Histórias do “dinheiro da passagem”: transporte público e práticas cotidianas nas periferias do Rio de Janeiro

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DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-3341.pontourbe.2026.251061

Palabras clave:

Infraestruturas de Transportes, Urbanismos do Sul, Dinheiro, Vida Cotidiana, Casa

Resumen

Este artigo contribui para os debates sobre os urbanismos do Sul ao argumentar que levar o dinheiro a sério, isto é, tomá-lo como questão prática, moral e material e como parte integrante da produção de infraestruturas, pode nos oferecer novas perspectivas sobre a experiência urbana entre os pobres racializados nas periferias do Rio de Janeiro, Brasil. Para tanto, exploro etnograficamente as histórias do "dinheiro da passagem" compartilhadas por poetas negros e pobres, revelando os modos pelos quais esses inventam novas socialidades, maneiras de viver e de ser, e reconfiguram as formações cotidianas das vidas coletivas urbanas. Sustento que a experiência de fazer o dinheiro da passagem entre os pobres racializados é necessariamente coletiva. Seus usos do transporte público estão longe de ser estáveis ou uniformes. Pelo contrário, esses envolvem negociações transitórias, a mobilização de relações, a conversão de dinheiros, moralidades, senso de timing e conhecimento das espacialidades infraestruturais. Além disso, as práticas cotidianas de fazer o dinheiro da passagem engendram valores e ordem, posicionando-o como uma materialidade que medeia o legal, o ilegal, o formal e o informal na produção de infraestruturas. Essa análise revela a qualidade de uma experiência urbana persistentemente precária, multifacetada e instável.

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Publicado

2026-10-09

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Cómo citar

Campos, M. V. L. (2026). Histórias do “dinheiro da passagem”: transporte público e práticas cotidianas nas periferias do Rio de Janeiro. Ponto Urbe, 34(1), e251061. https://doi.org/10.11606/issn.1981-3341.pontourbe.2026.251061