i43p%p