Pesquisas e pesquisadores brasileiros que observam o uso de maconha e outras substâncias psicoativas ilícitas sob perspectivas socioculturais
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-3341.pontourbe.2026.242523Palavras-chave:
Políticas sobre Drogas, Racismo, Metodologias Qualitativas, Etnografias, CanabisResumo
Trata-se aqui de uma revisão bibliográfica sobre maneira como cientistas brasileiros vem discutindo o uso de drogas no Brasil, com destaque para a maconha. Seus achados geralmente davam suporte a políticas marcadas por racismo, eugenia e a marginalização de populações negras e periféricas. Desde o século XX, políticas proibicionistas em nível nacional associaram a maconha à população negra, reforçadas por campanhas midiáticas e discursos médicos racistas. Alguns evitavam a ênfase nos aspectos médicos, tratando o uso de psicoativos sob perspectivas socioculturais, ressaltando a relação entre a maconha e a cultura afro-brasileira. Em tempos mais recentes, fenômenos como o movimento contracultural dos anos 1960, a expansão do uso de psicoativos, a epidemia de HIV, movimentos de redução de danos, o impacto negativo das políticas proibicionistas e a luta pela descriminalização levaram a novos olhares acadêmicos sobre o tema. Isso afirmou a importância das metodologias qualitativas e etnográficas e do papel do contexto social na difusão de novas maneiras de encarar e pesquisar a questão das drogas.
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