<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!DOCTYPE article
  PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article article-type="book-review" dtd-version="1.1" specific-use="sps-1.9" xml:lang="pt" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
	<front>
		<journal-meta>
			<journal-id journal-id-type="publisher-id">plural</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Plural - Revista de Ciências Sociais</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Plural - Revista de Ciências Sociais</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">2176-8099</issn>
			<issn pub-type="epub">2176-8099</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo</publisher-name>
			</publisher>
		</journal-meta>
		<article-meta>
			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2176-8099.pcso.2022.189935</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>RESENHA</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>Gurus presidenciais: a guerra pela eternidade de Olavo de Carvalho, Steve Bannon e Aleksandr Dugin</article-title>
				<article-title xml:lang="en">Presidential gurus: Olavo de Carvalho, Steve Bannon, and Aleksandr Dugin and their war for eternity</article-title>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<name>
						<surname>Bueno</surname>
						<given-names>Marília</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>a</sup></xref>
				</contrib>
				<aff id="aff1">
					<label>a</label>
					<institution content-type="original">Mestre em Sociologia pela UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</institution>
					<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</institution>
				</aff>
			</contrib-group>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>11</day>
				<month>10</month>
				<year>2022</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Jun</season>
				<year>2022</year>
			</pub-date>
			<volume>29</volume>
			<issue>1</issue>
			<fpage>175</fpage>
			<lpage>180</lpage>
			<product product-type="book">
				<person-group person-group-type="author">
					<name>
						<surname>TEITELBAUM</surname>
						<given-names>Benjamin</given-names>
					</name>
				</person-group>. <source>Guerra pela Eternidade: O retorno do Tradicionalismo e a ascensão da direita populista</source> . <publisher-loc>Campinas</publisher-loc>: <publisher-name>Editora da Unicamp</publisher-name>, <year>2020</year>.</product>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>24</day>
					<month>08</month>
					<year>2021</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>07</day>
					<month>12</month>
					<year>2021</year>
				</date>
			</history>
			<permissions>
				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<counts>
				<fig-count count="0"/>
				<table-count count="0"/>
				<equation-count count="0"/>
				<ref-count count="2"/>
				<page-count count="6"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<p>Bolsonaro chegou ao poder em 2018 deixando parte da população do Brasil - e do mundo - perplexa. Parecia difícil compreender a ascensão de um líder com ideias tão extremistas em pleno século XXI. No entanto, isso teria sido ainda mais incompreensível se processos similares não estivessem acontecendo em outros países, se não estivéssemos assistindo a um movimento de ascensão do populismo de extrema direita ao poder que vinha ocorrendo havia alguns anos. <italic>Guerra pela eternidade</italic>, de Benjamin Teitelbaum - publicado no Brasil pela Editora da Unicamp, em 2020 -, é o resultado da busca pelo entendimento mais aprofundado desse fenômeno, mais especificamente da complexa trama de ideias e valores de extrema direita que vêm permeando os debates públicos (e modificando as relações e as instituições sociais) no período em questão.</p>
		<p>Teitelbaum é etnógrafo, etnomusicólogo e professor de estudos internacionais na University of Colorado Boulder. <italic>Guerra pela eternidade</italic>, seu segundo livro, é um relato etnográfico e jornalístico a respeito dos círculos tradicionalistas e de seus atuais expoentes no cenário político mundial - em especial, Steve Bannon, Olavo de Carvalho e Aleksandr Dugin<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>, que contribuíram para a ascensão da extrema direita ao poder e ganharam muita inﬂuência nos governos dos então presidentes Donald Trump, Jair Bolsonaro e Vladimir Putin, respectivamente. Teitelbaum investigou suas trajetórias desde a juventude até chegarem às posições inﬂuentes que atingiram recentemente, ressaltando os caminhos pelos quais entraram em contato com os principais pilares do sistema de ideias que, no livro, recebe o nome de <italic>Tradicionalismo</italic> (sempre com T maiúsculo).</p>
		<p>Como uma corrente de pensamento quase sempre marginalizada da extrema direita conseguiu atingir posições-chave de poder em diversos países do mundo<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>? Para responder a essa pergunta, Teitelbaum empenhou sua formação como etnógrafo nessa extensa investigação - segundo ele mesmo, para abordar um objeto pouco usual da etnografia, que geralmente é usada “em estudos de grupos mais pobres e desfavorecidos, com o intuito de dar voz aos marginalizados, e não para produzir críticas desses mesmos grupos” (p. 11). Mas esse uso menos comum da etnografia, que teve como objetivo compreender e interpretar o modo de ver o mundo desses sujeitos, resulta num relato que adentra seus universos ideológicos e sociais, oferecendo, assim, ao leitor um conteúdo mais aberto a interpretações. Uma contribuição, diga-se, essencial.</p>
		<p>É essencial, em primeiro lugar, porque, como etnomusicólogo, Teitelbaum teve acesso a pessoas e lugares que dificilmente um sociólogo ou antropólogo<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>, por exemplo, teriam - ele teve a oportunidade, entre muitas outras, de estar presente em uma convenção de radicais de direita na Suécia, onde o próprio Dugin discursou para uma plateia composta pelas “principais figuras locais do nacionalismo branco e do nacional-socialismo” (p. 132). Assim, ele pôde observar e constatar como ideias tão antigas se articulam, na prática, com questões da atualidade, e como essas ideias se misturaram com práticas políticas populistas para modelar diversos governos pelo mundo.</p>
		<p>Há também o fato de que a versão da extrema direita apresentada na obra pode ser, em muitos aspectos, surpreendente, já que desafia a noção que geralmente se tem de direita, conservadorismo e até mesmo extrema direita. Quem vê Olavo de Carvalho, Dugin e Bannon vociferando contra o Iluminismo (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alexander, 2018</xref>) pode ter a impressão de que, muito provavelmente, esses ideólogos não possuem qualquer fundamentação para seus sistemas de ideias, que não conhecem realmente os pensadores “que defendem a ciência e a humanidade, a liberdade e a igualdade, e os direitos universais do homem” (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alexander, 2018</xref>, p. 1017) e que seus discursos não passam de um punhado de ideias malucas e desconexas expressadas a esmo. Mas o que Teitelbaum demonstra em seu relato é que, ao contrário do que conjecturou Alexander sobre Bannon em 2018<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref>, os discursos desses ideólogos possuem fundamentos que podem remeter a quase dois mil anos atrás, e que sustentam um sistema de ideias que existe como tradição de pensamento há cerca de um século. Para entendê-los, portanto, é necessário também conhecer mais a fundo essa tradição.</p>
		<p>O universo que Teitelbaum apresenta em sua obra é complexo e, muitas vezes, contraditório. Trata-se de um conjunto de ideias “muito mais complicado e bizarro” (p. 19) do que costuma sugerir o uso corriqueiro do termo “tradicionalismo”, e que pode parecer bastante eclético num primeiro momento. Ele une elementos tão distantes quanto misticismo e espiritualismo, <italic>big data</italic> e antiliberalismo para formar o quebra-cabeça cujas peças o autor busca ao longo do livro - e que pode não ter conseguido montar de forma indefectível, já que esses ideólogos não apenas diferem bastante um do outro em seus esquemas de ideias, mas também no interior de seus próprios esquemas, muitas vezes aparentando incoerência.</p>
		<p>Também os fundamentos - especialmente os epistemológicos - desses discursos podem ser surpreendentes para alguns. Muitos argumentos articulados pelos Tradicionalistas guardam similaridade (embora apenas superficial, e com princípios éticos bem diferentes) com os de filósofos pós-modernos, ou com os autores da antropologia cultural, que argumentavam que nenhuma cultura era objetivamente melhor que outra e que a verdade é relativa (p. 207), como podemos observar, por exemplo, neste trecho de um discurso de Dugin:</p>
		<disp-quote>
			<p>Em um mundo diferente, nenhuma sociedade afirmaria saber o que seria “a verdade” para ninguém, exceto para si mesma. A afirmação oposta, de que uma realidade objetiva existe além da cultura, nada mais seria do que um cavalo de Troia em nome do colonialismo epistemológico. Se uma cultura alega ter acessado um conhecimento para todos, então se justifica invadir e apagar o pensamento dos outros, tomando o que antes era um mundo com uma vasta gama de sistemas de conhecimento e substituindo-o por outro com um único sistema. E a cultura que espalha no mundo essa praga em forma de uniformidade epistemológica é - claro - o Ocidente moderno, com seu método científico (p. 207).</p>
		</disp-quote>
		<p>Assim, é necessário suspender por um momento o que tradicionalmente se atribui à direita também nesse campo - sem o que a leitura corre o risco de ser ainda mais confusa do que já seria por si só. O próprio autor, numa passagem em que descreve algumas das ideias Tradicionalistas, faz em seguida uma pergunta que o leitor mesmo pode se fazer algumas vezes ao longo do livro: “Isso tem cara de direita?”<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref> (p. 20).</p>
		<p>Pode não ter <italic>cara</italic> de direita, mas aqueles familiarizados com a obra de Mannheim poderão identificar algumas similaridades com o que o sociólogo apontou como principal aspecto do pensamento conservador. Afinal, a proposição que pode ser considerada o eixo condutor do Tradicionalismo é a negação radical da modernidade - não apenas de “seus resultados, mas também as fontes e as raízes de sua base, a base intelectual e pragmática da modernidade”, em busca de valores pré-modernos (p. 137). Por isso, eles são, sim, fervorosamente anticomunistas, mas são também (ou ao menos dizem ser) anticapitalistas - e anti-iluministas por definição. Tudo que é moderno é expressão de um processo de declínio e degeneração da humanidade. Representa o recuo da religião pública, que leva a humanidade a se afastar de verdades transcendentes e atemporais em favor da razão e de um ideal enganoso de progresso, na esperança vã de que possamos chegar a um mundo melhor do que o que temos (p. 20).</p>
		<p>Eis uma noção que também está no centro dos pensamentos dos três protagonistas da obra, a de que o tempo é cíclico - e não um contínuo orientado para o futuro, como se o concebe na modernidade. Estão de acordo com o hinduísmo, que afirma que o tempo é constituído por quatro eras que se sucedem ciclicamente: as eras de ouro, de prata, de bronze e das trevas. Para os Tradicionalistas, a era das trevas corresponde à modernidade. Por isso não há progresso possível - à medida que o tempo passa, na modernidade, as coisas só podem piorar, as relações e instituições só podem se degenerar continuamente. O aprofundamento dessa degeneração seria o único caminho de saída das trevas, portanto. “Além disso, a ciclicidade atribui uma importância incomum à história, porque nela o passado não deve ser superado, nem se deve escapar dele; ele é também o nosso futuro” (p. 21-22).</p>
		<p>Negando a modernidade, Bannon, Olavo e Dugin também possuem em comum a forte ligação com o misticismo e com o ocultismo. Aqueles que são considerados os fundadores do Tradicionalismo e também são personagens constantes na obra de Teitelbaum - o francês René Guénon e o italiano Julius Evola -, incluíram em seus escritos uma série de concepções herdadas da alquimia e do hermetismo, que são formas de pensamento alicerçadas sobre esquemas avessos à lógica aristotélica, admitindo, por exemplo, que duas coisas podem ser contraditórias entre si e igualmente verdadeiras (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Eco, 2015</xref>, p. 23). Essa concepção está de acordo com o princípio central do hermetismo, que é a crença numa verdade oculta, existente desde o início dos tempos, mas que já foi esquecida, e por isso se expressa na contemporaneidade apenas na forma de verdades parciais e diversas (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Eco, 2015</xref>, p. 23-24). Desse modo, como afirma Olavo, “para interpretar a vida, era necessário aprender a aceitar contradições. Nós nunca iremos resolvê-las. Só Deus conhece o ponto de unidade” (p. 229). Muitas dessas ideias são similares a outras já discutidas há séculos na filosofia, e que são constantemente objeto de discussão na teoria do conhecimento. Mas, infelizmente, esse tipo de conexão teórica não é muito explorada na obra. Grande parte do texto de Teitelbaum é um passeio pelos bosques místicos dos pensamentos desses ideólogos, que têm seu conceito muito próprio de espiritualidade como valor central. E a principal preocupação de Teitelbaum não foi situar esses sistemas na história social das ideias, mas, sim, delineá-los no interior dos pensamentos dos ideólogos estudados.</p>
		<p>O autor relata diversas ligações explícitas de seus personagens com ideias racistas, de inspiração fascista e anti-humanitárias. Os fundamentos relativistas e antimodernos sustentam, por exemplo, o discurso radicalmente avesso aos direitos humanos de Dugin, que os enxerga como algo estranho ao Oriente, não mais do que mera imposição imperialista dos Estados Unidos. Também amparam as ideias anticosmopolitas de Bannon, que se preocupa profundamente com a destruição da <italic>verdadeira cultura</italic> dos Estados Unidos, uma cultura que estaria sendo destruída pela imposição de uma ordem multiculturalista - e por isso o país precisaria ser protegido da interferência de outras culturas por um muro a ser construído na fronteira com o México, por exemplo (p. 174), e que também serviria para conter os próprios Estados Unidos em suas tendências globalistas (p. 174). Por último, servem para que Olavo negue praticamente todas as instituições da modernidade como se tudo fosse produto de uma inversão típica da era das trevas: a ideia moderna de “verdade” nada mais seria do que a imposição de uma mentira que oculta a verdade, que sempre é o avesso do que parece ser, tornando a vida na modernidade uma completa simulação. Nessa inversão de valores, a busca por aquela verdade perene, com a qual só se pode ter contato por meio da espiritualidade, teria se rebaixado, na era das trevas, à pura satisfação de interesses materiais:</p>
		<disp-quote>
			<p>A mídia, o sistema educacional e o governo do Brasil não apenas estão corrompidos por dinheiro e interesses próprios, como também são <italic>provedores de ignorância, graças ao seu investimento cego na ciência moderna</italic> e à sua incapacidade para considerar - e menos ainda para valorizar - a espiritualidade (p. 231, destaque meu).</p>
		</disp-quote>
		<p>Apesar disso, o autor da obra resiste em adjetivar esses sujeitos - até mesmo em afirmar categoricamente se tratar de Tradicionalistas de fato. Embora descreva algumas atrocidades, o autor mantém uma postura em relação aos entrevistados que às vezes beira a condescendência, especialmente quando se trata de Bannon - de quem o autor se tornou bastante próximo ao longo da pesquisa, e que, afinal, está inserido na mesma cultura americanófila que ele. O modo como as concepções dos ideólogos são retransmitidas ao leitor deixa, inclusive, espaço para que se tenha a impressão de que eles possam realmente acreditar estarem fazendo a coisa certa. Mas isso se deve ao fato de que o autor busca reproduzir, no relato, os sentidos atribuídos pelos por eles mesmos a seus discursos, optando por abrir mão dos comentários acadêmicos para favorecer a riqueza dos relatos, focados no conteúdo, sendo o mais fiel possível às suas fontes (p. 11). Ao fim e ao cabo, essa busca por um tratamento “justo” dos entrevistados permite que cada um interprete o conteúdo de acordo com seu próprio horizonte de expectativas - o que, mais uma vez, torna o livro uma leitura essencial para os que pretendem compreender o momento em que estamos vivendo.</p>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ALEXANDER, Jeffrey (2018). Vociferando contra o iluminismo: a ideologia de Steve Bannon. Sociologia e Antropologia, v. 8, n. 3, p. 1009-1023.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ALEXANDER</surname>
							<given-names>Jeffrey</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<year>2018</year>
					<article-title>Vociferando contra o iluminismo: a ideologia de Steve Bannon</article-title>
					<source>Sociologia e Antropologia</source>
					<volume>8</volume>
					<issue>3</issue>
					<fpage>1009</fpage>
					<lpage>1023</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>ECO, Umberto (2015). Os limites da interpretação. São Paulo: Perspectiva.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ECO</surname>
							<given-names>Umberto</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<year>2015</year>
					<source>Os limites da interpretação</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Perspectiva</publisher-name>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Outros expoentes atuais do Tradicionalismo são tratados no livro, com menos destaque.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>TEITELBAUM, Benjamin. Lançamento do livro “Guerra Pela Eternidade”. Youtube, 2021. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://youtu.be/0AkU5lpKQcU">https://youtu.be/0AkU5lpKQcU</ext-link> (acesso em 16/08/2021).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>“Também ajudava o fato de que as pessoas daquele mundo pareciam mais dispostas a falar comigo, um estudioso de música, do que com outros pesquisadores ou jornalistas. Afinal, eu não estava interessado em nada ‘sério’” (p. 132).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>“Ele leu Locke, Voltaire, Rousseau e Diderot, consultou a Enciclopédia ou frequentou Kant e Tocqueville - os grandes pensadores que defendem a ciência e a humanidade, a liberdade e a igualdade, e os direitos universais do homem? Duvidoso. Ele terá lido Burke, Herder ou De Maistre, Hegel, Nietzsche ou Oakeshott - os grandes pensadores a quem Isaiah Berlin atribuiu a célebre alcunha de contrailuministas? Embora isso, também, pareça bastante improvável, é vital perceber que a ideologia de Bannon está profundamente incrustada justamente nessa contranarrativa [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alexander, 2018</xref>, p. 1017).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>“É anticapitalista, por exemplo, e pode ser anticristão. Condena o Estado-nação [...] e admira aspectos do Islã e do Oriente em geral. Isso tem cara de direita?” (p. 20).</p>
			</fn>
		</fn-group>
	</back>
</article>