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				<journal-title>Plural - Revista de Ciências Sociais</journal-title>
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				<publisher-name>Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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					<subject>RESENHA</subject>
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				<article-title>Vergonha no self e na sociedade: uma resenha</article-title>
				<article-title xml:lang="en">Shame in self and in society: a review</article-title>
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						<given-names>Aristides Ariel</given-names>
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					<institution content-type="orgname">UFMS</institution>
					<institution content-type="original">Licenciado em Ciências Sociais pela UFMS.</institution>
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						<given-names>Mauro Guilherme Pinheiro</given-names>
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						<given-names>Raoni Borges</given-names>
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		<p>O livro <italic>A vergonha no Self e na sociedade: a sociologia e a antropologia das emoções de Thomas Scheff</italic> é a união de vários artigos do sociólogo Thomas Scheff, traduzidos e organizados por Mauro Guilherme Pinheiro Koury e Raoni Borges Barbosa. Os artigos selecionados fornecem uma significativa introdução à sociologia e a antropologia das emoções de Scheff, bem como uma visão de seu percurso teórico e metodológico na análise das emoções, em especial da vergonha.</p>
		<p>Mauro Koury é antropólogo, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal da Paraíba, e considerado um dos pioneiros no estudo da antropologia e da sociologia das emoções no Brasil. É coordenador do Grupo de Pesquisa em Antropologia e Sociologia das Emoções (GREM), fundado em 1994. Raoni Borges é Mestre em Antropologia pela Universidade Federal da Paraíba e doutorando em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco e membro do GREM. Estes partem de uma perspectiva sociocultural das emoções como explicação social para os fenômenos emocionais. Propõem uma tentativa de demonstrar que o modo como vemos e sentimos o mundo ao nosso redor e todos os fenômenos recorrentes de interações sociais são constituídos no seio destas mesmas interações, que regem nosso comportamento e que nos ensinam como nos portar diante do outro. As emoções resultariam do <italic>self</italic>. Isto é, são produzidas no contato com o outro. É nesta troca que as emoções ganham sentido.</p>
		<p>Alguns dos artigos reunidos nessa coletânea foram inicialmente traduzidos e publicados na Revista Brasileira de Sociologia da Emoção (RBSE), fundada em 2002 e editada pelo GREM, atualmente em seu número 50. Este livro está dividido em nove capítulos mais uma introdução escrita pelos organizadores. Esta introdução é iniciada situando alguns dos movimentos sociais que começaram a emergir nos Estados Unidos na década de 1960, contexto que colaborou para um movimento de autocrítica das ciências sociais a partir de 1970. Tais revisões corroboraram numa renovação das bases das ciências sociais e na formulação de novas disciplinas, como a sociologia e antropologia das emoções. Segundo os organizadores, Thomas Scheff participou ativamente em ambos os movimentos, sociais e acadêmicos.</p>
		<p>Scheff foi de grande importância para a consolidação do campo da sociologia das emoções, principalmente por enfocar em seus estudos uma emoção específica, a vergonha, considerada por ele como fundamental para o entendimento da sociedade moderna ao ter como base os estudos de Norbet Elias e Erving Goffman.</p>
		<p>No primeiro capítulo do livro intitulado “Três pioneiros na Sociologia das Emoções”, Scheff atribui à importância das emoções nas ciências sociais a três sociólogos que se detiveram a investigar uma emoção específica: a vergonha. São eles, Norbert Elias, Richard Sennett e Helen Lynd. Scheff chega a afirmar que antes desses três “os estudos sobre emoções pairavam apenas como uma sombra no pensamento sociológico” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">KOURY; BARBOSA, 2016</xref>, p. 23). Scheff então sugere que a sociologia, a antropologia e a psicologia devem seguir os parâmetros de investigação destes três autores, tendo como base a hipótese de que a vergonha está aumentando nas sociedades modernas, no passo em que nossa consciência dela está diminuindo. Deve-se considerar também a influência da classe social a qual se pertence no tocante a um maior sentimento de vergonha. E por fim considerar as emoções como sociais e psicológicas.</p>
		<p>Para Scheff, a vergonha, embora deliberadamente presente nas sociedades modernas, vem sendo camuflada e reprimida ao ponto de ter se tornado um tabu, o que dá nome ao segundo capítulo do livro: “A repressão da vergonha”. A palavra vergonha se tornou um tabu talvez igual ou maior que a palavra sexo. Para tanto, argumenta que há muitos trabalhos que abordam a vergonha sob outro rótulo, seja pelo que ele aponta ser uma vergonha da vergonha ou por que os pesquisadores não têm consciência de que esta emoção faz parte ou é o tema central de seus estudos. Assim, vergonha apareceria camuflada por termos como medo, rejeição, desrespeito, estigma, honra, vingança. Neste sentido, o autor averigua um declínio no uso da palavra vergonha nos livros de língua inglesa, francesa, alemã e espanhola durante os últimos dois séculos. Scheff então apresenta alguns exemplos em que não só o termo vergonha, mas o sentimento em si é ocultado, reprimido e evitado, o que dificultaria o entendimento do mesmo e o avanço científico sobre o assunto, apontando, dessa forma, a importância em se trabalhar a vergonha nas ciências sociais e psicologia.</p>
		<p>Ao argumentar a respeito do tabu sobre a vergonha Scheff afirma, no terceiro capítulo “Vergonha no <italic>Self</italic> e na sociedade”, que segundo o psicólogo Gershen Kaufman “existe, geralmente, vergonha sobre a vergonha, existe também um risco de ofensa ao se referir a ela” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">KOURY; BARBOSA, 2016</xref>, p.66). Para o autor isso pode ser explicado por Elias em <italic>O Processo Civilizador</italic>, com a descoberta de utilização da vergonha como forma de controle social e um forte processo de repressão da vergonha.</p>
		<p>Dois processos seriam de grande importância nos estudos sobre essa emoção:</p>
		<p>1) conceituar a vergonha e traçar uma linha histórica de como esta emoção teve seu significado modificado das sociedades tradicionais para as modernas e 2) como esta começou a ser reprimida nas sociedades modernas. Mais uma vez é em Elias que o autor busca uma resposta para esses questionamentos. Segundo Scheff, Elias “mostra como a vergonha passou para a clandestinidade nas sociedades modernas” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">KOURY; BARBOSA, 2016</xref>, p. 84), e como essa repressão da vergonha, tomada como forma de controle social, regulou a vida cotidiana das pessoas. Por isso, Scheff considera a vergonha uma emoção central para o estudo social das emoções. Essa seria nosso “giroscópio moral”. A vergonha agiria, assim, em nossa consciência moral, sinalizando uma ameaça a um vínculo social, bem como regularia nossa consciência acerca das demais emoções.</p>
		<p>Dessa forma, no oitavo capítulo, intitulado “A vergonha como a emoção principal da análise sociológica: exemplos nas músicas populares”, aponta três razões pelo qual crê que a vergonha deve ser considerada a principal emoção na análise sociológica. A primeira é por eleger a vergonha a um patamar de onipresença, estando em todas as experiências e condutas humanas. A segunda é sua consideração sobre a vergonha ser “a força motriz de nossa vida moral: é o sentimento de vergonha que impulsiona a consciência” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">KOURY; BARBOSA, 2016</xref>, p. 230). E por fim, esta emoção seria aquela que controla a expressão e o reconhecimento de nossas outras emoções, além da própria vergonha, ou seja, regula todas as nossas emoções.</p>
		<p>No quarto capítulo intitulado “Desvendando o processo civilizador: vergonha e integração na obra de Elias”, Scheff afirma que Elias teria descoberto o significado social da vergonha, sendo esta uma emoção mestra no entendimento da sociedade e dos processos formadores do comportamento social moderno. Elias teria chegado a tal feito utilizando-se do método parte/todo, que consiste em analisar as partes “microscópicas” de um determinado fenômeno, no caso de Elias, os manuais de comportamento, onde encontra as situações que a vergonha se expressa por meio do discurso. Assim, compara estes discursos expostos nos manuais mais antigos com os dos séculos mais recentes, onde encontra a progressão do avanço da vergonha nesses últimos. Com os resultados obtidos por meio dessas microanálises das partes (indivíduo, situação ao qual este estaria situado, discursos) ele os interpreta num “contexto de totalidades cada vez mais abrangentes”, seja “instituições sociais [...], densidade populacional crescente, racionalização, e monopólio estatal da violência física” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">KOURY; BARBOSA, 2016</xref>, p. 136). No entanto, para Scheff, Elias falha no último passo da análise parte/todo, que seria “gerar uma teoria micro-macro explícita” sobre os achados da pesquisa, “bem como um método explícito para testar a teoria” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">KOURY; BARBOSA, 2016</xref>, p. 137). Ainda assim, aponta que Elias avançou consideravelmente nos estudos sobre vergonha em relação aos demais pesquisadores que até então se detiveram sobre essa emoção.</p>
		<p>Já no quinto e sexto capítulo, a discussão apresentada versa sobre a teoria goffmaniana, sendo intitulados, respectivamente, “Conceitos podem ser justificados? O caminho de Goffman” e “Goffman sobre as dimensões da superfície e do interior da vida social”. Aqui o autor realiza um balanço crítico sobre a obra de Goffman e as contribuições deste autor acerca do seu esforço de desenvolver novos conceitos “caracterizados pela sua abertura e flexibilidade operatória na análise de situações reais e complexas” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">KOURY; BARBOSA, 2016</xref>, p. 19). Scheff aponta que, por outro lado, Goffman examina e aborda as emoções a partir de uma perspectiva superfície/interior na análise dos fenômenos intersubjetivos. Superfície seria entendida como uma descrição de comportamentos individuais e coletivos, aquilo que pode ser percebido pela análise e observação, e interior, nesse caso em específico, seria o embaraço e os pensamentos sobre os pensamentos dos outros, ou seja, a intersubjetividade. Nesse sentido, Goffman explorou as emoções, especificamente o embaraço, pensamentos e ações. Assim, Scheff argumenta como Goffman deu uma grande contribuição para as ciências sociais ao desenvolver estudos que relacionam a dimensão superficial, ações e comportamentos, com a dimensão interior da vida humana, pensamentos e emoções.</p>
		<p>Entretanto, faltaria para esses autores, como apresentado no capítulo sete, “O mistério das emoções”, uma definição para as emoções que abordam. Nesse sentido, Scheff argumenta sobre a importância de uma definição clara, objetiva e operacional das emoções e do próprio conceito de emoção. Atribui a dificuldade de realização do mesmo ao fato de o estudo sobre emoções ainda ser recente; possível causa do grande desacordo entre os pesquisadores da área. Segundo o autor, os pesquisadores das emoções utilizaram as categorias de emoções específicas e o próprio conceito de emoção de forma vernacular, sem se preocuparem em buscar uma conceituação específica para seu objeto de estudos. O capítulo nove, “Rotinas em ciências humanas: o caso da palavra emoções”, é por sua vez, um aprofundamento dessa discussão, onde Scheff trabalha com a ideia de necessidade de conceitos precisos e operatórios da palavra “emoções” e das emoções específicas. As ciências sociais e humanas em geral teriam caído em uma rotina tanto metodológica quanto teórica, que pouco se volta a pensar de maneira diferente e inovadora, mas que por sua vez apenas reproduz conceitos vernaculares sem a preocupação de sistematização de seus significados.</p>
		<p>Scheff cita John Dewey que, segundo o autor, buscou definir o termo emoções. No entanto, critica dois pontos de seu estudo: 1) o de considerar as emoções como uma disposição corporal e 2) a falta de preocupação de Dewey em aplicar sua teoria a emoções específicas, se mantendo geral e abstrata. E Nina Bull, que discorre sobre um estudo baseado em relatos verbais sobre a raiva e o medo, sem oferecer, no entanto, definições completas sobre essas emoções.</p>
		<disp-quote>
			<p>Pode-se aclarar, assim, que, as principais dificuldades encontradas ao se deparar com estudos voltados para as emoções dentro da sociologia, estão localizadas, a princípio, na conceptualização de o que vem a ser ou significar a categoria de análise “emoção”, o seu principal objeto de estudos (<xref ref-type="bibr" rid="B1">BERNARDO, 2016</xref>, p.161).</p>
		</disp-quote>
		<p>O próprio Scheff, nesses artigos que compõem o livro, embora crítico de algumas definições, como apontado acima, não elabora uma definição clara, objetiva e operacional da categoria emoções, como propõem ser necessário.</p>
		<p>Constata-se também, nos inúmeros estudos sociológicos voltados para esse objeto, que muito pouco, ou nada, tem-se voltado à preocupação de se desenvolver uma taxonomia ou significado conceptual objetivo para o que vem a ser emoção do ponto de vista da sociologia. Obras de autores contemporâneos brasileiros, que discutem a problemática das emoções, a exemplo dos próprios organizadores deste livro, que versam suas investigações sobre emoções específicas, como o luto, o medo, a vergonha, a amizade e confiança, não aplicam em seus trabalhos uma conceptualização destas mesmas emoções específicas a qual se dedicam.</p>
		<disp-quote>
			<p>Dessa maneira, permanece à luz do conhecimento de quem obtém um primeiro contato com a sociologia das emoções e suas principais discussões uma vaga compreensão, pautada principalmente no conhecimento do senso comum, sobre o que se entende acerca de emoções enquanto categoria sistemática de análise (<xref ref-type="bibr" rid="B1">BERNARDO, 2016</xref>, p.162).</p>
		</disp-quote>
		<p>Independentemente deste ponto em questão, Thomas Scheff é considerado um dos pioneiros da sociologia das emoções por se dedicar enfaticamente a esse objeto de estudo, em especial da emoção vergonha, considerada por ele, a emoção principal para a compreensão das sociedades modernas. Por isso é uma leitura fundamental para aqueles que querem ingressar nessa área de estudos, e para o público em geral. Os esforços dos organizadores em trazer essas discussões para o contexto brasileiro vêm se demonstrando extremamente relevante para difundir a sociologia e antropologia das emoções no Brasil. As obras organizadas nessa coletânea são profundas em suas análises, mas de fácil leitura e compreensão, permitindo dessa forma, uma fácil aproximação do público geral com os conceitos principais desse campo disciplinar.</p>
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			<title>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</title>
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				<mixed-citation>BERNARDO, Aristides Ariel. O campo da sociologia das emoções: relevância acadêmica e perspectivas de análise. <italic>Revista Urutágua</italic>, Maringá, n. 34, jun.-nov., p. 156-173. 2016. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/Urutagua/issue/view/1142/showToc">http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/Urutagua/issue/view/1142/showToc</ext-link>
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				<mixed-citation>KOURY, Mauro Guilherme Pinheiro ; BARBOSA, Raoni Borges (Org. e trad.). <italic>Vergonha no self e na sociedade: a sociologia e a antropologia das emoções de Thomas Scheff</italic>. Recife: Ed. Bagaço, João Pessoa: Edições do GREM, 2016. [Coleção Cadernos do GREM, n. 10].</mixed-citation>
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