Fazer bairro popular: sobre as práticas do "prazer em alterar as regras do espaço opressor"

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-3341.pontourbe.2026.237825

Palavras-chave:

Bairro, Bairro popular, Cultura Popular, Práticas Socioespaciais

Resumo

A partir de materiais produzidos por etnografias urbanas próprias e de outros autores, pretendo neste capítulo responder às perguntas: O que é um bairro? Quais as singularidades de um bairro popular? O que há de popular nos chamados bairros populares? Afirmo nestas páginas que os bairros são unidades espaciais de relações entre habitantes que produzem um espaço específico a partir de práticas sócio espaciais decorrentes do que se entende por ser vizinho e de necessidades e valores derivados da posição de seus habitantes no sistema social. No caso dos bairros populares, aponto quatro práticas sócio espaciais que fazem este tipo de bairro: as práticas multiusos, de apropriação, de autoconstrução e de negociação, produtos da lógica do uso tático e da importância do valor de uso. Elas são, ao mesmo tempo, causa e efeito do emaranhado de relações (rede) que se verificam neste espaço. Estas quatro práticas ou “formas de fazer” – situacionais, ambíguas, astutas – se inserem dentro do que Michel de Certeau (2009, p. 74) chamou de a “arte dos golpes, dos lances, do prazer em alterar as regras do espaço opressor”.

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Biografia do Autor

  • Urpi Montoya Uriarte, Universidade Federal da Bahia

    Professora Associada 4 do departamento de Antropologia e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Bahia

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Publicado

2026-09-22

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Seção

Artigos

Como Citar

Montoya Uriarte, U. (2026). Fazer bairro popular: sobre as práticas do "prazer em alterar as regras do espaço opressor". Ponto Urbe, 34(1), e237825. https://doi.org/10.11606/issn.1981-3341.pontourbe.2026.237825