Os paradigmas de Thomas Kuhn
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2594-5920.primeirosescritos.2020.155660Palavras-chave:
Filosofia da ciência, paradigma, Thomas KuhnResumo
O caráter polissêmico do termo “paradigma” tornou-se uma das questões mais obscuras dentro da imagem da ciência de Thomas Kuhn. Em A estrutura das revoluções científicas (1962) foi possível identificar pelo menos 21 sentidos diferentes para o vocábulo. Trata-se de questão intrigante, ao se constatar a centralidade do termo na estruturação de uma imagem cíclica e episódica para ciência. À vista disso, este trabalho apresenta uma investigação sobre as diferentes concepções do termo em alguns momentos da obra kuhniana. A primeira parte explicita como ocorre a expansão semântica do vocábulo entre dois ensaios, A tensão essencial: tradição e Inovação na Investigação científica (1959) e A função do dogma na pesquisa científica (1963). Na segunda parte discorre-se sobre o uso do termo especificamente em A estrutura das revoluções científicas, considerando duas críticas endereçadas a Kuhn, a saber, A natureza do paradigma (1970), de Margareth Masterman, e o ensaio homônimo A estrutura das revoluções científicas (1964), de Dudley Shapere. Por fim, a terceira parte apresenta as respostas de Kuhn a tais críticas a partir da análise de “Posfácio” e das Reconsiderações acerca dos paradigmas, ambos de 1969.
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