Práticas cosmopolíticas nos cinemas indígenas no Brasil: encontros interepistêmicos
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v20i2p315-341Parole chiave:
Cinemas indígenas, Guarani, Pataxó, Maxakali, cosmopolítica, comunicação intermundosAbstract
Este artigo propõe um estudo dos cinemas indígenas como fenômeno cosmopolítico e de comunicação intermundos, características de um sistema comunicativo em que as relações humanas e não humanas se articulam em diálogos interepistêmicos, criando condições de interação mediadas por saberes tradicionais e não indígenas. A partir das práticas cosmopolíticas e dos encontros interepistêmicos – entendidos aqui como formas de comunicação intermundos –, realiza-se uma leitura da filmografia indígena contemporânea produzida no Brasil, com foco nas produções dos povos Guarani, Pataxó e Maxakali. Busca-se, assim, situar a cosmopolítica como uma proposição de enfrentamento à emergência do antropoceno, ao mesmo tempo em que esses cinemas são compreendidos menos como uma questão de meios audiovisuais e mais como um problema da própria “cosmopolítica”.
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