Mujer negra, fetichista y esclava: políticas raciales, blanquitud y memoria colonial en las prácticas BDSM
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1676-6288.bjlas.2026.235914Palabras clave:
BDSM, Race play, Blanquitud, Colonialidad, FeticheResumen
Este artículo analiza las relaciones consensuadas de esclavitud y las prácticas de race play en el contexto del BDSM, a partir de una investigación etnográfica realizada con la comunidad fetichista de Salvador, Bahía, Brasil. Tomando como estudio de caso una controversia desencadenada por la circulación pública de imágenes y relatos en torno a una pareja interracial en una relación Maestro/esclava, examino las formas en que la raza ocupa un lugar central en las prácticas BDSM y cómo estas prácticas tensionan la cuestión de la memoria colonial como legado traumático. Sostengo que, aunque el race play suele considerarse la expresión más evidente de la articulación entre raza, sexualidad y memoria colonial, esta centralidad termina por ocultar las formas en que la blanquitud también estructura el campo del BDSM. A partir de un diálogo con los estudios sobre BDSM, los feminismos negros y los estudios sobre la blanquitud, argumento que las controversias analizadas revelan una economía desigual de la visibilidad racial, en la que la raza es rápidamente identificada en las escenas interraciales y en las prácticas de race play, mientras que determinadas estéticas y escenas asociadas con la fetichización de la blanquitud tienden a ser percibidas como neutras y no marcadas y, por lo tanto, no son reconocidas en igual medida como race play.
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