Mundo histórico e liberdade especulativa em Mato seco em chamas
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v19i2p313-335Parole chiave:
Mato seco em chamas, Teatro épico de Brecht, Encarceramento, Micropolítica, QuilombismoAbstract
O artigo propõe uma análise estética e política de Mato seco em chamas (Adirley Queirós e Joana Pimenta). Investiga-se como a obra produz formas de emancipação especulativas face às dinâmicas de encarceramento que permeiam o universo social do Sol Nascente, periferia do Distrito Federal. Com o objetivo de compreender a relação entre a fábula e os predicados realistas do filme, conjuga-se a análise estilística com uma perspectiva interseccional sobre as dinâmicas de poder envolvendo gênero, raça e classe. A hipótese do artigo é a de que Mato seco em chamas fabula micropolíticas do cotidiano a partir da corporeidade e de práticas de resistência coletiva, mobilizando, para tal, uma forma fílmica fincada em procedimentos de contraste/contradição, em parcial diálogo com premissas do teatro épico brechtiano.
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