Behavioral adaptations in Ameivula ocellifera (Squamata: Teiidae) in response to thermal environmental changes
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9079.v18i2p225-240Palavras-chave:
comportamento termorregulatório, ecologia térmica, lagartos, sazonalidade, temperatura corpóreaResumo
Adaptações comportamentais em Ameivula ocellifera (Squamata: Teiidae) em resposta a mudanças térmicas ambientais. Lagartos usam fontes externas para regular a temperatura corpórea, mas em muitas espécies não é conhecido se os lagartos são capazes de mudar seus comportamentos termorregulatórios em resposta a variações nos ambientes térmicos. A ecologia térmica sazonal de três populações do lagarto cauda-de-chicote brasileiro, Ameivula ocellifera, no nordeste do Brasil (duas áreas na Caatinga e uma na Mata Atlântica) foi investigada. As relações entre a temperaturas corpóreas e as temperaturas do microhabitat (substrato e ar), e entre a temperatura corpórea e o comportamento termorregulatório (i.e. tempo de exposição às classes de luminosidade e tempo gasto em aquecimento termorregulatório) foram exploradas. Os valores médios das temperaturas corpóreas dos lagartos foram 38–39°C; estes não variaram sazonalmente nem entre populações. As temperaturas do substrato e do ar são menores na área de Caatinga natural, e os lagartos desta área passaram menos tempo na sombra e mais tempo expostos ao sol. As temperaturas do microhabitat variam sazonalmente na Caatinga natural; são mais amenas na estação chuvosa, quando os lagartos passaram mais tempo expostos ao sol e menos tempo no sol fltrado. As temperaturas corpóreas dos lagartos excederam as temperaturas do microhabitat na estação chuvosa em todas as três populações; entretanto, elas não excederam a temperatura do substrato na estação seca. Em cada população, lagartos com temperaturas corpóreas baixas durante condições nubladas passaram mais tempo em aquecimento termorregulatório. Deste modo, A. ocellifera ajusta sua temperatura corpórea através do comportamento para compensar mudanças sazonais nas temperaturas ambientais, bem como compensar a variação térmica ao longo da sua amplitude geográfca de ocorrência.

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