Só Uma palavra: processo criativo de Gabriela Mistral a partir do poema “La que camina”
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2596-2477.i58p5-25Palavras-chave:
Gabriela Mistral, Literatura hispano-americana, Poesia de autoria feminina, Crítica genéticaResumo
Gabriela Mistral publicou três livros de poesia antes de receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1945. Seu quarto e último livro publicado em vida, Lagar, foi lançado em 1954 e inclui uma seção dedicada às mulheres, intitulada “Locas mujeres”, composta por dezesseis poemas. Neste trabalho, serão analisadas e comparadas as versões em áudio, manuscrito e versão definitiva do poema “La que camina”, que faz parte dessa seção. Tanto o manuscrito quanto o áudio estão disponíveis no acervo Gabriela Mistral, na Biblioteca Nacional do Chile (BNC), integrando a coleção Archivo del Escritor; já a versão publicada que utilizamos pertence a Poesías completas (Aguilar, 1970, primeira reimpressão). A partir das ferramentas metodológicas da crítica genética (Pino; Zular, 2007), propomos uma análise organizado em instâncias de reconfiguração textual que evidenciam as transformações léxicas, rítmicas e estruturais do poema, durante o processo de escrita. Consideramos o ditado como uma instância produtiva, na qual a oralidade funciona como um princípio gerador que incide na configuração formal do texto, e não apenas como uma etapa preliminar a ser superada pela escrita.
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