Trabalho no campo cinematográfico: marcadores sociais e invisibilidades
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v20i1p39-64Mots-clés :
Cinema, trabalho, trabalhadores, cultura, políticaRésumé
O presente texto tem como intuito evidenciar o conceito de trabalho no contexto das pesquisas de economia política do cinema e do audiovisual no Brasil. A partir de uma ênfase histórica, política e social, abordamos como esse conceito tem emergido no debate público nacional sobre o fazer e pensar cinema. Para tanto, utilizamos uma revisão bibliográfica sobre o modo de produção cinematográfico hegemônico em nosso país, uma análise crítica das políticas públicas e uma breve exposição de conflitos trabalhistas recentes envolvendo trabalhadores que atuam no setor. Concluímos que o problema das relações de trabalho tem tensionado abordagens tradicionais sobre a produção cinematográfica, indicando novos caminhos de pesquisa.
Téléchargements
Références
Agência Nacional do Cinema (ANCINE). (2021). Instrução normativa nº 159, de 23 de dezembro de 2021. Dispõe sobre os procedimentos para apresentação e análise das prestações de contas de recursos públicos aplicados em projetos audiovisuais de competência da ANCINE, executados por meio de ações de fomento direto e indireto, revoga a Instrução Normativa nº 150, de 23 de setembro de 2019, e dá outras providências. https://www.gov.br/ancine/pt-br/acesso-a-informacao/legislacao/instrucoes-normativas/instrucao-normativa-no-159
Agência Nacional do Cinema (ANCINE). (2022). Instrução normativa nº 160, de 3 de março de 2022. Altera a Instrução Normativa ANCINE nº 159, de 23 de dezembro de 2021. https://www.gov.br/ancine/pt-br/acesso-a-informacao/legislacao/instrucoes-normativas/instrucao-normativa-no-160
Agência Sindical. (2021, novembro 30). Audiovisual faz movimento por jornada justa. https://agenciasindical.com.br/audiovisual-faz-movimento-por-jornada-justa
Anderson, P. (2019). O Brasil de Bolsonaro (J. C. Pinto, Trad.). Novos Estudos, 38(1), 215–254. https://doi.org/10.25091/S01013300201900010012
Andrade, P. M. (2022). Curadoria como poder e trabalho, e algumas notas sobre capitalização do amor. Caderno de Leituras, (144), 1–9.
Andrade, R. (2023, julho 23). Greve que impactou filmes e séries pode acontecer no Brasil? Entenda. Metrópoles. https://www.metropoles.com/entretenimento/greve-que-impactou-filmes-e-series-pode-acontecer-no-brasil-entenda
Antunes, R. (2015). A sociedade da terceirização total. Revista da ABET, 14(1), 6–12.
Autran, A. (2013). O pensamento industrial cinematográfico brasileiro. Hucitec.
Banks, M. (2009). Gender below-the-line: Defining feminist production studies. In V. Mayer (Ed.), Production studies: Cultural studies of media industries (pp. 87–98). Routledge.
Barros, M. F. (2022, julho 16). As condições de trabalho no audiovisual brasileiro: Uma realidade oculta pelos sons e pelas câmeras. Jornalismo Júnior. https://jornalismojunior.com.br/as-condicoes-de-trabalho-no-audiovisual-brasileiro-uma-realidade-oculta-pelos-sons-e-pelas-cameras/
Benjamin, W. (1980). A obra de arte na época de suas técnicas de reprodução (J. L. Grünnewald, Trad.). In W. Benjamin, M. Horkheimer, T. W. Adorno, & J. Habermas, Textos escolhidos (pp. 9–34). Abril Cultural.
Bird, K. (2018). “Quiet on the set”: Craft discourse and below-the-line labor in Hollywood, 1919–1985 [Doctoral dissertation, University of Pittsburgh]. D-Scholarship@Pitt. https://d-scholarship.pitt.edu/34957/
Bourdieu, P. (2004). Coisas ditas (C. Silveira & D. Pegorim, Trads.). Brasiliense.
Bourdieu, P. (2006). A produção da crença: Contribuição para uma economia dos bens simbólicos (3ª ed., G. Teixeira, Trad.). Zouk.
Bowden, G. (2023). Quais filmes e séries podem ser afetados pela greve em Hollywood? G1. https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2023/07/13/quais-filmes-e-series-podem-ser-afetados-pela-greve-em-hollywood.ghtml
Brasil. (1943). Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Diário Oficial da União. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
Brasil. (1978a). Decreto nº 82.385, de 5 de outubro de 1978. Regulamenta a Lei nº 6.533, de 24 de maio de 1978. Diário Oficial da União. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1970-1979/d82385.htm
Brasil. (1978b). Lei nº 6.533, de 24 de maio de 1978. Dispõe sobre a regulamentação das profissões de artistas e de técnico em espetáculos de diversões. Diário Oficial da União. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6533.htm
Brasil. (1991). Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991. Institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). Diário Oficial da União. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8313cons.htm
Brasil. (1993). Lei nº 8.685, de 20 de julho de 1993. Cria mecanismos de fomento à atividade audiovisual. Diário Oficial da União. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8685.htm
Brasil. (2023). Classificação Brasileira de Ocupações: Informações gerais. Ministério do Trabalho e do Emprego. https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/cbo/informacoes-gerais
Butcher, P. (2024). Hollywood e o mercado de cinema no Brasil: Princípios de uma hegemonia. Letramento.
Carriconde, G. (2021). Desregulamentação e boicote: Trabalhadores do audiovisual sofrem com jornadas exaustivas. Brasil de Fato. https://www.brasildefato.com.br/2021/12/10/desregulamentacao-e-boicote-trabalhadores-do-audiovisual-sofrem-com-jornadas-exaustivas
Daniels, A. K. (1987). Invisible work. Social Problems, 34(5), 403–415.
Dardot, P., & Laval, C. (2016). A nova razão do mundo: Ensaio sobre a sociedade neoliberal (M. Echalar, Trad.). Boitempo.
Ezabella, F. (2023). Saiba como é o dia a dia na greve dos roteiristas em Hollywood, que faz um mês. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/06/saiba-como-e-o-dia-a-dia-na-greve-dos-roteiristas-em-hollywood-que-faz-um-mes.shtml
Fernandez-Day, R. (2015). Reel stitches: Female “below-the-line” workers in British heritage cinema. The Projector, 15(2), 20–23.
Folha de S.Paulo. (2023). Roteiristas de Hollywood recusam proposta dos estúdios e greve continua. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/08/roteiristas-de-hollywood-recusam-proposta-dos-estudios-e-greve-continua.shtml
Fraser, N., & Jaeggi, R. (2020). Capitalismo em debate (N. Bressiani, Trad.). Boitempo.
G1. (2023). Greve em Hollywood: Atores famosos participam de protestos; veja fotos. https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2023/07/22/greve-em-hollywood-atores-famosos-participam-de-protestos-veja-fotos.ghtml
Huyssen, A. (1996). Memórias do modernismo (P. Farias, Trad.). UFRJ.
Hoyt, E. (2014). Hollywood vault. University of California Press.
Lee, S., McCann, D., & Messenger, J. C. (2009). Duração do trabalho em todo o mundo: Tendências de jornadas de trabalho, legislação e políticas numa perspectiva global comparada (O. O. Teófilo, Trad.). Organização Internacional do Trabalho.
Menger, P.-M. (2006). Artistic labor markets: Contingent work, excess supply and occupational risk management. In V. A. Ginsburgh & D. Throsby (Eds.), Handbook of the economics of art and culture (pp. 765–811). Elsevier.
Menger, P.-M. (2014). The economics of creativity: Art and achievement under uncertainty. Harvard University Press.
Michetti, M., & Burgos, F. (2016). Fazedores de cultura ou empreendedores culturais? Precariedade e desigualdade nas ações públicas de estímulo à cultura. Políticas Culturais em Revista, 9(2), 582–604. https://doi.org/10.9771/pcr.v9i2.17782
Nunes, L., & Moraes, M. R. (2015). Gestão do produto audiovisual: Módulo 1—Gestão empresarial. APRO.
Oliveira, A. N. (2021). Temporada. Javali.
Péricles, L. (2023). Por um cinema pedreiro. Descompasso. https://revistadescompasso.com/por-um-cinema-pedreiro-lincoln-pericles/
Queirós, A. (2015). Entrevista com Adirley Queirós. Cinética. http://revistacinetica.com.br/home/entrevista-com-adirley-queiros/
Rocha, M. (2023). Atores de Hollywood fazem uma contraproposta aos estúdios para encerrar greve. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/10/atores-de-hollywood-fazem-contraproposta-a-estudios-para-encerrar-greve.shtml
Scott, A. J., & Pope, N. (2007). Hollywood, Vancouver, and the world: Employment relocation and the emergence of satellite production centers in the motion-picture industry. Environment and Planning A, 39(6), 1364–1381. https://doi.org/10.1068/a38215
SINDCINE. (2021, novembro 19). Trabalhadores do audiovisual brasileiro iniciam campanha pelo fim das jornadas abusivas. http://www.sindcine.com.br/NoticiaInterna/517/trabalhadores-do-audiovisual-brasileiro-iniciam-campanha-pelo-fim-das-jornadas-abusivas
Staiger, J. (1985a). The Hollywood mode of production to 1930. In D. Bordwell, J. Staiger, & K. Thompson (Eds.), The classical Hollywood cinema: Film style and mode of production to 1960 (pp. 85–153). Routledge.
Staiger, J. (1985b). The labor force, financing and the mode of production. In D. Bordwell, J. Staiger, & K. Thompson (Eds.), The classical Hollywood cinema: Film style and mode of production to 1960 (pp. 311–319). Routledge.
Staiger, J. (1985c). The package-unit system: Unit management after 1955. In D. Bordwell, J. Staiger, & K. Thompson (Eds.), The classical Hollywood cinema: Film style and mode of production to 1960 (pp. 330–337). Routledge.
Storper, M., & Christopherson, S. (1989). The effects of flexible specialization on industrial politics and the labor market: The motion picture industry. ILR Review, 42(3), 331–347. https://doi.org/10.1177/001979398904200301
Tela Viva. (2021, novembro 19). Trabalhadores do audiovisual iniciam campanha pelo fim das jornadas abusivas. https://telaviva.com.br/19/11/2021/trabalhadores-do-audiovisual-iniciam-campanha-pelo-fim-das-jornadas-abusivas/
Williams, R. (2008). Cultura (L. L. Oliveira, Trad.). Paz e Terra.
Wright, E. O. (2015). Análise de classes (R. C. Costa, Trad.). Revista Brasileira de Ciência Política, 17, 121–163. https://doi.org/10.1590/0103-335220151705
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas d’Utilisation Commerciale - Partage dans les Mêmes Conditions 4.0 International.
Les auteurs qui publient dans ce journal acceptent les termes suivants:
- Les auteurs conservent le droit d'auteur et accordent à la revue le droit de première publication, le travail étant concédé simultanément sous la licence Creative Commons Attribution (CC BY-NC-SA 4.0) qui permet le partage de l'œuvre avec reconnaissance de la paternité et de la publication initiale dans cette revue à des fins non commerciales.
- Les auteurs sont autorisés à assumer des contrats supplémentaires séparément, pour une distribution non exclusive de la version de l'ouvrage publiée dans cette revue (par exemple, publication dans un référentiel institutionnel ou en tant que chapitre de livre), avec reconnaissance de la paternité et de la publication initiale dans cette revue.



















