Na biblioteca vaginal: um discurso amoroso
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2596-2477.i40p124-137Palavras-chave:
arquivo, resistência, ditadura, cultura subterrânea.Resumo
A biblioteca vaginal não é uma metáfora. Feita e transportada por mulheres, foi uma resistência encarnada à tirania da ditadura argentina. O trabalho da biblioteca vaginal é derivado das práticas das prisioneiras, mas o seu alcance vai além dessas mulheres e se estende para todos os tipos de resistência cultural que estavam ocorrendo nas condições mais adversas durante o regime ditatorial. Na biblioteca vaginal, encontramos os adolescentes do Teatro Cucaño, um pequeno grupo experimental de teatro da cidade de Rosário, bem como os renomados intelectuais da revista Punto de Vista. Homens e mulheres trabalharam para documentar e refletir sobre um período de terror e extremismo por meio de atos criativos e intelectuais que geralmente não conseguiam encontrar uma audiência fora do ambiente hermético e improvável da biblioteca vaginal. Este ensaio é uma história parcial da cultura intelectual subterrânea da última ditadura argentina.
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