O aparato textual de "La Poésie du Brésil" (2012) enquanto recurso de mediação para a compreensão dos projetos antológicos e tradutório
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-3976.v7i14p188-211Palavras-chave:
Paratextos editoriais, Antologia, Tradução, Recepção, Projeto editorial, La Poésie du BrésilResumo
A poesia brasileira traduzida ocupa ainda uma posição extremamente periférica no sistema cultural francês. Entretanto, desde meados dos anos 2000, várias iniciativas e publicações têm sido lançadas nesse mercado editorial, dentre as quais destaca-se o volume La Poésie du Brésil – Anthologie du XVIe au XXe siècle (2012), organizado e traduzido por Max de Carvalho. Essa antologia, que segundo seu prefácio foi pensada como um volume “de vocação panorâmica”, contempla a produção de 132 poetas, entre os séculos XVI e XX. Iremos, neste artigo, analisar o aparato paratextual – notadamente a capa, o título, o press release e, principalmente, o prefácio assinado pelo antologista. Nesta análise, embasada a partir da noção de materialidade de Chartier (2014) e da teoria dos paratextos de Genette (1987), pretendemos evidenciar como tal aparato se constitui como um espaço privilegiado para apreendermos os pressupostos subjacentes ao projeto antológico, principalmente, a manifestação de certas concepções eurocêntricas ainda correntes.
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