Histórias oclusas e formas de “pressão” colonial: raça-gênero-sexo na invenção deuma cidade amazônica
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-3341.pontourbe.2026.241410Palabras clave:
Colonialismo, Racialização, Interseccionalidade, Paisagem, Cidades AmazônicasResumen
Nesse artigo, parto de uma perspectiva interessada em compreender os efeitos do colonialismo no mundo contemporâneo para apresentar uma proposta de enquadramento etnográfico das formas de “pressão” colonial na Amazônia brasileira. Nesse marco, abordo disputas em torno das histórias de origem e cenas de fundação de Marabá, uma cidade amazônica no sudeste do Pará, marcada por diferentes processos coloniais. Percorrendo zonas de oclusão, visibilidade, esquecimento e contestação em histórias sobre o processo de formação e constituição da cidade, argumento que determinadas narrativas e violências coloniais – constituídas por gramáticas racializadas, generificadas e sexualizadas – se (re)atualizam, sedimentam e “pressionam” enquanto presença através do imbricamento entre histórias passadas, símbolos, materialidades e infraestruturas distribuídos no espaço urbano e nas paisagens amazônicas.
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