A escrita e a inteligência artificial

Autori

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v20i2p19-43

Parole chiave:

Escrita, inteligência artificial, ciências sociais, comunicação

Abstract

Este artigo é uma reflexão sobre um tipo específico de escrita em tempos de inteligência artificial, não toda e qualquer escrita, mas no caso as ciências da sociedade (Ciências Sociais, Comunicação, Crítica Literária etc.). Contrariamente à ideia de uma oposição entre humano e máquina, procura-se estabelecer um contraponto entre a escrita da máquina e do escritor. Neste sentido, o que interessa não é tanto o uso da máquina, mas “como ela escreve” e “como escrevemos sem ela”, pois é do contraponto entre eles que são apreendidos certos processos inerentes ao ato de escrever. Barthes diz que a escrita não é o escrito. Isso significa que a escrita é um movimento lento que se realiza por meio de repetições ao longo de um certo tempo. Há o sujeito que se debruça sobre o texto ainda incompleto. A máquina escreve, seu resultado é imediato (um dos significados de prompt em inglês), mas o texto se faz sem a reflexividade e a crítica do movimento da escrita.

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Biografia autore

  • Renato Ortiz, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

    Professor Titular do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Autor de diferentes livros, entre eles: A moderna tradição brasileira (Brasiliense, 1988), Mundialização e cultura (Brasiliense, 1993), O universo do luxo (Alameda, 2019) e Influência (Alameda, 2025). 

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Pubblicato

2026-10-19

Fascicolo

Sezione

Dossiê

Come citare

Ortiz, R. (2026). A escrita e a inteligência artificial . MATRIZes, 20(2), 19-43. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v20i2p19-43