<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!DOCTYPE article
  PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article article-type="book-review" dtd-version="1.1" specific-use="sps-1.9" xml:lang="pt" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
	<front>
		<journal-meta>
			<journal-id journal-id-type="publisher-id">plural</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Plural - Revista de Ciências Sociais</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Plural - Revista de Ciências Sociais</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">2176-8099</issn>
			<issn pub-type="epub">2176-8099</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo</publisher-name>
			</publisher>
		</journal-meta>
		<article-meta>
			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2176-8099.pcso.2022.185508</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>RESENHA</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>Olhares Endógenos: Experiências do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)</article-title>
				<article-title xml:lang="en">Endogenous Perspectives: Experiences of the Peasant Women’s Movement (MMC)</article-title>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<name>
						<surname>Sobreira</surname>
						<given-names>Dayane Nascimento</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>a</sup></xref>
				</contrib>
				<aff id="aff1">
					<label>a</label>
					<institution content-type="original">Mestra em História (UFPB); Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Inter- disciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo (UFBA), sob orientação da profª Dra. Lina Maria Brandão de Aras. Historiadora e cientista social, é integrante dos grupos de pesquisa ProjetAH - História das Mulheres, Gênero, Imagens, Sertões, e CIGE - Ciência, Gênero e Educação, além do GT de História Agrária da Bahia. É bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). E-mail: dayanesobreira26@gmail.com</institution>
					<institution content-type="orgname">UFPB</institution>
					<email>dayanesobreira26@gmail.com</email>
				</aff>
			</contrib-group>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>11</day>
				<month>10</month>
				<year>2022</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Jun</season>
				<year>2022</year>
			</pub-date>
			<volume>29</volume>
			<issue>1</issue>
			<fpage>181</fpage>
			<lpage>185</lpage>
			<product product-type="book">
				<person-group person-group-type="compiler">
					<name>
						<surname>MEZADRI</surname>
						<given-names>Adriana</given-names>
					</name>
					<name>
						<surname>CIMA</surname>
						<given-names>Justina Inês</given-names>
					</name>
					<name>
						<surname>TABORDA</surname>
						<given-names>Noeli Welter</given-names>
					</name>
					<name>
						<surname>GASPARETO</surname>
						<given-names>Sirlei Antoninha Kroth</given-names>
					</name>
					<name>
						<surname>COLLET</surname>
						<given-names>Zenaide</given-names>
					</name>
				</person-group> (orgs.) (<year>2020</year>). <source>Feminismo Camponês Popular: reflexões a partir de experiências do Movimento de Mulheres Camponesas</source> . <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>: <publisher-name>Outras Expressões/Expressão Popular</publisher-name>. <size units="pages">189 p</size>.</product>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>07</day>
					<month>05</month>
					<year>2021</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>15</day>
					<month>09</month>
					<year>2021</year>
				</date>
			</history>
			<permissions>
				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<counts>
				<fig-count count="0"/>
				<table-count count="0"/>
				<equation-count count="0"/>
				<ref-count count="4"/>
				<page-count count="5"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<p>O livro “Feminismo Camponês Popular: reflexões a partir de experiências do Movimento de Mulheres Camponesas” é uma coletânea que reúne treze capítulos, além de Apresentação e Prefácio. As organizadoras dividem a coautoria de alguns artigos e, assim como as demais autoras, são militantes do Movimento de Mulheres Camponesas, o MMC. Os textos refletem debates caros ao Movimento e à sua história a partir de uma linguagem direta, reflexiva, com apoio na práxis do Movimento e, por que não dizer, em sua própria mística - tomando o conceito de mística como a própria experiência, como conceituam <xref ref-type="bibr" rid="B3">Mezadri et al (2020</xref>) no último capítulo.</p>
		<p>Militantes do MMC, as autoras e organizadoras são também professoras, educadoras populares, agrônomas, técnicas em agroecologia, advogada, bióloga e algumas ainda graduandas. Juntas, tecem reflexões sobre as experiências do Movimento e de suas próprias histórias de militância e formação. É uma história que se constrói com elas, por elas e que conta com uma trajetória de mais de 30 anos.</p>
		<p>O primeiro capítulo, “Movimento de Mulheres Camponesas: veredas de muitas histórias”, apresenta um histórico do MMC e suas ações na construção de uma identidade camponesa, popular e feminista. A partir da trajetória da Articulação Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais (ANMTR), enquanto articulação de ações e movimentos regionais em âmbito nacional, o MMC foi fundado em 2004 enquanto um movimento autônomo.</p>
		<p>O segundo capítulo, “A luta das mulheres camponesas: da invisibilidade para sujeitos de direitos”, traça o itinerário de desafios e conquistas das mulheres camponesas, como o reconhecimento da profissão de trabalhadora rural e o direito à documentação, seguridade social e educação. Essas lutas, de sementes bem mais antigas, foram intensificadas no processo de elaboração da Constituição Federal de 1988 e nos primeiros anos do governo Lula. Esse processo constante encampa lutas e o protagonismo do MMC no presente, sob a égide de uma conjuntura difícil, de ataques à retirada de direitos.</p>
		<p>Já o terceiro capítulo, “Mulheres indígenas: em defesa do território e da identidade”, traz a resistência das camponesas indígenas contra as marcas históricas do colonialismo, do latifúndio e do estado capitalista. O artigo destaca o papel das mulheres indígenas na preservação de sementes e na defesa dos territórios. Em 2019, elas se organizaram para a realização da sua I Marcha Nacional, quando se encontraram e somaram forças à Marcha das Margaridas que é realizada a cada quatro anos em Brasília.</p>
		<p>As Ligas Camponesas e o histórico dos movimentos sociais do campo são destacados no capítulo quatro, “As Ligas Camponesas e a luta que marca os movimentos organizados do campo”. A partir do método histórico, o artigo delineia a trajetória das Ligas Camponesas com foco nas duas principais delas: as de Pernambuco e Paraíba, que eternizaram líderes como Francisco Julião, João Pedro Teixeira e o protagonismo de mulheres como Elizabeth Teixeira e Ophélia Amorim.</p>
		<p>O capítulo cinco, “Feminismo camponês e popular: uma abordagem antirracista”, traz uma abordagem que considera a existência de um “nó” entre o capitalismo, o patriarcado e o racismo (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Saffioti, 2013</xref>), estruturas que se retroalimentam com fins de exploração e que afligem principalmente mulheres negras e pobres. Trazendo ao diálogo autores/as como Angela Davis, Abdias Nascimento, a própria Saffioti e Lélia Gonzalez, o texto menciona que sem esse debate “não poderíamos falar em feminismo camponês no MMC que encontra seus fundamentos na agricultura camponesa” (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Almeida, Jesus, 2020</xref>, p. 85).</p>
		<p>O capítulo “Agricultura camponesa e agronegócio: mulheres em resistência”, de número seis, entende o chamado <italic>agrobusiness</italic> enquanto “a face predadora da agricultura mercantilizada” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Lima, Pereira, 2020</xref>, p. 88), que se opõe ao modelo de agricultura camponesa e agroecológica, compreendida como ciência e como modo de vida. Apesar das mulheres serem as mais afetadas por uma “política do agronegócio”, são também as suas maiores opositoras.</p>
		<p>O capítulo seguinte, de número sete, intitulado “Sementes de resistência: caminhos para a produção de alimentos saudáveis”, apresenta a Campanha Sementes da Resistência na intenção de trazer o debate e a ação do Movimento sobre a conservação das sementes crioulas e a alimentação saudável.</p>
		<p>O tema da alimentação saudável é abordado no capítulo “Alimentação saudável: somos o que comemos!”. Este capítulo destaca, a partir das memórias afetivas das autoras, referências de autossustento através de plantas alimentícias não convencionais, as PANCs, principalmente nas áreas mais pobres (as autoras trazem o exemplo do sertão de Alagoas). Atualmente, essas práticas ganharam ampla disseminação, levando a uma alimentação mais saudável, menos dependente das amarras do capitalismo e geradora de renda e autonomia para as mulheres camponesas.</p>
		<p>O capítulo nove, “Divisão sexual do trabalho”, problematiza a dimensão do trabalho no cotidiano das mulheres camponesas no Brasil. A partir de estudos clássicos como o de Rose Muraro, Maria Ignez Paulilo e Friedrich Engels, o capítulo debate as dimensões do trabalho produtivo e reprodutivo e dos desafios de rompimentos dos ditos papéis de gênero. Com isso, problematiza as concepções e práticas que definem o trabalho das mulheres como não produtivo e, logo, desvalorizado, principalmente no campo em que é visto como ajuda. Uma ideologia em contradição com o fato de as mulheres trabalharem mais horas que os homens e com a dificuldade de separar a unidade familiar de produção.</p>
		<p>Esse capítulo abre caminhos para o debate sobre “Economia feminista e as mulheres camponesas”; esta que remete a tudo o que as mulheres produzem, considerando-se as dimensões produtiva e reprodutiva num universo de múltiplas práticas e vivências, de diferentes “ruralidades”. O texto alerta para a necessidade de se visibilizar o trabalho das mulheres na produção de alimentos saudáveis e na geração de renda “invisível” nos núcleos familiares.</p>
		<p>O capítulo onze, “Enfrentamento à violência contra a mulher”, denuncia a forte presença de violência contra a mulher no campo, que tem seu pivô não só no patriarcado, mas também no agronegócio. O trabalho aponta caminhos possíveis para a superação desse tipo de violência.</p>
		<p>O capítulo doze, “Diversidade sexual e heterossexualidade: contribuições para o feminismo camponês e popular”, discute a diversidade sexual inserida numa ordem sexualizada que reproduz as diferenças de gêneros e discriminações da ordem sexual/identitária. O texto ressalta a importância desse debate nas pautas de classe, embora aponte para os desafios e contradições encarados dentro dos espaços de luta e militância.</p>
		<p>O último capítulo, “A mística feminista camponesa e popular no MMC”, com tons conclusivos (talvez pelo fato de o livro não apresentar um tópico para as considerações finais), conceitua o que seria a mística enquanto: 1) experiência; 2) sensação/sentimento; 3) expressão simbólica da/na luta. Metafórico, o capítulo sinaliza que a mística é a própria vida, é sabedoria e convicção, é o que nos impulsiona a nos mantermos firmes em tempos sombrios. Essa mística também está registrada em símbolos usados pelo Movimento, a citar: a bandeira, o chapéu de palha e a inspiração em lutadoras e mártires como Margarida Maria Alves e Loiva Lourdes Rübnich.</p>
		<p>O livro é um dos poucos publicados no Brasil que trata acerca dos feminismos camponeses e segue ainda mais ousado, pois é escrito por mulheres que não negam as suas posições - aos moldes do que colocam as epistemologias feministas -, elas são antes de tudo militantes. Nesse sentido, o livro, de uma linguagem fácil, é uma reflexão das próprias histórias, experiências e práticas do MMC. Movimento este que emergiu e tomou corpo atuando no Sul do país e articula-se nacional e internacionalmente na luta por igualdade, justiça e liberdade. Ao longo do tempo, foi abrindo frestas no campo de produção de conhecimentos sobre os movimentos de mulheres rurais no âmbito das Ciências Sociais e das Humanidades, mas não só. É <italic>locus</italic> de reflexão da própria prática de mulheres em suas bases na busca de alternativas às estruturas sociais hegemônicas.</p>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ALMEIDA, Itamara; JESUS, Cleidineide Pereira de (2020). “Feminismo camponês e popular: uma abordagem antirracista”. In: MEZADRI, Adriana ; CIMA, Justina Inês ; TABORDA, Noeli Welter ; GASPARETO, Sirlei Antoninha Kroth ; COLLET, Zenaide (orgs.). Feminismo Camponês Popular: reflexões a partir de experiências do Movimento de Mulheres Camponesas. São Paulo: Outras Expressões/Expressão Popular, p. 75-85.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ALMEIDA</surname>
							<given-names>Itamara</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>JESUS</surname>
							<given-names>Cleidineide Pereira de</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<year>2020</year>
					<chapter-title>Feminismo camponês e popular: uma abordagem antirracista</chapter-title>
					<person-group person-group-type="compiler">
						<name>
							<surname>MEZADRI</surname>
							<given-names>Adriana</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CIMA</surname>
							<given-names>Justina Inês</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>TABORDA</surname>
							<given-names>Noeli Welter</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>GASPARETO</surname>
							<given-names>Sirlei Antoninha Kroth</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>COLLET</surname>
							<given-names>Zenaide</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Feminismo Camponês Popular: reflexões a partir de experiências do Movimento de Mulheres Camponesas</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Outras Expressões/Expressão Popular</publisher-name>
					<fpage>75</fpage>
					<lpage>85</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>LIMA, Clara Regina Medeiros de; PEREIRA, Glaciene Vareiro (2020) “Agricultura camponesa e agronegócio: mulheres em resistência”. In: MEZADRI, Adriana ; CIMA, Justina Inês ; TABORDA, Noeli Welter ; GASPARETO, Sirlei Antoninha Kroth ; COLLET, Zenaide (orgs.). Feminismo Camponês Popular: reflexões a partir de experiências do Movimento de Mulheres Camponesas. São Paulo: Outras Expressões/ Expressão Popular, p. 87-97.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LIMA</surname>
							<given-names>Clara Regina Medeiros de</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>PEREIRA</surname>
							<given-names>Glaciene Vareiro</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<year>2020</year>
					<chapter-title>Agricultura camponesa e agronegócio: mulheres em resistência</chapter-title>
					<person-group person-group-type="compiler">
						<name>
							<surname>MEZADRI</surname>
							<given-names>Adriana</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CIMA</surname>
							<given-names>Justina Inês</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>TABORDA</surname>
							<given-names>Noeli Welter</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>GASPARETO</surname>
							<given-names>Sirlei Antoninha Kroth</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>COLLET</surname>
							<given-names>Zenaide</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Feminismo Camponês Popular: reflexões a partir de experiências do Movimento de Mulheres Camponesas</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Outras Expressões/ Expressão Popular</publisher-name>
					<fpage>87</fpage>
					<lpage>97</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>MEZADRI, Adriana Maria; CIMA, Justina Inês ; GASPARETO, Sirlei Antoninha Kroth ; PULGA, Vanderléia (2020) “A mística feminista camponesa e popular do MMC”. In: MEZADRI, Adriana ; CIMA, Justina Inês ; TABORDA, Noeli Welter ; GASPARETO, Sirlei Antoninha Kroth ; COLLET, Zenaide (orgs.). Feminismo Camponês Popular: reflexões a partir de experiências do Movimento de Mulheres Camponesas. São Paulo: Outras Expressões/Expressão Popular , p. 171-89.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MEZADRI</surname>
							<given-names>Adriana Maria</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CIMA</surname>
							<given-names>Justina Inês</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>GASPARETO</surname>
							<given-names>Sirlei Antoninha Kroth</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>PULGA</surname>
							<given-names>Vanderléia</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<year>2020</year>
					<chapter-title>A mística feminista camponesa e popular do MMC</chapter-title>
					<person-group person-group-type="compiler">
						<name>
							<surname>MEZADRI</surname>
							<given-names>Adriana</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CIMA</surname>
							<given-names>Justina Inês</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>TABORDA</surname>
							<given-names>Noeli Welter</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>GASPARETO</surname>
							<given-names>Sirlei Antoninha Kroth</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>COLLET</surname>
							<given-names>Zenaide</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Feminismo Camponês Popular: reflexões a partir de experiências do Movimento de Mulheres Camponesas</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Outras Expressões/Expressão Popular</publisher-name>
					<fpage>171</fpage>
					<lpage>189</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<mixed-citation>SAFFIOTI, Heleieth (2013). A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. São Paulo: Expressão Popular.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SAFFIOTI</surname>
							<given-names>Heleieth</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<year>2013</year>
					<source>A mulher na sociedade de classes: mito e realidade</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Expressão Popular</publisher-name>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
	</back>
</article>