Jornais escravocratas, direito ao tempo e inteligibilidades precárias: reflexões a partir de um corpus sensível
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v20i1p163-180Parole chiave:
Jornalismo, escravização, corpus sensível, inteligibilidades precárias, direito ao tempoAbstract
O texto discute interseções entre direito ao tempo e inteligibilidades precárias a partir de notícias de jornais mineiros do século XIX. Pensar o jornalismo pela perspectiva das inteligibilidades precárias significa nele reconhecer dinâmicas de reforço de diversas estratégias de desumanização e de processos de precarização, como os verificados no racismo presente em jornais escravagistas mineiros do século XIX, tratados neste artigo como corpus sensível. Narrativas jornalísticas como inteligibilidades precárias que promovem precarizações, consequentemente, estão na contramão de lutas pelo direito ao tempo, no sentido amplo de reparações de injustiças históricas e de construção de futuros livres de hierarquizações desumanizadoras.
Downloads
Riferimenti bibliografici
Alma Preta. (2024). Principal – AlmaPreta. https://almapreta.com.br
Almeida, S. L. (2019). Racismo estrutural. Pólen.
Barbosa, M. (2016). Escravos e o mundo da comunicação: Oralidade, leitura e escrita no século XIX. Mauad X.
Bernardino-Costa, J., Maldonado-Torres, N., & Grosfoguel, R. (2018). Introdução: Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. In J. Bernardino-Costa, N. Maldonado-Torres, & R. Grosfoguel (Orgs.), Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico (pp. 9–30). Autêntica.
Carvalho, C. A. (2023). O jornalismo, ator social colonizado e colonizador. CRV.
Charaudeau, P. (2011). Dize-me qual é teu corpus, eu te direi qual é a tua problemática (A. Corrêa, Trad.). Diadorim, 10, 1–23. https://doi.org/10.35520/diadorim.2011.v10n0a3932
Cota, L. G. S. (2013). Ave, libertas: Abolicionismos e luta pela liberdade em Minas Gerais na última década da escravidão [Tese de doutorado não publicada]. Universidade Federal Fluminense.
Genro Filho, A. (1987). O segredo da pirâmide: Para uma teoria marxista do jornalismo. Tchê!
Gonzalez, L. (2020). Por um feminismo afro-latino-americano: Ensaios, intervenções e diálogos. Zahar.
Jácome, P. P. (2021). Escravidão e abolicionismo na imprensa mineira do século XIX. Contemporânea, 19(3), 119–134. https://doi.org/10.9771/contemporanea.v19i3.45845
Jácome, P. P. (2023). Modernização como mandato: Relações temporais coloniais em discursos autorreferentes do jornalismo brasileiro. Anais do 32º Encontro Anual da Compós, 32, 167952.
Maldonado-Torres, N. (2018). Analítica da colonialidade e da decolonialidade: Algumas dimensões básicas. In J. Bernardino-Costa, N. Maldonado-Torres, & R. Grosfoguel (Orgs.), Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico (pp. 31–61). Autêntica.
Martins, L. M. (2021). Performances do tempo espiralar: Poéticas do corpo-tela. Cobogó.
Martins, L. M. (2022). Performances do tempo espiralar. In G. Rabetti & M. Arbex (Orgs.), Performance, exílio, fronteiras: Errâncias territoriais e textuais (pp. 69–92). UFMG.
Mbembe, A. (2018). Crítica da razão negra (S. Nascimento, Trad.). n-1.
Mbembe, A. (2021). Brutalismo (M. Lança, Trad.). Antígona.
Meditsch, E. B. V. (1998). Jornalismo como forma de conhecimento. Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, 21(1), 25–38. https://doi.org/10.1590/rbcc.v21i1.956
Mombaça, J. (2021). Não vão nos matar agora. Cobogó.
Moraes, F. (2024, julho 23–26). “Jornalismo foi o que os homens fizeram comigo”: O Projeto Folha e o Projeto Otávio nos textos de Marilene Felinto [Apresentação de trabalho]. 33º Encontro Anual da Compós, Niterói, RJ, Brasil.
Moraes, F. (2019). Subjetividade: Ferramenta para um jornalismo mais íntegro e integral. Extraprensa, 12(2), 204–219. https://doi.org/10.11606/extraprensa2019.153247
O Arauto de Minas. (1877–1888). O Arauto de Minas: Hebdomadario politico, instructivo e noticioso; Orgao do Partido Conservador [Jornal]. Typ. do Arauto de Minas. http://memoria.bn.br/DOCREADER/docreader.aspx?BIB=715131
O Leopoldinense. (1881–1896). O Leopoldinense [Jornal]. Typ. do Leopoldinense. http://memoria.bn.br/DOCREADER/docreader.aspx?BIB=706957
Oliveira, M. G. (2022). Quando será o decolonial? Colonialidade, reparação histórica e politização do tempo. Caminhos da História, 27(2), 58–78. https://doi.org/10.46551/issn.2317-0875v27n2p.58-78
Pessoa, S. C. (2015). Estética da diferença: Contribuições ao estudo da deficiência e das redes sociais digitais como dispositivos de mise en scéne [Tese de doutorado]. Universidade Federal de Minas Gerais. http://hdl.handle.net/1843/MGSS-9X4PFX
Pessoa, S. C. (2018). Imaginários sociodiscursivos sobre a deficiência: Experiências e partilhas. PPGCOM.
Pessoa, S. C. (2024). Afetos, discursos, experiências: Desafios epistêmicos. In B. Lima, J. S. Gonçalves, A. C. Fausto da Silva Jr., C. A. Carvalho, & I. T. Souza (Orgs.), Comunicação, jornalismo e colonialidades do ser, do saber e do poder (pp. 53–69). Fi.
Pinto, A. F. M. (2010). Imprensa negra no Brasil do século XIX. Selo Negro.
Quijano, A. (2009). Colonialidade do poder e classificação social. In B. S. Santos & M. P. Meneses (Orgs.), Epistemologias do Sul (pp. 73–117). Edições Almedina.
Ribeiro, A. P. G. (2000). A mídia e o lugar da história. Lugar Comum, (11), 25–44.
Safatle, V. (2015). O circuito dos afetos: Corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. Cosac Naify.
Sodré, M. (2019). Do lugar de fala ao corpo como lugar de diálogo: Raça e etnicidade numa perspectiva comunicacional. RECIIS, 13(4), 877–886. https://doi.org/10.29397/reciis.v13i4.1944
Thompson, J. B. (2009). Ideologia e cultura moderna: Teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa (G. Grisci et al., Trads.). Vozes.
Dowloads
Pubblicato
Fascicolo
Sezione
Licenza

Questo volume è pubblicato con la licenza Creative Commons Attribuzione - Non commerciale - Condividi allo stesso modo 4.0 Internazionale.
Gli autori che pubblicano in questa rivista accettano i seguenti termini:
- Gli autori mantengono il copyright e concedono alla rivista il diritto alla prima pubblicazione, con il lavoro simultaneamente concesso in licenza in base alla Licenza di attribuzione Creative Commons (CC BY-NC-SA 4.0) che consente la condivisione dell'opera con riconoscimento di paternità e pubblicazione iniziale in questo giornale per scopi non commerciali.
- Gli autori sono autorizzati ad assumere contratti aggiuntivi separatamente, per la distribuzione non esclusiva della versione dell'opera pubblicata in questa rivista (ad esempio, pubblicazione in un archivio istituzionale o come capitolo di un libro), con riconoscimento di paternità e pubblicazione iniziale in questa rivista.



















