Quando o visível não é visto: percepções da paisagem urbana no centro de Bauru
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2359-5361.paam.2026.232502Palavras-chave:
Paisagem Urbana, Memória Social, Invisibilidades, Caminhografia, BauruResumo
O artigo analisa a paisagem urbana do Centro em Bauru, interior de São Paulo, articulando os conceitos estruturantes de Kevin Lynch com a abordagem etnográfica de José Guilherme Magnani. O objetivo é tornar visíveis os elementos da cidade que, embora presentes, permanecem ignorados ou invisibilizados no cotidiano urbano. A metodologia combina revisão bibliográfica, caminhografia, escuta afetiva e sistematização analítica, permitindo a leitura sensível de vias, marcos, limites, bairros e pontos nodais. A análise revela como esses elementos guardam memórias, afetos e dinâmicas que resistem ao apagamento promovido pela modernização e pela fragmentação espacial. De modo que o “invisível urbano” não se refere à ausência física, mas ao silenciamento simbólico imposto por práticas sociais, políticas e econômicas que desvalorizam patrimônios culturais e memórias cotidianas. Ao propor uma articulação entre experiência, percepção e estrutura, o estudo contribui para uma compreensão mais complexa, crítica e afetiva da paisagem urbana e sua importância para a identidade coletiva.
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