O tempo-espaço tardo-sessentista n'O anjo nasceu de Bressane

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i42p%25p

Palavras-chave:

Cinema Novo e Marginal, cinema brasileiro moderno, análise fílmica, crítica imanente, comportamento da câmera

Resumo

O artigo é uma tentativa de análise formal como crítica imanente, espécie de close reading descrevendo e comentando o filme O anjo nasceu (1969), de Júlio Bressane, enquanto uma ruptura interna ao Cinema Novo, que se opera sobretudo no plano formal. Em vez da mobilidade expressiva de “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” e do dinamismo narrativo associados à mobilidade em torno de personagens populares ou os de representantes — a exemplo de Terra em transe (1967), de Glauber Rocha e tantas outras obras cinemanovistas —, o filme constrói um espaço visual rígido, frontal e ortogonal, como se fosse avistado desde o infinito.

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Biografia do Autor

  • Rubens Machado Jr., Universidade de São Paulo

    Rubens Machado Jr. Prof. titular no CTR/ECA-USP, lecionando História, Análise e Crítica. Lidera o grupo de pesquisa História da experimentação no cinema e na crítica, CNPq. Foi conselheiro na Socine, onde criou o Seminário Cinema como arte, e vice-versa. Curador dos projetos Marginália 70, Itaú Cultural, e Experimental Media in Latin America, Los Angeles Filmforum/Getty Foundation. Colaborou e editou revistas como Cine-Olho, L’Armateur, Infos Brésil, praga, Sinopse, Rebeca.

Referências

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Publicado

2026-03-03

Edição

Seção

Artes Plásticas. Cinema. Teatro

Como Citar

Rubens Machado Jr. (2026). O tempo-espaço tardo-sessentista n’O anjo nasceu de Bressane. Literatura E Sociedade, 33(42). https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i42p%p