O ataque enquanto defesa: disputas discursivas em contextos de crise
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v19i2p289-312Palabras clave:
Comunicação de crise, Ataques discursivos, deslegitimação, vigilância civil, disputas de sentidoResumen
O artigo aborda estratégias defensivas adotadas em cenários de crise e pautadas no ataque contra aqueles que acusam um ator de transgressões. Tomando as crises enquanto disputas de sentido que ameaçam reputações, o texto elabora três movimentos. No primeiro, revisita contribuições internacionais sobre o tema, focando nas noções de apologia e kategoria. No segundo, aborda as contribuições sobre influência de Leon Mayhew, entendendo que as pretensões de solidariedade pensadas pelo autor podem ajudar na investigação de estratégias focadas na deslegitimação de acusadores. Por fim, realiza um estudo sobre ataques do Heartland Institute contra os acusadores, refletindo criticamente sobre suas características e assimetrias.
Descargas
Referencias
Benoit, W. (2015). Accounts, excuses, and apologies: Image repair theory and research. Suny Press.
Bueno, W. (2009). Comunicação empresarial: Políticas e estratégias. Saraiva.
Forni, J. (2015). Gestão de crises e comunicação: O que gestores e profissionais de comunicação precisam saber para enfrentar crises corporativas. Atlas.
Habermas, J. (2012). Teoria do agir comunicativo: Racionalidade da ação e racionalização social. WMF Martins Fontes.
Hearit, K. (1996). The use of counter-attack in apologetic public relations crises: The case of General Motors vs. Dateline NBC. Public Relations Review, 22(3), 233–248. https://doi.org/10.1016/S0363-8111(96)90047-8
Hearit, K. (2006). Crisis management by apology: Corporate response to allegations of wrong-doing. Lawrence Earlbaum.
Heartland Institute. (2014, junho). Reply to Critics. https://www.heartland.org/about-us/reply-to-critics/index.html
Henriques, M., & Silva, D. (2014). Vulnerabilidade dos públicos frente a práticas abusivas de comunicação empregadas por organizações. Revista Comunicação e Sociedade, 26, 162–190. https://doi.org/10.17231/comsoc.26(2014).2031
Henriques, M., & Silva, D. (2017a). Vigilância civil e internet: Possibilidades e limitações na disputa por visibilidade e na construção por credibilidade. Conexão: Comunicação e Cultura, 16(31), 21–41. https://sou.ucs.br/etc/revistas/index.php/conexao/article/view/4855
Henriques, M., & Silva, D. (2017b). Mudanças climáticas: Uma questão de relações públicas? Chasqui. Revista Latinoamericana de Comunicación, 136, 143–158. https://doi.org/10.16921/chasqui.v0i136.3288
Henriques, M., & Silva, D. (2018). Condiciones de posibilidad de las denuncias de prácticas abusivas de relaciones públicas: Un estudio de caso. Redmarka, Revista de Marketing Aplicado, 1(22), 89–114. https://doi.org/10.17979/redma.2018.01.022.4937
Hoggan, J. (2009). Climate cover-up: The crusade to deny global warming. Greystone Books.
Levy, C. (2022). A máquina oculta de propaganda do iFood. Agência Pública. https://apublica.org/2022/04/a-maquina-oculta-de-propaganda-do-ifood/
Lupia, A. (1994). Shortcuts versus encyclopedias: Information and voting behavior in California insurance reform elections. American Political Science Review, 88(1), 63–76.
Machado, J. (2020). Gestão estratégica da comunicação de crise. Facos-UFSM.
Mayhew, L. (1997). The new public: Professional communication and the means of social influence. Cambridge University Press.
Nunes, A., & Oliveira, R. (2023). Brazilian approaches to crisis and risk in the context of communication: A field in search of legitimation. Journal of Contingencies and Crisis Management, 31(4), 780–796. https://doi.org/10.1111/1468-5973.12480
Nongovernmental International Panel on Climate Change (NIPCC). (2018, 4 de dezembro). Replies to Critics. Climate Change Reconsidered. https://climatechangereconsidered.org/replies-to-critics/
Oreskes, N., & Conway, E. (2010). The merchants of doubt. Bloomsbury Press.
Rosa, M. (2003). A era do escândalo: Lições, relatos e bastidores de quem viveu as grandes crises de imagem. Geração Editorial.
Ryan, H. (1982). Kategoria and apologia: On their rhetorical criticism as a speech set. Quartely Journal of Speech, 68, 256–261.
Sellnow, T., & Seeger, M. (2013). Theorizing crisis communication. Wiley-Blackwell.
Silva, D. (2017). Relações públicas, ciência e opinião: Lógicas de influência na produção de incertezas (Tese de Doutorado, Universidade Federal de Minas Gerais). Repositório UFMG. http://hdl.handle.net/1843/BUOS-B8YFTP
Silva, D. (2018). Fraturas na Excelência: O apagamento das ambiguidades das relações públicas. Organicom, 15(29), 112–122. https://doi.org/10.11606/issn.2238-2593.organicom.2018.150470
Ware, B., & Linkugel, W. (1973). They spoke in defense of themselves: On the generic criticism of apologia. Quartely Journal of Speech, 59, 273–283.
Publicado
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Los autores que publican en esta revista aceptan los siguientes términos:
- Los autores mantienen los derechos de autor y otorgan a la revista el derecho a la primera publicación, con el trabajo licenciado simultáneamente bajo la Creative Commons Attribution License (CC BY-NC-SA 4.0) que permite compartir el trabajo con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista para fines no comerciales.
- Los autores están autorizados a asumir contratos adicionales por separado, para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicado en esta revista (por ejemplo: publicación en repositorio institucional o como capítulo de libro), con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.



















