Au Pays de(s) intégré(s) de Gabriel Kuitche Fonkou : de la problématique de l’intégration belliciste à la reconstruction identitaire
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-3976.v7i14p169-187Palavras-chave:
Otherness, Culture, Ethnic group, Identity, Integration, Multiculturalism, TribeResumo
Le roman de Gabriel Kuitche Fonkou laisse découvrir un univers manichéen dans lequel interagissent les cultures bamiléké, fang-béti et autres. Dans un tel contexte, l’espace multiculturel devient le théâtre d’un champ de positionnement ; ce qui complexifie la coexistence entre les cultures et les peuples. Cela signifie que l’abolition des distances culturelles ne rend pas toujours faciles la compréhension entre les peuples et les relations entre groupes ethniques. Au Pays de(s) intégré(s) met en scène les enjeux et logiques identitaires. Ainsi, Kuitche Fonkou révèle le caractère conflictuel et ambivalent de ces lieux identitaires et montre la complexité des relations sociales qui jouent à la croisée des appartenances ethniques et socioéconomiques dans un pays où l’intégration nationale est considérée comme le facteur principal d’unité. En nous servant des trois modèles de sociétés multiculturelles proposées par Lüsebrink et en prenant appui sur la notion d’ « ethnicisation » théorisée par David Simo, cet article vise à montrer que chez Kuitche Fonkou, l’ethnie est instrumentalisée et devient l’objet principal de la loyauté, le but et le moyen de toute action. Il apparaîtra au final que ce professeur-écrivain camerounais cherche à fabriquer un modèle culturel et identitaire qui brise les barrières ethnico-tribales.
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