Entre o olho e a letra
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2596-2477.i8p181-207Resumo
Este artigo tem como ponto de partida a postura de dois críticos - Philippe Lejeune e Bernard Magné - em relação ao trabalho de criação do escritor francês Georges Perec (1936-1982). Esses autores defendem que a análise dos processos criativos perequianos deve se concentrar no processo de montagem da narrativa, e não nos jogos e fórmulas que o escritor desenvolvia antes de sentar-se diante da máquina de escrever. Logo, procura-se defender que essa postura se sustenta em um dos fundamentos da teoria literária: a necessidade da interpretação. Tenta-se então estabelecer uma discussão sobre esse fundamento, questionando sua validez para o estudo da gênese da literatura contemporânea. Para isso, exploram-se conceitos de Jacques Lacan, Maurice Merleau-Ponty e o próprio Perec, entre outros.
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