Sobre a crítica radical de Ser e tempo à noção metafísica de consciência
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2594-5920.primeirosescritos.2020.155654Palavras-chave:
Consciência, Ser e tempo, Existência, Ser-no-mundo, Poder ser si mesmoResumo
O texto desenvolvido pretende examinar a forma originária de Martin Heidegger de abordar o fenômeno da consciência, em contraponto a esta noção segundo o paradigma da metafísica moderna. Para tanto, investiga-se o pensamento heideggeriano em sua primeira fase, especialmente Ser e tempo, de 1927. Na obra, o filósofo alemão situa a consciência, em primeiro lugar, como fenômeno existencial que, enquanto tal, enraíza-se no ser-no-mundo. Desse modo, nota-se explícita contraposição ao modelo paradigmático que fundamenta a separação sujeito-objeto ou consciência-mundo, cujo filósofo emblemático está René Descartes. Ao cabo, o fenômeno da consciência que, por excelência, é existencial, encontra-se radicado na própria constituição fundamental do Dasein de ser-no-mundo, na medida em que visa recuperar o seu poder-ser-si-mesmo, isto é: existência autêntica.
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