O Estatuto da intencionalidade na obra A Transcendência do Ego, de Jean-Paul Sartre
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2594-5920.primeirosescritos.2020.155357Palavras-chave:
Intencionalidade, Solipsismo, Transcendência, Ego, SartreResumo
O objetivo deste artigo é analisar o estatuto da Intencionalidade empregada por Jean-Paul Sartre para demonstrar as teses defendidas em A Transcendência do Ego. Para isso, polemiza-se com algumas aproximações e diferenças do conceito de Intencionalidade utilizado por Husserl e Sartre, e ressalta-se que a grande discrepância entre estes autores consiste na admissão do “Eu” puro como estrutura imanente à consciência, pois o fluxo da consciência intencional husserliana parte de um “Eu” puro fortemente defendido em Ideias I. Contudo, Sartre radicaliza a Intencionalidade husserliana, ao passo que o “Eu” não será admitido na consciência, ele estará no mundo como um objeto transcendente. Portanto, conclui-se o artigo com a tentativa de esclarecer a necessidade da noção de Intencionalidade como sustentáculo da tese do Ego transcendente e etapa para as três consequências conclusivas de A Transcendência do Ego, a saber: a liberação do campo transcendental; uma tentativa de superar o solipsismo e uma possível refutação do idealismo.
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