O que quer, o que pode a poesia de Gullar: Limites da palavra entre a vida e a morte

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DOI :

https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i43p%25p

Mots-clés :

Ferreira Gullar, fazer poético, morte, efemeridade, permanência

Résumé

O texto analisa a poesia de Ferreira Gullar a partir da tensão entre a consciência da morte e a reflexão sobre o fazer poético, observando como esses dois eixos se entrelaçam ao longo de sua obra. Enquanto o sujeito lírico rejeita a estagnação da linguagem e aspira a uma poesia viva, integrada ao presente, ao mesmo tempo questiona sua capacidade de resistir à efemeridade. O estudo percorre brevemente a trajetória do autor desde as primeiras obras até o engajamento político, destacando a oscilação entre a crença na potência transformadora da poesia e o ceticismo quanto à sua eficácia. Nas obras posteriores, intensifica-se a presença da morte, associada à transitoriedade, e a poesia assume outro timbre. O horizonte de transformação desloca-se do plano social para o interior do poema. Embora persista a desconfiança em relação aos limites da linguagem, Gullar concebe a poesia como espaço de elaboração simbólica e de expressão de uma voz múltipla e coletiva, capaz de dar forma à experiência e constituir uma busca de resistência diante da finitude.

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Biographie de l'auteur

  • Viviana Bosi, Universidade de São Paulo

    Professora livre-docente no Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo. Publicou Poesia em risco: itinerários para aportar nos anos 1970 e além (Editora 34, 2021) assim como John Ashbery, um módulo para o vento (Edusp, 1999). Organizou, com Renan Nuernberger, Neste instante: novos olhares sobre a poesia brasileira dos anos 1970 (Fapesp/Humanitas, 2018), assim como parte da obra de Ana Cristina Cesar em Antigos e soltos (IMS, 2008), dentre outros trabalhos, sobretudo acerca de poesia moderna e contemporânea.

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Publiée

2026-07-30

Comment citer

Bosi, V. (2026). O que quer, o que pode a poesia de Gullar: Limites da palavra entre a vida e a morte. Literatura E Sociedade, 34(43), 212-230. https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i43p%p