Brazilian folklore on the streaming screen: a critical analysis through the decolonial lens of Invisible City

Authors

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2025.e140104

Keywords:

Brazilian folklore, decoloniality, serial fiction, Invisible City

Abstract

With the rise of subscription-based video-on-demand services such as Netflix, Prime Video, and Max, the production of original content has significantly increased, including possible adaptations of narratives from popular, traditional, and ancestral cultures into audiovisual language. This article aims to discuss, through the lens of decoloniality, aspects of Brazilian folkloric culture incorporated into the Brazilian Netflix original series Invisible City (2021), particularly through the creation/adaptation of certain characters. This study is exploratory and qualitative, with an analysis methodologically grounded in bibliographic research and critical reflection on the representation of folklore in the series. The results indicate that folklore is activated as an adaptation of oral culture into media culture, serving as cultural resistance and critique of colonial thought. Furthermore, Invisible City establishes a transmodern dialogue by adapting figures from Brazilian folklore to a contemporary context.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • Claudinei Lopes Junior, Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes

    PhD student in Communication Sciences at the School of Communications and Arts at the University of São Paulo. Master in Communication Sciences from the same institution (2023). Master in Media and Society (2019) from the Polytechnic Institute of Portalegre (IPP) and graduated in Organizational Communication (2020) from the Federal Technological University of Paraná (UTFPR). He is interested in research in the area of ​​Communication, with an emphasis on subjects relating to image and narratives (Photography, Cinema, Television, Animation and Advertising), Gender Studies, Feminist Studies, Queer Studies and Decolonial Studies. He is a member of GELiDis - GELiDis - Grupo de Pesquisa Linguagens e Discursos nos Meios de Comunicação (ECA-SP).

References

Almeida, R. (1961). Manual de coleta folclórica. Rio de Janeiro: Campanha pela defesa do folclore brasileiro.

Alves, J. C. (2017). Abecedário de personagens do folclore brasileiro: e suas histórias maravilhosas. São Paulo: Sesc.

Assunção, L. (2010). Transgressão no religioso: Exus e mestres nos rituais da umbanda. Revista Anthropológicas, 21(1), 157–183.

Brandão, C. R. (1984). O que é folclore. São Paulo: Brasiliense.

Butler, J. (2024). Quem tem medo do gênero? São Paulo: Boitempo Editorial.

Cascudo, L. C. (1999). Dicionário do folclore brasileiro. São Paulo: Ediouro.

Cascudo, L. C. (2002). Geografia dos mitos brasileiros. São Paulo: Global.

Cavalcanti, M. L. V. de C., & Vilhena, L. R. da P. (1990). Traçando fronteiras: Florestan Fernandes e a marginalização do folclore. Revista Estudos Históricos, 3(5), 75–92.

Civita, F. & Gauss, B. (Produtores). (2021-2023). Cidade Invisível [Série de TV]. Netflix.

Costa, A. de B. da. (2018). Breves notas sobre a ficção folclórica no Brasil. Revista Abusões, 7(7), 292–335. https://doi.org/10.12957/abusoes.208.35201

Costa, A. de B. da. (2021). Folclore e adaptação: Os tensionamentos em Cidade Invisível. ALAIC: Revista Latinoa-mericana de Ciencias de la Comunicación, 20(38), 49–59. https://doi.org/10.55738/alaic.v20i38.752

Costa, A. de B. da. (2023a). Folkcomunicação: Vínculos epistemológicos fundamentais entre Comunicação e Folclore. Revista Internacional de Folkcomunicação, 21(47), 170–191. https://doi.org/10.5212/RIF.v.21.i47.0009

Costa, A. de B. da. (2023b). Colonizações lúdicas: Imagens da cultura brasileira em jogos de cartas. Animus: Revista Interamericana de Comunicação Midiática, 22(50). https://doi.org/10.5902/2175497769392

De Andrade Mendonça, L. A. (2023). A avatarização dos corpos e a digitalização das sexualidades em live actions: Guerra semiótica na representação do Curupira na série brasileira Cidade Invisível (Dissertação de mestrado. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade do Porto). https://hdl.handle.net/10216/150179

De Oliveira, P. C., & Batista, C. S. (2021). A antropofagia visual de Cidade Invisível. Cine-Fórum UEMS, 2(2). https://anaisonline.uems.br/index.php/cineforumuems/article/view/7603

De Vargas Silva, J., & Alvarenga, M. A. do C. (2022). Do tradicional ao pop: Um olhar sobre o mito da Cuca na série Cidade Invisível a partir dos arquétipos de Jung e Vogler. Revista Nava, 7(2). https://doi.org/10.34019/2525-7757.2022.v7.36441

Dussel, E. D. (1986). Método para uma filosofia da libertação: Superação analética da dialética hegeliana. São Paulo: Loyola.

Dussel, E. D. (2016). Transmodernidade e interculturalidade: Interpretação a partir da filosofia da libertação. Sociedade e Estado, 31(1), 51–73. https://doi.org/10.1590/S0102-69922016000100004

Eco, U. (2005). Interpretação e superinterpretação. São Paulo: Martins Fontes.

Field, S. (1995). Manual do roteiro: Os fundamentos do texto cinematográfico. Rio de Janeiro: Editora Objetiva.

Franchini, A. S. (2011). As 100 melhores lendas do folclore brasileiro. Porto Alegre: L&PM Editores.

González, L. (2019). Por um feminismo afro-latino-americano. São Paulo: Editora Schwarcz-Companhia das Letras.

Grosfoguel, R. (2016). A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: Racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Sociedade e Estado, 31, 25–49. https://doi.org/10.1590/S0102-69922016000100003

hooks, b. (2019). Olhares negros: Raça e representação. São Paulo: Elefante.

Kilomba, G. (2019). Memórias da plantação: Episódios de racismo cotidiano. Editora Cobogó.

Lemos, L. P., & Arab, A. B. (2021). Gêneros do discurso e televisão transmídia: A série Cidade Invisível. Trabalho apresentado no 44º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação: Comunicação e resistência – Práticas de liberdade para a cidadania. São Paulo: Intercom. https://portalintercom.org.br/anais/nacional2021/resumos/dt4-fs/ligia-prezia-lemos.pdf

Luyten, J. M. (2006). Folkmídia: Uma nova visão de folclore e de folkcomunicação. In C. Schmidt (Org.), Folkco-municação na arena global (pp. 39–49). São Paulo: Ductor.

Maciel, M. F. R. (2023). Geopoesia e intermidialidade na personagem Cuca em Sítio do Picapau Amarelo e Cidade Invisível (Dissertação de mestrado. Universidade de Brasília). http://repositorio.unb.br/handle/10482/47494

Mongolo, W. D. (2003). Histórias locais, projetos globais: Colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Belo Horizonte: Ed. UFMG.

Mignolo, W. D. (2008). Desobediência epistêmica: A opção descolonial e o significado de identidade em política. Cadernos de Letras da UFF, 34(1), 287–324.

Parent-Altier, D. (2019). Approche du scénario. Paris: Armand Colin.

Rios, D., & Castellano, M. (2023). Imaginaries of success about Netflix original series: The case of Cidade Invisível. International Journal of Communication, 17. https://ijoc.org/index.php/ijoc/article/view/19267/4253

Scott, J. W. (2019). Gênero: Uma categoria útil para análise histórica. In H. B. Hollanda (Org.), Pensamento feminista: Conceitos fundamentais (pp. 49–80). Rio de Janeiro: Bazar do Tempo.

Silva, A. (2021). Representação das lendas folclóricas pelos meios de comunicação de massa: Uma análise sobre a série Cidade Invisível, da Netflix. Revista Internacional de Folkcomunicação, 19(43), 351–356. https://doi.org/10.5212/RIF.v.19.i43.0020

Zanette, E. V. C., Dos Santos, J. C. S., & Ferreira, D. L. G. (2022). Eles estão entre nós: Uma discussão sobre o folclore brasileiro a partir da série Cidade Invisível. Ambiente: Gestão e Desenvolvimento, 15(2), 5–18. https://doi.org/10.24979/ambiente.v15i2.1092

Published

2025-09-17

Issue

Section

ARTICLES

How to Cite

Lopes Junior, C. . (2025). Brazilian folklore on the streaming screen: a critical analysis through the decolonial lens of Invisible City. Novos Olhares, 14, e140104. https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2025.e140104