Uma pedra em flor no Regionalismo: leitura de "O sertanejo falando", de João Cabral de Melo Neto

Autores

  • Leonardo Augusto Castilho Thomaz Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2448-1769.mag.2025.235808

Palavras-chave:

Modernismo, Regionalismo, Poética do silêncio, João Cabral de Melo Neto

Resumo

O presente artigo realiza uma leitura cerrada do poema “O sertanejo falando”, de João Cabral de Melo Neto, publicado em A educação pela pedra (1966). O poema é compreendido como um paradigma das formas de representação do modo de enunciação do sertanejo dentro da tradição moderna da literatura regionalista: ora, a fala é edulcorada e “doce” — como no estilo de Guimarães Rosa —, ora é áspera e esburacada — como em Vidas secas (1937), de Graciliano Ramos. João Cabral elabora, neste poema, uma síntese dessas instâncias — entre céu e inferno, nos termos de Alfredo Bosi —, além de desdobrar temas caros à sua própria poética. Nesse sentido, o poema pode ser visto como um posto avançado da poética cabralina na mesma medida em que estabelece profícuos diálogos com a tradição moderna do regionalismo brasileiro.

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Biografia do Autor

  • Leonardo Augusto Castilho Thomaz, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

    No ano de 2020, graduou-se em Letras Português-Alemão pela Universidade de São Paulo. Entre 2017 e 2020 realizou a Iniciação Científica sobre "A enganada" e o estilo tardio de Thomas Mann, sob orientação do Prof. Dr. Jorge de Almeida. Em 2019, obteve fomento da FAPESP; no 27 SIICUSP, obteve Menção Honrosa na Etapa Internacional do Simpósio. Em 2021, deu início ao Mestrado junto ao Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada, sob a mesma orientação. Em sua dissertação, reelaborou a interpretação de "A enganada", relacionando-a com temas e motivos presentes por toda a obra de Thomas Mann; além disso, através da exegese da novela, trouxe um debate avançado acerca do "estilo tardio" enquanto conceito estético. Em 2023, obteve o título de Mestre. Já em 2024, ingressou no Doutorado junto ao mesmo departamento, agora sob orientação do Prof. Dr. Marcus Vinicius Mazzari, tendo como objeto "Doutor Fausto" e "O eleito", buscando estabelecer uma perspectiva nova acerca do "estilo tardio" do escritor, relacionando-o com "A enganada". 

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Publicado

2025-11-08

Edição

Seção

Ensaios Temáticos

Como Citar

Thomaz, L. A. C. (2025). Uma pedra em flor no Regionalismo: leitura de "O sertanejo falando", de João Cabral de Melo Neto. Magma, 1(21), 86-100. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1769.mag.2025.235808