Perscrutando a Cracolândia: entre gestão dos ilegalismos, modos de governo e focos de resistência

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.4000/pontourbe.3635

Palabras clave:

conflito, militarismo, violência policial, resistência, cracolândia

Resumen

Este artigo apresenta uma discussão crítica dos artigos publicados no Dossiê Em torno da Cracolândia Paulista, Ponto Urbe nº 21, através de um percurso reflexivo sobre a emergência da Cracolândia como um território híbrido, no qual confluem ­distintos modos de governo, de gestão do território e de pessoas “indesejáveis”, coexistindo e concorrendo com a própria lógica constitutiva desse espaço como territorialidade itinerante e dispersiva do comércio de drogas. O artigo também problematiza, a partir das etnografias apresentadas no Dossiê, um novo governo das cidades, embasado na ideia de um duplo indissociável, a violência policial das intervenções militares sobre o território e a gestão dos corpos vulneráveis pelo cuidado e pela tutela, lógicas que implodem, ao mesmo tempo, a configuração do espaço público e da cidadania, desafiando as formas de resistência e as possíveis configurações do conflito.

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Biografía del autor/a

  • Alessandra Teixeira, Universidade Federal do ABC

    Professora Adjunta da Universidade Federal do ABC (UFABC). Doutora (2012) e Mestre (2007) em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Advogada (1997). Pós-doutorado em Ciências sociais pela Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP/Marília (2015). Bolsista de Produtividade do CNPq (PQ2) desde 2022, desenvolvendo o projeto "Por que se encarceram mulheres? Crime, Controle e Reprodução social". É coordenadora do grupo de pesquisas do CNPq "RESISTÊNCIAS. Controle social, Memória e Interseccionalidades". Áreas de pesquisa: prisões e história das práticas de punição e controle; estudos de gênero, racialidade e desigualdades; violência e gênero; relações entre história, memória e genealogia. (Texto informado pelo autor)

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Publicado

2018-08-28

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

Teixeira, A. (2018). Perscrutando a Cracolândia: entre gestão dos ilegalismos, modos de governo e focos de resistência. Ponto Urbe, 22, 1-12. https://doi.org/10.4000/pontourbe.3635