As obras órfãs, fruto do imprevisível e do Neutro
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2596-2477.i58p109-122Palavras-chave:
Quignard, Obra órfã, Inteligência artificial, Arte, ImprevisibilidadeResumo
A longa epígrafe de Pascal Quignard é preocupante por dois motivos. Primeiro, porque derruba ou atenua alguns conceitos há muito aceitos e enraizados na teoria literária: o conceito de autor, a relação com sua obra, a definição de uma obra, seu nascimento, sua formação, seu percurso. Segundo, porque reitera a dificuldade da inteligência artificial em criar uma obra de arte. No decorrer do artigo, examino as repercussões do conceito de “obra órfão” em trechos da literatura contemporânea, romance e poesia, e o que os diferencia do modelo de linguagem Gemini do Google.
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