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				<journal-title>Plural - Revista de Ciências Sociais</journal-title>
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				<publisher-name>Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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					<subject>RESENHA</subject>
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				<article-title>Resenha do livro Capitalismo como religião: Walter Benjamin e os teólogos da libertação</article-title>
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					<trans-title>Review of the book Capitalism as religion: Walter Benjamin and the theologians of liberation</trans-title>
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						<given-names>Francisco das Chagas de</given-names>
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					<institution content-type="original">Mestrando em Sociologia da Universidade Federal de Goiás (PPGS/UFG), licenciado em História pela União Pioneira de Integração Social (UPIS/DF). Docente na área de História e Sociologia do Ensino Fundamental e Médio na rede privada de ensino do DF.</institution>
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		<p>Ao afirmar o caráter deficitário dos diagnósticos críticos modernos do capitalismo - no que se refere às suas bases analíticas atreladas às próprias noções modernas de sua racionalidade fundante -, Jung Mo Sung indica, na apresentação do livro de autoria de Allan da Silva Coelho, que, ao fazermos a leitura da obra, estaremos diante de uma contribuição ímpar para a compreensão das dimensões mais abstratas e simultaneamente concretas do sistema capitalista. A partir de uma perspectiva dialética, Coelho empreende esforço para, ao longo de oito capítulos<italic>,</italic> desvelar o funcionamento do capitalismo em suas entranhas, como um fenômeno que transcende a esfera dos valores meramente cifrados.</p>
		<p>Recentemente lançada pela Editora Recriar, a obra <italic>Capitalismo como religião: Walter Benjamin e os teólogos da libertação</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B1">2021</xref>) é resultado de edição realizada a partir da tese de doutorado de Allan Coelho, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo, no ano de 2014. A qualidade do trabalho do autor foi reconhecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese da Área de Filosofia/Teologia de 2015. Tendo trabalhado ao longo de sua pesquisa de pós-doutorado sob a supervisão de Michel Löwy no <italic>Centre D’études en Sciences Sociales du Religieux</italic> (<italic>CéSor</italic>), Coelho propõe que as ideias presentes em seu texto não fiquem circunscritas apenas aos muros da academia, mas que sejam fonte geradora de forças com vigor suficiente para mobilizar transformações reais na sociedade, sobretudo para aqueles que foram e estão sendo vencidos pelo sistema capitalista.<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>
		</p>
		<p>Tendo como ignição de suas ideias uma fusão entre as perspectivas analíticas de autores clássicos - como Max Weber, Karl Marx e Walter Benjamin -, Coelho parte da premissa de que o capitalismo deve ser visto como uma religião. Destarte, o princípio utilizado pelo autor deixa o leitor instigado para compreender melhor como será demonstrada a possibilidade de diálogo entre duas matrizes que, aparentemente, enxergam a realidade de forma absolutamente dominada pelo espírito do cálculo e frieza da racionalidade herdada da filosofia iluminista e da grande cisão empreendida pela ética protestante - que resultou no desenvolvimento de uma sociedade relativamente autônoma com relação à esfera religiosa e desprendida do encantamento presente em contextos precedentes à modernidade - e o pensamento de Walter Benjamin. O filósofo da Escola de Frankfurt tece uma interpretação vista como herética por alguns marxistas ortodoxos do início do século XX, justamente por propor que a instrumentalização das diversas esferas da vida moderna, no contexto do funcionamento do sistema capitalista, não é inteiramente destituída de religiosidade.</p>
		<p>Segundo a perspectiva apresentada ainda na “Introdução”, a racionalidade instrumental não compreenderia um sistema de pensamento absolutamente hermético, totalizante e vazio de encantamento, mas seria fundamentada em uma cosmovisão (<italic>Weltanschauung</italic>) religiosa que daria sustentação à face sacrificial, fascinante, desesperadora e violenta do capitalismo, demonstrada no primeiro capítulo da obra. Para Allan Coelho, Benjamin desafiou determinados marcos analíticos desde a sua juventude, sobretudo ao articular elementos do marxismo com a teologia.</p>
		<p>Delineando o fio condutor de sua análise a partir dessas ideias, o autor tem como objetivo demonstrar a estrutura religiosa do capitalismo por intermédio da observação da idolatria do mercado<italic>.</italic> Ele aponta, como motivadora do seu estudo, a constatação de Michel Löwy, de que teólogos da libertação latino-americanos desenvolveram, a partir da década de 1980, uma crítica radical do capitalismo como religião idólatra, sem conhecer os escritos de Benjamin de 1921, que trazem a mesma ideia. Coelho descreve os teólogos da libertação da América Latina como um movimento da Igreja Católica que, apesar de algumas dificuldades, continua sendo detentor do domínio da crítica de base marxista ao capitalismo dentro da instituição no continente, possuindo subdivisões em seu interior que convergem com diversos aspectos da crítica de Walter Benjamin.</p>
		<p>Assim, para evidenciar o que indica ser a metafísica teológica capitalista, Coelho cria uma grande rede de diálogo entre Weber, Marx e Benjamim, autores que se dedicam ao estudo da religião para expor o sistema capitalista como fenômeno social dotado de religiosidade inerente. Fenômeno esse que se faz possível por meio de duas superfícies que tendem a criar uma ilusão de antagonismo entre elas: a produção da exploração, da dominação e da exclusão concomitante ao deslumbramento advindo do brilho das mercadorias, do sucesso enviado como mensagem social pela posse do dinheiro e da atração por adesão. É no interior desse jogo que, na perspectiva de Allan Coelho, se organiza a violência capitalista, caracterizada como legítima ou ilegítima. A hipótese é, portanto, de que o sistema capitalista submete todas as outras dimensões da subjetividade humana às dinâmicas do universo econômico.</p>
		<p>A rede de diálogo criada pelo autor para demonstrar essa proposição teórica perpassa a leitura feita por Enrique Dussel das chamadas metáforas teológicas de Marx, e a noção de Zygmunt Bauman de que o consumo, e apenas ele, seria capaz de conformar as condições materiais mínimas de existência, estando aqueles fora das possibilidades geradas pelo consumo arruinados, excluídos e criminalizados. São aplicadas também as ideias de David Harvey, referentes ao padrão de normalidade advindo da participação na sociedade de mercado, e é explorada a confusão entre o suprimento de necessidades vitais e o consumo de mercadorias que são vistas como objetos de desejo, exposta por Jung Mo Sung. Esses elementos são entrelaçados à associação do consumo ao <italic>telos hegemônico</italic> da sociedade proposto por Luis Martinez.</p>
		<p>Já a tese da existência de um feitiço capaz de entorpecer o indivíduo para a aceitação de um sistema excludente, baseado na mística da morte social legítima, tem fonte em autores como Hinkelammert e Duchrow (o sacrifício capaz de dar continuidade ao sistema). A análise da punição social dos pobres por intermédio de cortes em programas sociais considerados legítimos, ao mesmo tempo em que rebaixam o agente que não consome a um processo de objetificação, possui base em Paulo Arantes.</p>
		<p>A partir do capítulo II<italic>,</italic> Coelho considera equivocada a visão predominante no campo das Ciências Sociais, que propõe que sejam absolutamente claras as distinções entre economia e religião, e mesmo a separação entre temas econômicos e políticos. Aqui há, ainda que indiretamente, a reafirmação das teses weberianas que dizem respeito à <italic>autonomia relativa</italic> entre as esferas da sociedade moderna.</p>
		<p>O autor busca demonstrar que há uma tendência no campo marxista contemporâneo que tenta assumir, assim como Benjamin o fez, uma postura heterodoxa ao realizar a incorporação de elementos teológicos no enfrentamento do capitalismo, por considerar que as metáforas teológicas marxianas não se tratam unicamente de uma ferramenta estilística, mas representariam indícios de que o próprio Marx enxergava, nos meandros do sistema capitalista, potência de afirmação religiosa e mística. Assim, identifica alguns autores alinhados a essa tendência, como Slavoj Žižek, Alain Badiou, Giorgio Agamben, Paulo Freire, Anibal Quijano e Michel Löwy.</p>
		<p>Para Allan Coelho, ainda que alguns desses autores tracem percursos epistemológicos sinuosos, há, em maior ou menor medida, um desafio direto à teoria da secularização, que emerge do fato de, mesmo em sociedades modernas racionalizadas, ocorrerem fenômenos religiosos extremamente complexos. Ou seja, ao mesmo tempo em que a modernidade tenta construir por si só sua própria realidade, abre espaço para a continuidade do fenômeno religioso.</p>
		<p>Apoiando-se em Jean Séguy, que por sua vez está ancorado em Max Weber, Coelho tenta criar, no capítulo III, uma linha de comunicação entre o desencantamento do mundo e a continuidade do fenômeno religioso, ao conceber a ambivalência do tipo ideal da modernidade como uma condição histórica na qual a religião assume reciprocamente, em relação a ela, uma posição de concorrência e conflito. Isso tornaria uma oposição factual entre ambas, algo fictício, ainda que as propostas de análise que as colocam como realidades completamente opostas contribuam para compreendermos as tensões internas existentes na religião na modernidade. No mesmo capítulo, o autor recorre ainda a Antonio Pierucci, considerando que, quando Max Weber fala em desencantamento, trata de desmagificação. Em outras palavras, uma saída da religião que só pode ser promovida pela própria mentalidade religiosa, pelo mito que encarna ainda nas sociedades que continuamente buscam identificar, em si próprias, aquilo que é sagrado para a sua continuidade.</p>
		<p>No capítulo IV<italic>,</italic> Coelho tenta compreender de que maneira a configuração espiritual (<italic>Geistesverfassung</italic>) da colonização, ideia proposta por Walter Benjamin, converte-se em horror. Esse horror, segundo Dussel, teria sido gestado no imaginário das vítimas da História a partir da ocupação da América pelos europeus, o que possibilitou a ascensão do paradigma da modernidade a partir da confluência entre as condições impostas pela conquista militar, bem como pela reconfiguração da economia política moderna daí derivada. Tal fato ocasionou a afirmação e reafirmação contínua dos discursos sobre formas de cultura e elaboração de conhecimentos considerados válidos.</p>
		<p>Nesse ponto do texto, o autor busca uma amarração entre o pensamento herético de Benjamin e a teoria de Karl Marx para ilustrar como os limites da secularização e os limites da razão instrumental devem ser colocados sob um prisma que permita a distensão entre a crítica teológica e a economia política, pois, na visão do autor, está presente no pensamento de Benjamin uma nova proposta de racionalidade. Esse alvitre concebe a teologia como força dotada de capacidade para a criação de um novo pensar, que coloca a crítica racional e teológica como fatores concomitantemente diferentes, mas inevitavelmente inseparáveis.</p>
		<p>Avançando até o capítulo V, temos uma tentativa do autor de nos oferecer diferentes abordagens que buscam definir o que, afinal de contas, é a religião enquanto fenômeno social. Cabe então uma crítica à elaboração do autor, que deixa um tanto ambígua suas definições sobre o que é a religião como fenômeno social, ao dedicar mais atenção a tentar explicar que tipo de teologia ou religião seria realmente dotada de poder libertador, apontando para o que seria uma tendência das religiões sacrais de contribuírem com a falsificação do mundo e das relações sociais. Isso deixa o leitor um tanto incerto em relação à análise, pois gera a impressão de que, para o autor, apenas um tipo de teologia, ou uma única dimensão de uma “mística”, seria capaz de libertar os oprimidos. Essa pequena desatenção pode conduzir à crença que o autor não está tentando definir o que é a religião, mas, sim, defendendo uma mística específica enquanto, por sua vez, o título do capítulo - “O desafio de definir a religião e o religioso” - remete a uma busca por definição.</p>
		<p>No que diz respeito ao capítulo VI<italic>,</italic> o autor traz um debate sobre as origens comuns do cristianismo e do capitalismo, bem como faz um breve apanhado daquilo que concebe como interpretações do marxismo vulgar, que compreendem como imprescindível a crítica da religião e desprezam as metáforas religiosas presentes em Marx. Coelho nega essa ideia, ao mesmo tempo em que indica que também é falsa a impressão de que o capitalismo utiliza uma roupagem religiosa unicamente para forjar adesão. Para o autor, o que ocorre de fato é que o capitalismo, em termos explícitos e derivados, possui uma formulação teológica, sendo ela simultaneamente de caráter secular e tradicional. O autor finaliza esse capítulo indicando perguntas que se referem a elementos que geram esperança dentro do sistema capitalista, bem como a elementos que são adorados.</p>
		<p>O capítulo VII é um dos mais interessantes, pois busca estabelecer uma relação entre o conceito de fetichismo, tradicionalmente presente na teoria sociológica marxista, e a idolatria religiosa presente na cultura religiosa. Nessa altura, Coelho expõe a distinção fundamental weberiana sobre capitalismo como forma de organização econômica e o espírito do capitalismo, apontando para o fato de ser comum a confusão entre ganância e espírito do capitalismo, que especifica as distinções entre as formas de capitalismo modernas e as formas precedentes de acumulação. Dessa forma, o autor recorre a Daniel Bensaïd, para uma definição mais precisa do que seria o espírito capitalista, visto como uma ideologia dotada da capacidade de gerar consenso para a adesão daqueles que são explorados, acarretando a entrega dos indivíduos ao fetiche da própria exploração. Coelho corrobora essa ideia ao utilizar Gramsci, para quem o pilar desse tipo de sociedade está justamente nas formas violentas de coerção. Já a “Mão Invisível” de Adam Smith seria a expressão máxima da metafísica embutida no capitalismo, por reforçar sua aplicabilidade e funcionamento no mundo real, transformando o egoísmo em virtude, ao invés de vício moral.</p>
		<p>O capítulo VIII explica, de forma extremamente clara e concisa, a irracionalidade expressa no racionalizado. Isto é, remonta aos exemplos introdutórios do livro que destacam desde o início como o sistema capitalista é capaz de converter uma situação de risco para a sociedade em algo inteiramente normalizado. O sacrifício aparece, nesse sentido, como peça fundamental da engrenagem capitalista, pois é o que insere dentro do sistema o mito da necessidade do irracional para a manutenção do mundo racionalizado. É por esse caminho que Allan Coelho trilha sua compreensão do significado da afinidade eletiva entre o pensamento cristão contemporâneo presente nos teólogos da libertação e o embate com o sistema capitalista, sendo uma espécie de luta dos deuses, os quais, verdadeiros ou falsos, disputam poder sobre a vida das sociedades modernas.</p>
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			<title>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</title>
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				<mixed-citation>COELHO, Alan da Silva (2021). Capitalismo como religião: Walter Benjamin e os teólogos da libertação. São Paulo: Recriar.</mixed-citation>
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				<p>O livro representa também um elo com as publicações anteriores da rica produção acadêmica do autor, nas quais estão presentes temas como a questão dos Direitos Humanos e o cristianismo da libertação, bem como a crítica teológica do Capitalismo e Paulo Freire.</p>
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