Representações e ruídos em Praia do Futuro: circulações e usos do cinema como ferramenta do político
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2025.e140106Palavras-chave:
cinema brasileiro, ancoragem, engate, ruídos, cinema políticoResumo
O artigo busca remontar as circulações de Praia do Futuro (Karim Aïnouz, 2014), a partir de uma série de reações públicas ao filme, como os relatos publicados em veículos de mídia de que espectadores deixaram a sala durante a exibição do longa-metragem nos cinemas. Para compreender os ruídos que envolvem sua circulação, este estudo analisa a ancoragem da obra em um contexto político, social e cultural do Brasil no ano de sua estreia. Busca também refletir sobre o engate do público na figura do protagonista Wagner Moura, que havia interpretado uma série de papéis na televisão e no cinema próximos a uma masculinidade viril heterossexual, e fazia, pela primeira vez, um personagem gay. Por último, se direciona à própria materialidade fílmica, em escolhas estéticas e narrativas que constroem uma obra sutil e próxima do público espectador.
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