Alcances e limites do Psicodiagnóstico Interventivo no tratamento de crianças anti-sociais
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0103-863X2004000200005Palavras-chave:
psicodiagnóstico interventivo, transtorno de conduta, técnica de Rorschach, prognóstico terapêuticoResumo
Embora o Psicodiagnóstico Interventivo venha se revelando uma prática promissora, há poucas investigações sistemáticas sobre seus alcances e limitações. Nesse sentido esta pesquisa averiguou, em oito crianças, se o sucesso ou fracasso nesse método vincular-se-ia à estrutura de personalidade e condições das funções egóicas. Para tanto, os sujeitos submeteram-se à aplicação clássica da Técnica de Rorschach, sendo posteriormente encaminhados ao Psicodiagnóstico Interventivo, realizado mediante sessões lúdicas, entrevista familiar, Bateria Hammer e CAT- A. Ofolow-up dos casos indicou, em relação à melhora dos sintomas, cinco sucessos, dois fracassos e uma desistência. A Técnica de Rorschach mostrou que as crianças bem sucedidas apresentavam estrutura de personalidade neurótica e ausência de comprometimentos severos no Controle Pulsional e nos Relacionamentos Pessoais. Portanto, esses poderiam ser critérios de indicação para esse tratamento, embora as contra-indicações não sejam claras, dados os bons resultados alcançados por Winnicott com crianças psicóticas no procedimento similar de Consulta Terapêutica.Downloads
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