Conspirar a paisagem

política como corpo-território

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2359-5361.paam.2025.250295

Palavras-chave:

paisagem, infância, território, distribuição do sensível, arqueologia social inclusiva

Resumo

Este artigo investiga a relação entre infância, paisagem e política a partir de uma perspectiva fenomenológica e decolonial, tomando como referência o trabalho de campo realizado na Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri (Ceará). Partindo da hipótese de que uma política sem território é como uma cabeça sem corpo, propomos a noção de conspirar a paisagem (do latim con-spirare, respirar junto) como chave conceitual para compreender práticas nas quais crianças habitam, narram e reinventam o território. Mobilizando a fenomenologia de Merleau-Ponty, a partilha do sensível de Rancière, a natalidade em Arendt, a invenção do cotidiano em Certeau e epistemologias afro-indígenas, argumentamos que a Fundação constitui uma experiência de política encarnada: uma educação política dos sentidos na qual a infância não é etapa preparatória, mas forma de presença política. Como contribuição original, o artigo incorpora o referencial da arqueologia social inclusiva como prática de leitura da paisagem, pertencimento e imaginação política.

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Biografia do Autor

  • Glauber Piva, Universidade de São Paulo

    Glauber Piva é doutorando em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU-USP), na área de concentração Paisagem e Ambiente. Mestre em Políticas Públicas e Formação Humana pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), é graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e possui especialização em Administração e Políticas Públicas pela FIIAPP-Madrid. Atua na área de gestão pública e políticas culturais, com experiência em instituições governamentais nos níveis municipal, estadual e federal. Atualmente é Chefe de Gabinete do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste). Desenvolve pesquisas sobre experiência de paisagem, infância, educação política dos sentidos, território e participação social.

  • Maria Conceição Lopes, University of Coimbra

    Maria da Conceição Lopes, Professora Auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, nasceu a 14 de Fevereiro de 1961, no concelho de Arganil, distrito de Coimbra, Portugal Licenciada em História – Variante de Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra no ano de 1984, com a média final de Bom. Obteve o Diplôme d’Études Approfondies (D.E.A.) na Université de Bourdeaux III, no ano de 1987 com a menção de Très Bien. Prestou Provas de Aptidão Científica e Capacidade Pedagógica em 10 e 11 de Janeiro de 1992, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo obtido a classificação de Muito Bom com distinção. Doutorou-se pela Universidade de Coimbra, no ano de 2000, defendendo a dissertação “A cidade Romana de Beja. Percursos e debates acerca de Pax Iulia”, com a qual obteve o Grau de Doutor, com louvor e distinção, por unanimidade.

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Publicado

2026-06-24

Edição

Seção

Paisagem

Como Citar

Piva, G., & Lopes, M. C. (2026). Conspirar a paisagem: política como corpo-território. Paisagem E Ambiente, 36(56), e250295. https://doi.org/10.11606/issn.2359-5361.paam.2025.250295