Organizações indígenas na Amazônia brasileira: um rápido sobrevôo

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.4000/pontourbe.1650

Mots-clés :

organizações indígenas, Amazônia brasileira, políticas públicas, participação

Résumé

A Amazônia brasileira abriga uma paisagem sociológica marcada por uma notável heterogeneidade cultural e linguística e por processos históricos com muitas peculiaridades locais. Neste cenário emergiram nas últimas décadas 347 organizações indígenas, segundo estimativas feitas em 2000. Grande parte dessas organizações está primordialmente voltada à captação de recursos externos para projetos de desenvolvimento, programas de proteção das terras e dos recursos naturais e prestação de serviços de assistência à saúde. No que concerne às suas ambições políticas, muitas se definem como porta-vozes de comunidades, regiões ou povos indígenas específicos, enquanto outras congregam segmentos profissionais ou sociais distintos, tais como professores, agentes de saúde, estudantes, mulheres etc.. Curiosamente, toda essa diversidade não parece refletir-se nas configurações e dinâmicas internas dessas organizações que, com poucas exceções, vieram a adotar fielmente o modelo institucional das associações civis, prescritas na legislação brasileira. Além disso, suas pautas de reivindicação têm revelado uma notável recorrência conceitual e discursiva. Este artigo visa explorar questões que este panorama formula para uma antropologia da ação.

 

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Biographie de l'auteur

  • Marcio Silva, Universidade de São Paulo

    Professor doutor do Departamento de Antropologia da USP - FFLCH

Références

BARROS, M. 1996. “A questão da saúde na Amazônia”. In: PAVAN, C. (coord.) Uma estratégia latinoamericana para a Amazônia. Editora UNESP, Vol. 2

BECKER, B. 1996. “Significado geopolítico da Amazônia. Elementos para uma estratégia”. In: PAVAN, C. (coord.) Uma estratégia latino-americana para a Amazônia. Editora UNESP, Vol. 3

FERNANDES, R.C. 1995. “Elos de uma cidadania global”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, n. 28.

FERGUSON, J. 1996. “Development”. BARNARD, A & SPENCER, J. (eds.) Encyclopedia of Social and Cultural Anthropology.

LÉVI-STRAUSS, C. 1954. “Lugar da Antropologia nas ciências sociais e problemas colocados por seu ensino” UNESCO /Antropologia Estrutural.

RIOS, J.A. 1982. “Movimentos Sociais”. Dicionário de Ciências Sociais. Fundação Getúlio Vargas /Ministério da Educação.

RODRIGUES, A D. 1986. Línguas Brasileiras. Edições Loyola.

STAVENHAGEN, R. 1985. “Etnodesenvolvimento: uma dimensão ignorada no Pensamento Desenvolvimentista”.Anuário Antropológico 84.

STORTO, L. 1996. “A Report on language endangerment in Brazil”. In: Papers on Language and the Maintenance of Linguistic Diversity. The MIT Working Papers in Linguistics, Vol. 28

Téléchargements

Publiée

2010-12-31

Numéro

Rubrique

Artigos

Comment citer

Silva, M. . (2010). Organizações indígenas na Amazônia brasileira: um rápido sobrevôo. Ponto Urbe, 7, 1-23. https://doi.org/10.4000/pontourbe.1650