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				<journal-title>Psicologia USP</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Psicol. USP</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">0103-6564</issn>
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				<publisher-name>Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.1590/0103-6564e170126</article-id>
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					<subject>Artigo</subject>
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				<article-title>A perspectiva dos homens sobre os partos domiciliares planejados</article-title>
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					<trans-title>Le point de vue des hommes sur l’accouchement assisté à domicile</trans-title>
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					<trans-title>La perspectiva de los hombres sobre partos domiciliarios planificados</trans-title>
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						<surname>Brigagão</surname>
						<given-names>Jacqueline Isaac Machado</given-names>
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						<surname>Gonçalves</surname>
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					<institution content-type="original">Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil</institution>
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					<label>*</label> Endereço para correspondência: <email>jac@usp.br</email>
				</corresp>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>17</day>
				<month>09</month>
				<year>2021</year>
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			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2021</year>
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			<volume>32</volume>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que teve por objetivo estudar a perspectiva dos homens/pais sobre o parto domiciliar e os modos como eles participaram do nascimento de seus/suas filhos/as. Realizamos entrevistas semiestruturadas com cinco homens que participaram dos partos domiciliares e do nascimento de seus filhos. A análise discursiva possibilitou identificar que os homens prepararam-se para o parto, vivenciaram muitas expectativas e aprendizagens nesse processo, enfrentaram diversos preconceitos contra o parto domiciliar e participaram ativamente do parto e do pós-parto. Concluímos que, na perspectiva dos homens/pais, o parto domiciliar é uma experiência enriquecedora que amplia as possibilidades de participação dos homens nesse evento e o exercício da paternidade durante o planejamento e o parto.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="fr">
				<title>Résumé</title>
				<p>Cet article présent les résultats d’une recherche qui a eu pour but d’étudier le point de vue des hommes/parents sur l’accouchement assisté à domicile et la manière dont ils ont y participé. Nous avons mené des interviews semi-structurés avec cinq hommes qui ont participé à des accouchements assistés à domicile. L’analyse discursive a permis d’identifier que les hommes se sont préparés à l’accouchement, ont vécu de nombreuses attentes et ont appris dans ce processus, ont fait face à divers préjugés contre l’accouchement à domicile et ont participé activement à l’accouchement et au post-partum. On conclut que pour les hommes/parents, l’accouchement assisté à domicile est une expérience enrichissante qui élargit les possibilités de participation des hommes à cet événement et l’exercice de la paternité pendant la planification et l’accouchement.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<p>En este artículo presentamos los resultados de una investigación que tuvo por objetivo estudiar la perspectiva de los hombres/padres sobre el parto domiciliar y los modos en que ellos participaron en el nacimiento de sus hijos/as. Realizamos entrevistas semiestructuradas con cinco hombres que participaron en los partos domiciliarios y el nacimiento de sus hijos/as. El análisis discursivo posibilitó identificar que vivenciaron muchas expectativas y aprendizajes en ese proceso; enfrentaron diversos prejuicios contra el parto domiciliar y participaron activamente en el parto y en el posparto. Concluimos que en la perspectiva de los hombres/padres el parto domiciliar es una experiencia enriquecedora que amplía las posibilidades de participación de ellos en ese evento y el ejercicio de la paternidad durante todo el proceso de planificación y del parto.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>paternidade</kwd>
				<kwd>parto domiciliar</kwd>
				<kwd>homens</kwd>
				<kwd>pais</kwd>
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			<kwd-group xml:lang="fr">
				<title>Mots-clés :</title>
				<kwd>paternité</kwd>
				<kwd>accouchement assisté à domicile</kwd>
				<kwd>hommes</kwd>
				<kwd>parents</kwd>
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				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>paternidad</kwd>
				<kwd>parto domiciliar</kwd>
				<kwd>hombres</kwd>
				<kwd>padres</kwd>
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		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>No Brasil, houve um processo gradativo de desvalorização da capacidade de parir das mulheres, do domicílio como local apropriado para o nascimento e do trabalho desenvolvido pelas parteiras (M. J. <xref ref-type="bibr" rid="B35">Spink, 2003</xref>). Atualmente, o parto e o nascimento compõem um evento basicamente hospitalar, que requer tecnologias biomédicas. A medicalização foi precedida e sustentada pelo surgimento de especialidades médicas, como a obstetrícia, a ginecologia, a embriologia e a genética, que introduziram os princípios higienistas normativos às famílias, num contínuo que se inicia nos processos reprodutivos e se estende até o momento do nascimento (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Barbiani, Junges, Asquidamine, &amp; Sugizaki, 2014</xref>).</p>
			<p>Um dos efeitos desse processo foi a exclusão dos homens e dos familiares da cena do parto de modo geral. Nas últimas décadas, é possível observar um conjunto de ideias, políticas públicas e movimentos sociais que buscam a retomada do protagonismo das mulheres e das famílias heteroparentais ou homoparentais no parto e no nascimento. O discurso profissional e os preceitos que orientam algumas políticas públicas de saúde advogam a favor da reinserção do homem no cenário do parto e do nascimento, embora haja muito o que se concretizar nesse campo das práticas em saúde (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Caires &amp; Vargens, 2012</xref>). Por outro lado, como apontam <xref ref-type="bibr" rid="B41">Tornquist (2002</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B3">Badinter (2011</xref>), nas estratégias de luta para superar o processo de medicalização e de fragmentação presentes nas práticas obstétricas, frequentemente ativistas e teóricos têm assumido posições que privilegiam as concepções naturalistas e fisiológicas, reduzindo o parto e o nascimento à dimensão biológica. Nessa corrente de pensamento, há uma ênfase na dimensão mamífera dos humanos no parto e uma exclusão de tudo que possa “atrapalhar” a relação fisiológica entre mãe e bebê (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Odent, 1981</xref>). Essa perspectiva reforça a exclusão dos homens da cena do parto e do nascimento e os estereótipos de gênero fundados na biologia.</p>
			<p>A concepção do parto e do nascimento como evento familiar tem sido um dos argumentos de famílias que vivem em regiões urbanas para a escolha do domicílio como local de nascimento, apesar da grande oferta de estrutura hospitalar (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Feyer, Monticelli, &amp; Knobel, 2013</xref>). Um dos fatores que influencia a escolha do parto domiciliar planejado é a garantia da participação dos pais na cena do parto (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Collaço et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Koettker, Brüggemann, &amp; Dufloth, 2013</xref>). Como contraponto às discussões históricas no Brasil acerca da importância das condições de segurança e de acesso aos equipamentos de saúde, a escolha do ambiente extra-hospitalar é uma possibilidade de aproximar esse evento da família, considerando-o um acontecimento social/cultural que deve ser vivido segundo dos princípios da segurança, mas que, ao mesmo tempo, possibilite o protagonismo e o conforto das pessoas envolvidas (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Castro, 2015</xref>).</p>
			<p>As políticas públicas brasileiras reconhecem a importância da valorização da paternidade e da participação dos homens na cena do parto e do nascimento. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Portaria nº 1.944/2009</xref>) incluiu a paternidade como um aspecto a ser valorizado na proposição de ações de saúde sexual e reprodutiva para os homens. A estratégia Rede Cegonha (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Portaria n<italic>º</italic> 1.459/2011</xref>), também menciona a importância da participação dos homens no processo de gestação e parto. Quanto às pessoas presentes na cena do parto, a Lei do Acompanhante (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Lei nº 11.108/2005</xref>) assegura o direito da mulher de escolher quem poderá estar ao seu lado durante todo o trabalho de parto, parto e pós-parto. Mas sua implementação ainda se configura como um desafio para a gestão dos serviços de saúde, sejam eles públicos ou privados, uma vez que são inúmeros os empecilhos colocados para que, de fato, a mulher usufrua desse direito. Não raro, apesar do desejo da mulher, essa possibilidade de escolha não se concretiza, pois muitos hospitais e maternidades não adequaram sua estrutura física para garantir a presença de acompanhantes do sexo masculino durante todo o processo.</p>
			<p>Infelizmente, não existe ainda uma sistematização dos registros de número de partos domiciliares planejados na maioria dos municípios brasileiros. Porém, no município de São Paulo a notificação desse tipo de parto ocorre desde 2009, por meio do acompanhamento das declarações de nascidos vivos preenchidas e assinadas por profissionais de saúde autônomos/as cadastrados/as na Secretaria Municipal da Saúde. Esses registros demonstram que, comparando o ano de 2018 ao de 2009, houve um crescimento de 304% no número de partos domiciliares planejados no município (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, 2019</xref>).</p>
			<p>O processo de construção da paternidade é marcado pelas histórias individuais, pelas concepções sociais e culturais de uma determinada época e pelo momento de vida no qual ocorre a paternidade. Assim, tornar-se pai envolve uma multiplicidade de sentimentos que perpassam a gravidez, o parto e o dia a dia após o nascimento do bebê. Durante todo esse período, o homem é chamado a assumir uma nova atitude nas relações intra e extrafamiliares. A expectativa é de que participe dos cuidados com a mulher/gestante e, posteriormente, com a criança. Nessa fase de transição para a paternidade, seu papel se redefine e, na atualidade, deve superar o modelo hegemônico, segundo o qual ao homem cabia o provimento das necessidades da casa, considerando a dimensão socioeconômica, alcançando as dimensões afetivas/emocionais, relacionais e sociais. Essas vivências promovem mudanças profundas no seu modo de ver a si mesmo e o mundo. <xref ref-type="bibr" rid="B19">Krob, Piccinini e Silva (2009</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B22">Moraes e Granato (2016</xref>) comentam que a gestação pode se configurar para os homens/pais como um período emocionalmente intenso, marcado por sentimentos ambivalentes de alegria, preocupação e ansiedade, que podem influenciar o modo como lidam com as situações que se apresentam nas relações de cuidado com o filho e com a mulher/mãe, o que caracteriza esse período de transição à paternidade como uma fase de expectativas e sentimentos que envolvem a tríade pai-mãe-bebê.</p>
			<p>A gestação e a expectativa da chegada de um/a filho/a têm sido discutidas como acontecimentos transformadores que colocam os homens diante de uma multiplicidade de desafios psicológicos. Na literatura, a paternidade é apontada como um dos marcos de desenvolvimento na vida dos homens (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Condon, Boyce, &amp; Corkindale, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Souza &amp; Benetti, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B43">Waldvogel &amp; Ehlert, 2016</xref>). Porém, grande parte dos estudos sobre a presença dos pais na cena do parto focaliza as percepções e sentimentos das mulheres sobre os acompanhantes, na maioria das vezes em maternidades e casas de parto (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Dodou et al., 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Hodnett, Gates, Hofmeyr, &amp; Sakala, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Holanda et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Pinheiro &amp; Bittar, 2012</xref>). A inclusão dos homens/pais na cena do parto, pelos/as profissionais de saúde, é apontada como sendo um modo de reconhecer que esses podem estar envolvidos no cuidado aos filhos desde os primeiros momentos de vida (<xref ref-type="bibr" rid="B42">Villalón, Toro, Riesco, Pinto, &amp; Silva, 2014</xref>).</p>
			<p>Na literatura nacional e internacional do campo da saúde e da psicologia, encontramos poucas referências relativas à perspectiva dos pais sobre os partos domiciliares. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B10">Cursino e Benincasa (2020</xref>), esse evento ainda é pouco estudado no Brasil. Em seu estudo, <xref ref-type="bibr" rid="B17">Jouhki, Suominen e Åstedt-Kurki (2015</xref>) buscaram compreender a experiência de parto domiciliar de 11 pais finlandeses. Eles relatam que os pais apoiaram as mulheres e compartilharam a responsabilidade ajudando-as no processo do parto em casa, o que culminou em uma experiência desafiadora carregada de fortes emoções que intensificou os vínculos familiares.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B21">Lindgren e Erlandsson (2011</xref>) estudaram a experiência de pais suecos com o parto domiciliar e concluíram que as mulheres decidem o tipo de parto e eles aderem à essa escolha. Porém, apesar de sentirem que essa experiência fortalece o papel paterno, eles sofrem com a opção não convencional de nascimento. <xref ref-type="bibr" rid="B39">Sweeney e O’Connell (2015</xref>), num estudo qualitativo com pais irlandeses, constataram que os homens se beneficiam emocionalmente das experiências positivas de parto e que essa vivência pode fortalecer a relação entre o casal.</p>
			<p>O parto e o nascimento, na perspectiva da psicologia social construcionista, são entendidos como uma experiência em que é impossível dissociar os aspectos biológicos, sociais e culturais que os constituem. Assim, no processo de produção de sentidos dessa vivência, essas três dimensões estão intimamente articuladas e aparecem nos discursos sobre o parto. Nessa abordagem, as experiências, as práticas discursivas e as interações cotidianas possibilitam a produção de sentidos, entendida aqui na acepção proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B37">Spink e Medrado (2000</xref>):</p>
			<disp-quote>
				<p>O sentido é uma construção social, um empreendimento coletivo, mais precisamente interativo, por meio do qual as pessoas - na dinâmica das relações historicamente datadas e culturalmente localizadas - constroem os termos a partir dos quais compreendem e lidam com as situações e fenômenos a sua volta. (p. 41)</p>
			</disp-quote>
			<p>Assim, essa pesquisa busca construir conhecimentos sobre os sentidos produzidos por homens/pais que participaram dos partos domiciliares de seus filhos. De acordo com P. K. <xref ref-type="bibr" rid="B38">Spink (2003</xref>), ao tornar algo psicologicamente relevante e útil, podemos contribuir para que saberes e conhecimentos viajem para além das fronteiras disciplinares e que outros possam associá-los a diferentes ideias e possibilidades dentro do processo de coletivização dos saberes.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Método</title>
			<p>Trata-se de uma pesquisa qualitativa orientada pela perspectiva construcionista, que privilegia os discursos e reconhece os aspectos microssociais e políticos envolvidos no processo de construção e análise da realidade (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Rasera, Santos, &amp; Japur, 2016</xref>). O foco da pesquisa foram os sentidos sobre o parto domiciliar planejado e os modos de participação adotados por cinco homens que vivenciaram essa experiência. Os sentidos são produzidos de modo dialógico e dinâmico e articulam dimensões subjetivas, sociais e coletivas ao buscar descrever e explicar as diferentes vivências no cotidiano (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Iñiguez, 2004</xref>; M. J. <xref ref-type="bibr" rid="B36">Spink, 2010</xref>).</p>
			<p>O instrumento de pesquisa adotado foi a entrevista semiestruturada, porque possibilita uma relação dialógica marcada pela articulação e negociação de posicionamentos entre entrevistados e entrevistadores e pela produção de sentidos (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Aragaki, Lima, Pereira, &amp; Nascimento, 2014</xref>). A entrevista realizada com os pais foi orientada por quatro eixos temáticos: o parto; a preparação para o parto domiciliar; as ações desenvolvidas pelo participante durante todo o processo; o pós-parto. As questões da entrevista circularam em torno desses temas. Como estratégia complementar, as pesquisadoras utilizaram um diário de campo para registrar as impressões pessoais e os dados do contexto acerca das entrevistas (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Batista, Menegon, &amp; Bernardes, 2014</xref>).</p>
			<p>O estudo foi autorizado pelo protocolo nº 746.170/2014/CAAE: 33567114.0.0000.5390, emitido pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP). Todos os participantes leram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e os dados que pudessem identificar os participantes foram suprimidos, sendo fictícios os nomes utilizados.</p>
			<p>Foram entrevistados cinco homens, de 26 a 43 anos, que participaram do trabalho de parto e do parto domiciliar de seus filhos. Deles, quatro tinham concluído e um estava cursando o ensino superior, sendo que dois já tinham pós-graduação. Quanto ao estado civil, dois eram casados e três eram solteiros vivendo em regime de união estável, dois dos quais reconheceram a união em cartório. Os entrevistados residiam em diferentes bairros do município de São Paulo. Quanto ao regime de trabalho, três tinham vínculo empregatício fixo e dois, esporádicos. A renda familiar variou entre até três salários mínimos e mais que três salários mínimos. Três deles declararam ter outros filhos, mas apenas um participou do parto domiciliar de dois deles.</p>
			<p>A pesquisa foi realizada no período de maio de 2015 a setembro de 2016; todas as entrevistas, realizadas nos domicílios dos participantes, foram gravadas e posteriormente transcritas. O recrutamento dos participantes foi possível através do contato com uma equipe de obstetrizes que realiza partos domiciliares no município de São Paulo; após identificados, eles foram contatados e todos aceitaram participar voluntariamente.</p>
			<p>A análise discursiva privilegiou o uso de mapas dialógicos porque eles permitem dar visibilidade ao contexto, ao processo de produção de sentidos e ao modo como as pessoas descrevem o mundo em que vivem (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Nascimento, Tavanti, &amp; Pereira, 2014</xref>). Assim, a análise teve início com a escuta atenta das entrevistas e a leitura das transcrições. A partir daí, foram identificados três temas: a preparação para o parto: expectativas e aprendizagens; o enfrentamento dos preconceitos contra o parto domiciliar; a participação no parto e no pós-parto. Esses temas constituíram as colunas do mapa dialógico, dentro das quais as transcrições de cada entrevista foram colocadas integralmente, em respeito à ordem em que o discurso foi proferido e incluídas as questões formuladas pelas entrevistadoras, o que possibilita entender o contexto dialógico de produção dos sentidos. Para cada entrevista foi construído um mapa.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>Resultados e discussão</title>
			<sec>
				<title>A preparação para o parto: expectativas e aprendizagens</title>
				<p>O parto e o nascimento são eventos do cotidiano sobre os quais se constroem sentidos. Como nos centros urbanos do Brasil, há muitas décadas, o parto ocorre predominantemente nos hospitais, os participantes da pesquisa tiveram que desconstruir os modos como entendiam o evento e construir novos sentidos para o parto que ocorre no domicílio. Dois deles se referem ao fato de que antes dessa experiência não haviam pensado sobre o local do parto e justificaram que essa não é uma questão muito presente no universo masculino:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>É feminino</italic>, <italic>é coisa de mulher, é coisa de mulher. Então, por exemplo, isso está endêmico. Faz parte do homem brasileiro, né</italic>? (Raimundo)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>Tinha, mas na verdade eu nunca parei pra pensar assim, nesse momento, do nascimento, do parto, pra gente, vai ganhar bebê? “Ah, é no hospital!”, homem nunca nem ouve, mulher, já ouve falar em parto natural, parto em casa; homem não, homem não tem ouvido pra essas coisas.</italic> (Vitor)</p>
				</disp-quote>
				<p>Nos relatos, fica evidente que os repertórios interpretativos por eles utilizados restringem o parto a assunto de mulher e a um tipo de conversa da qual os homens não participam. Repertórios são o conjunto de termos, conceitos e figuras de linguagem que possibilitam a construção de sentidos e de versões (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Potter &amp; Wetherell, 1987</xref>). Os repertórios sobre parto podem ser situados no que M. J. <xref ref-type="bibr" rid="B36">Spink (2010</xref>) denomina tempo longo, que consiste em assumir que há uma longa história de circulação de repertórios, os quais se mantêm vivos nas produções culturais e podem ser reativados nos processos de produção de sentidos. <xref ref-type="bibr" rid="B15">Hotimsky e Alvarenga (2002</xref>), em sua pesquisa sobre as escolhas das mulheres acerca dos acompanhantes no parto, afirmam que nas classes populares, a escolha de outras mulheres como acompanhantes estava associada à noção de que elas têm saberes incorporados, que podem ser encarnados devido às experiências de partos anteriores. Porém essas escolhas também aparecem associadas às noções de pudor feminino, outro aspecto que mantém os homens afastados da cena do parto.</p>
				<p>Esses repertórios têm sido atualizados por um movimento que enfatiza a biologização do parto e do nascimento e retoma a divisão tradicional dos papéis de gênero. Trata-se de uma corrente de pensamento que entende o parto/nascimento como um evento fisiológico, no qual são primordiais a condição mamífera das mulheres e seus hormônios, o que motiva a presença dos pais na cena do parto a ser vista como um impedimento para a plena descarga hormonal (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Odent, 1981</xref>). Concordamos com <xref ref-type="bibr" rid="B3">Badinter (2011</xref>), que toma essa leitura como reducionista, machista e promotora da volta das mulheres ao universo doméstico, afastando os homens do cuidado com filhos/as. Além disso, é uma leitura que exclui as dimensões psicológicas, sociais e culturais do nascimento.</p>
				<p>Antônio, um dos entrevistados, referiu-se a uma imagem do nascimento que visualizava muito antes de estar prestes a ter um filho. Ou seja, teve que desconstruir imagens e sentidos para o parto quando decidiu, com sua companheira, pelo parto domiciliar:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>Eu planejava, sempre quis, com certeza, ter filhos, mas bem lá na frente. Então, eu imaginava… imaginava eu lá no hospital: ia estar do lado de uma enfermeira, ia passar mal, cair, ela ia me ajudar…</italic> aí ia acordar com tudo certinho, o <italic>nenezinho limpinho, e nem me passava pela cabeça participar, de fato, do processo, né? E é totalmente diferente: no parto domiciliar você tem que participar ativamente né?!</italic> (Antônio)</p>
				</disp-quote>
				<p>Os participantes da pesquisa tomaram conhecimento do parto domiciliar através de suas companheiras; nos cinco casos, foram as mulheres que lhes apresentaram essa possibilidade e expressaram o desejo de realizar o parto em seus domicílios. Os estudos internacionais descreveram essa mesma dinâmica em relação à escolha do local de parto, pois os autores apontam que a escolha pelo parto domiciliar foi feita pelas mulheres e os parceiros apoiaram essa decisão, respeitando os desejos delas, embora alguns tivessem reservas quanto a um parto em casa (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Jouhki et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Lindgren &amp; Erllandsson, 2011</xref>).</p>
				<p>Os participantes da pesquisa buscaram informações para entender o processo, referindo-se às conversas que tiveram com suas companheiras, bem como a livros, vídeos, encontros de casais grávidos e diálogos com profissionais amigos, como afirmam Romão, Raimundo e Antonio:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>Procurei assim: vi alguns vídeos, ela sempre compartilhou bastante material nesse sentido.</italic> (Romão)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>Fui ler, fui estudar, fui perguntar,.</italic>.. <italic>eu conversei com a parteira. É a questão da informação.</italic> (Raimundo)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>Ela colocava pra eu ver, né? Colocava lá no YouTube e falava: “Vem aqui assistir um vídeo de parto” ... Aí começava a embrulhar o estômago, perdia a fome, ela me dava alguns livros, a gente começou a ir a encontros de gestantes também. Acho que facilitou bastante e, aí, eu fui ganhando segurança..</italic>. <italic>E, a partir do momento que tudo é novidade, dá uma insegurança, né?</italic> (Antônio)</p>
				</disp-quote>
				<p>É interessante observar que ao aceitar a escolha das mulheres pelo parto domiciliar, os pais prepararam-se ativamente para o evento. Essa estratégia parece ter uma dupla função: por um lado, o parto domiciliar passa a ser um projeto comum do casal; por outro, parece amenizar as ansiedades e as incertezas relacionados a esse evento.</p>
				<p>Três dos participantes da pesquisa se referiram explicitamente a dúvidas e temores acerca da possibilidade de acontecimentos imprevistos com a saúde da mulher e do bebê, com os quais eles não conseguiram lidar num ambiente extra-hospitalar:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>O meu medo era de acontecer alguma coisa com elas e a gente não ter preparo aqui. Esse era meu medo! Porque era essa a minha preocupação: “Se acontece alguma coisa, o que eu faço?”</italic>. (Antônio)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>Ah, preocupação acho que ela sempre vai… não, não sei, mistura um pouco as coisas, ansiedade, um pouco de medo.</italic> (Romão)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>Minha pergunta pra ela foi: e se der algum problema?</italic> (Raimundo).</p>
				</disp-quote>
				<p>Para eles, foi fundamental conversar com a equipe e com as companheiras para se certificarem de que dispunham de todo o equipamento necessário para lidar com emergências, além de um hospital de referência para uma possível transferência:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>Tinha, um plano: a gente ia pro São Camilo, né? É aqui pertinho..</italic>. <italic>Tinha uma médica. Se acontecesse alguma coisa, a gente ia pro hospital com essa médica.</italic> (Antônio)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>Se der algum problema.</italic>.. [a obstetriz] <italic>falou</italic>: “<italic>Tem um hospital que você indica assim, assim, assim”. Tem uma dinâmica</italic>. (Raimundo)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>Então eu não fiquei tão preocupado nesse sentido de acontecer alguma coisa, algum problema, a gente teve o suporte também necessário</italic> [tinha as obstetrizes], <italic>então a gente tinha o suporte, tinha os materiais que eram necessários para o momento, estava tranquilo.</italic> (Romão)</p>
				</disp-quote>
				<p>Além da garantia de uma equipe hospitalar de referência e dos equipamentos necessários para atender uma eventual emergência, os vínculos de confiança e a orientação oferecida pela equipe de obstetrizes foram fundamentais para diminuir os temores em relação ao parto no ambiente extra-hospitalar. Estudos têm demonstrado que a orientação da equipe de saúde para o acompanhante é fundamental para que ele amplie suas formas de participação no parto (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Motta &amp; Crepaldi, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Oliveira &amp; Silva, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Souza &amp; Benetti, 2009</xref>).</p>
				<p>Na pesquisa realizada por <xref ref-type="bibr" rid="B17">Jouhki et al. (2015</xref>) sobre os partos domiciliares, os pais verbalizaram que sofreram ao pensar na possibilidade de a esposa ou o bebê morrerem devido à ampliação dos riscos de partos realizados fora do contexto hospitalar. Os pais participantes da nossa pesquisa não expressaram claramente esse temor e falaram somente de modo geral sobre a possibilidade de acontecer algo nesse sentido. Isso ocorreu provavelmente porque em nossa cultura, a morte ainda é vista como um tabu sobre o qual é difícil falar abertamente, mesmo quando é somente uma possibilidade.</p>
				<p>Para os participantes da pesquisa, o parto domiciliar foi uma experiência gratificante e de muitas aprendizagens. Eles afirmam que inicialmente foi uma escolha de suas companheiras e que elas lhes apresentaram essa possibilidade, iniciando, de certo modo, um processo de socialização dos pais sobre o parto domiciliar, por meio da apresentação de novos repertórios sobre o parto e o nascimento. Ao longo da gestação, a escolha passou a ser também deles, que participaram ativamente no planejamento do parto, em preparação para o evento.</p>
				<p>Quanto à participação/envolvimento do homem/pai no processo de parto e nascimento, alguns autores comentam que a hospitalização do parto e sua transformação em um evento médico podem dificultar o envolvimento afetivo dos pais e sua participação no parto (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Piccinini, Silva, Gonçalves, Lopes, &amp; Tudge, 2004</xref>). Por outro lado, outras pesquisas, realizadas em contextos institucionais, acerca da presença dos pais na sala de parto apontaram que eles se instruíram durante a gestação, buscando informações na internet e assistindo a vídeos que pudessem prepará-los para o momento do nascimento e para apoiarem as mulheres (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Oliveira &amp; Silva, 2012</xref>). Isso vem ao encontro das afirmações de <xref ref-type="bibr" rid="B1">Antunes, Pereira, Vieira e Lima (2014</xref>), segundo os quais, apesar de os pais perceberem a vivência do parto como um momento de bastante sofrimento, tensão, emoção e medo, tal evento pode propiciar uma oportunidade de lidar com esses sentimentos e emoções, facilitar a aproximação das mulheres e ressignificar os papéis tradicionalmente atribuídos à paternidade.</p>
				<p>No entanto, <xref ref-type="bibr" rid="B40">Teixeira, Souza de Sá e Arrais (2009</xref>) apontam que além da necessidade de fomentar o envolvimento dos homens/pais no cenário do parto, é fundamental educar as/os profissionais de saúde acerca da importância da presença do acompanhante de livre escolha da mulher durante o trabalho de parto, parto e pós-parto, pois ainda há muitas resistências à presença do acompanhante em todo o período de internação no cenário hospitalar.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec>
			<title>Enfrentando os preconceitos contra o parto domiciliar</title>
			<p>O parto domiciliar planejado ainda é pouco conhecido no Brasil, e os casais que optam por ele frequentemente sofrem discriminações e críticas. Na pesquisa, todos os participantes disseram ter se defrontado com o desconhecimento acerca da possibilidade de realizar um parto no domicílio. Isso provavelmente ocorreu porque, em suas famílias, os entrevistados passaram a constituir a primeira geração que escolheu o domicílio como local para o nascimento. É interessante observar que os familiares mais próximos e íntimos expressaram claramente que entendiam o parto como um evento arriscado, que necessita de hospitalização e muitas tecnologias, e, portanto, é preocupante. Nesse contexto, uma das atitudes que eles assumiram foi parar de tentar explicar e negociar com as pessoas que eram contrárias ao parto domiciliar:</p>
			<disp-quote>
				<p><italic>Ela</italic> [a avó paterna] <italic>falava que era loucura: “deixa disso, isso é coisa de gente antiga”. Hoje em dia você tem que ir em hospital, você tem tecnologia.</italic> (Vitor)</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p><italic>Minha mãe, no princípio a gente falou e ela: “Nossa, não, vocês são malucos, é muito arriscado!”. Meu irmão é todo certinho, sabe? “Cara, você está maluco, pelo amor de Deus, não faz isso!”. Tem um amigo bem próximo no trabalho, o pai dele era médico, e eu comentei com ele. A</italic>í, no dia seguinte, ele me chamou e falou: <italic>“Antonio, meu pai pediu pra eu te avisar pra não fazer nenhuma loucura”. E toda semana ele abordava o assunto: “Você não vai fazer, né? Meu pai falou que é muito perigoso”. E continuou, até que eu falei: “Não vou fazer!”.</italic> (Antônio)</p>
			</disp-quote>
			<p>Os preconceitos, medos e as resistências que os pais encontraram entre os amigos e familiares, quando falavam sobre a escolha pelo parto domiciliar, estão associados à noção amplamente disseminada de que os partos requerem hospitalização e medicalização. <xref ref-type="bibr" rid="B7">Castro (2015</xref>), em sua pesquisa com mulheres que optaram por partos domiciliares, relata que elas também sofreram muitas resistências, sendo chamadas de “loucas”. No estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B21">Lindgren e Erlandsson (2011</xref>), os pais relataram que tiveram que lidar com seus próprios sentimentos relacionados ao fato de serem diferentes em comparação com as formas convencionais de se tornar pai. A pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B17">Jouhki et al. (2015</xref>) também apontou que os pais ficaram profundamente magoados com as pessoas que julgaram suas escolhas e condenaram o parto domiciliar.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Participando do parto e do pós-parto</title>
			<p>Para que o parto aconteça em casa, é necessário um amplo planejamento, que inclui ajustes no espaço físico, aquisição de alguns materiais e utensílios e até a adoção de algumas providências específicas. Então, para alguns, esse processo começou, no planejamento, com a compra de materiais e testes de funcionamento de alguns deles para assegurar que tudo estava funcionando:</p>
			<disp-quote>
				<p><italic>Foi até uma diversão, a gente encontrar uma piscina e preparar o ambiente. Não só a piscina, é tentar deixar o ambiente mais tranquilo</italic>. (Romão)</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p><italic>Uma semana antes,.</italic>.. <italic>montar banheira, ligar. Até colocar a mangueira, a água… A gente fez o teste,.</italic>.. <italic>pode ficar ali. Então a gente preparou todo o ambiente pra chegar na hora e não ficar aquele: o que é que faz com isso aqui?</italic> (Raimundo)</p>
			</disp-quote>
			<p>Os pais relataram ter participado do processo desde o início, alguns deles assumindo o papel de anfitrião, provedor e cuidador, focados em organizar a casa, receber a equipe e cuidar para que tudo acontecesse como planejado:</p>
			<disp-quote>
				<p><italic>Eu fiquei dividido, um pouco eu cuidava</italic> [dela]<italic>, um pouco eu conversava, fazia um suco e tal, sabia que o processo ia ser demorado.</italic> (Vitor)</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p><italic>Então, tudo o que era necessário fazer enquanto função prática, eu fui fazendo aleatoriamente ou, às vezes, até a pedidos</italic> [das obstetrizes].<italic>.. Então, num primeiro momento, eu subi e fui encher a piscina. Isso era duas horas da manhã. E, assim, uma outra energia que eu sentia também era a energia de guardião, de ser o dono da casa, recebendo as pessoas pra que minha filha nascesse, sabendo que minha mulher não tinha condições nenhuma de receber ninguém. E eu estava com essa sensação de guardião mesmo, de estar disponível a todos.</italic> (Inácio)</p>
			</disp-quote>
			<p>Alguns pais participaram intensamente do processo, numa relação íntima e corporal com as companheiras, inclusive no momento do parto:</p>
			<disp-quote>
				<p><italic>Dentro do possível tentava acalmá-la, fazendo respiração para ela tentar acompanhar a respiração, algum tipo de carinho, gesto.</italic> (Romão)</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p><italic>É, ela sentou entre as minhas pernas e aí a</italic> [parteira] <italic>ficou de prontidão, né? Esperando e, aí, ele nasceu. Quando ele nasceu eu senti ele escorregando nas pernas, senti o calor interno da mulher e já vi o bebê na mão</italic> [da parteira]<italic>.</italic> (Vitor)</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p><italic>Eu lembro que eu apertava a perna</italic> [dela] <italic>e pensava comigo: “Vai nascer, vem”. E, quando a bolsa estourou, segundos antes de nascer, eu falei: “Olha, tá saindo, tá saindo”, e eu apertando</italic> [a perna dela]<italic>. Tanto é que nas fotos parece que eu tô machucando a perna dela.</italic> (Inácio)</p>
			</disp-quote>
			<p>Todos relataram que vivenciaram emoções intensas ao longo do processo, sendo que dois pais disseram ter chorado ao final do parto. Todos cortaram o cordão umbilical, uma experiência muito marcante para alguns deles:</p>
			<disp-quote>
				<p><italic>E ela pegou</italic> [a bebê] <italic>e aí veio o choro, o grito: “Nasceu, amor, nasceu!”. E choro pra lá e grito pra lá, enfim.</italic> (Inácio)</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p><italic>Eu despenquei..</italic>. <italic>Isso não estava combinado, né? A obstetriz olhou pra mim e falou: “Você quer</italic> [cortar o cordão]<italic>?” E eu falei: “Quero, quero!” Muito legal… Me senti bem e me senti assim, era uma coisa que eu deveria ter planejado fazer, e, se não fosse</italic> [ela] <italic>falar na hora... a emoção era tão grande que ia passar batido. E é um negócio que me marcou.</italic> (Antônio)</p>
			</disp-quote>
			<p>A possibilidade de participar ativamente do parto foi importante para os participantes, que sentiram estar apoiando, trocando afeto com suas companheiras e seus/suas filhos/as. Todos parecem ter superado as noções tradicionais de que o parto é um evento feminino e passaram a vê-lo como um acontecimento enriquecedor afetivamente para os homens, um dos modos de exercer a paternidade. A pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B17">Jouhki et al. (2015</xref>) encontrou resultados similares aos nossos: os pais relataram ter participado do parto domiciliar física e emocionalmente. Eles se dedicaram a apoiar as mulheres durante o trabalho de parto e pós-parto, o que significava estar presente e a postos para atender às demandas delas. Assumiram também o papel de donos da casa, além da responsabilidade pela organização do ambiente, como a preparação da piscina e, em alguns casos, até a realização de pequenas reformas. Além disso, eles relataram ter sido uma experiência emocionalmente muito forte e alguns deles, apesar de ter se passado muito tempo, ainda se emocionavam ao falar do parto.</p>
			<p>Todos se referiram ao parto domiciliar como uma experiência intensa afetiva e fisicamente, ao final da qual estavam exaustos. Alguns dormiram quase imediatamente; outros, apesar do cansaço, não conseguiram descansar:</p>
			<disp-quote>
				<p><italic>Eu estava cansado. A noite toda, né? Mas depois passou também. Fiquei o dia todo acordado, não dormi</italic>. (Vitor)</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p><italic>Um alívio, né? Uma sensação de alívio. Estava tudo bem, ela tinha nascido, aí eu consegui, desmaiei, desmaiei literalmente. Deitei na cama com ela.</italic> (Antônio)</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p><italic>É lindo, mas é intenso. Queria</italic> [dormir], <italic>mas não conseguia, a gente ficou 24</italic> [horas] <italic>de parto, mais o outro dia, acho que a gente ficou umas 50 horas virado. Porque eu estava na adrenalina.</italic> (Romão)</p>
			</disp-quote>
			<p>Apesar de cada um, a seu modo, ter participado do parto, alguns afirmaram que gostariam de ter se preparado melhor, em busca de um envolvimento ainda mais ativo. É o que planejam, caso tenham mais filhos:</p>
			<disp-quote>
				<p><italic>Eu não imagino</italic> [o próximo parto] <italic>no hospital, mas acho que eu teria que me preparar ainda,.</italic>.. <italic>e agora acho que eu teria mais: “Oh, a gente vai fazer desse jeito”. Me colocaria mais, sabe? Acho que eu fui muito passivo nesse</italic>. (Antônio)</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p><italic>Eu não estava esperando esse processo, esse trabalho de força que é a parte da contração mais forte, tão longo. Eu achei que seria menor. Então, eu não estava preparado para isso, sinceramente..</italic>. <italic>Com relação ao parto normal, eu preciso me preparar um pouco mais..</italic>. <italic>Não sei, tem momentos que eu achei superlindo, e realmente é. Mas eu acho que você tem que estar preparado, porque é muita emoção ali e próxima, e você é um participante da cena. Então você tem que estar preparado.</italic> (Romão)</p>
			</disp-quote>
			<p>O domicílio possibilita a presença de outras pessoas durante todo o processo, mas essa foi uma escolha que variou muito entre os casais. Romão e sua companheira optaram por não ter ninguém além da equipe de obstetrizes. No caso de Raimundo, o casal escolheu uma amiga da mulher para acompanhar o processo. Na casa de Antônio estavam a mãe e uma amiga de sua companheira. No caso de Vitor, no primeiro parto estava presente uma irmã de sua companheira e no segundo, somente a equipe de obstetrizes. Inácio e a companheira contaram com a ajuda da mãe e do padrasto dela, chamados para dar apoio à filha mais velha do casal. A relação com a família e os amigos está permeada por todas as conversas e negociações anteriores ao parto domiciliar, mas todos disseram ter telefonado para as pessoas mais próximas logo após o nascimento.</p>
			<p>É interessante observar que os pais vivenciam, no pós-parto, muitas emoções e buscam elaborar e consolidar os sentidos produzidos para todo o processo do parto, ao mesmo tempo em que já estão envolvidos numa outra tarefa muito intensa, que é cuidar de um recém-nascido:</p>
			<disp-quote>
				<p><italic>Foi uma coisa muito bonita, tanto é que eu chego na varanda, que foi onde ela nasceu, vira e mexe vêm flashes da hora, do segundo que ela nasceu. Não só de quando ela nasceu, mas de todo o movimento que aconteceu naquela noite, por ter essa observação de que era o universo pulsando pra que ela viesse ao mundo E foi muito bonito, realmente foi a experiência mais bonita e mais maravilhosa da minha vida, real, crua, uma coisa verdadeira. O pai tem que estar presente desde o primeiro momento, e por toda a vida ele tem que estar ali do lado</italic>. (Inácio)</p>
			</disp-quote>
			<p>É interessante observar que os participantes da pesquisa se referem ao parto como um momento de vivências afetivas intensas e que entendem que, ao participar do processo de planejamento e de parto, já iniciaram o exercício da paternidade.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>A pesquisa permitiu reconhecer que, na contemporaneidade, há homens que desejam vivenciar as emoções e os afetos da parentalidade durante todo o trabalho de parto e que, para eles, participar ativamente desse processo é uma experiência enriquecedora.</p>
			<p>Inicialmente, os participantes não sabiam muito sobre o parto domiciliar, mas, ao longo da gestação e do processo de planejamento do parto, aprenderam e produziram sentidos que lhes permitiram participar ativamente. Assim, podemos dizer que os homens/pais participaram de diversos modos, preparando o ambiente e garantindo todas as condições materiais para que o parto ocorresse. Participaram afetiva e fisicamente, dizendo palavras encorajadoras, abraçando, massageando, dando suporte corporal para as mulheres durante as contrações e no parto, cortando o cordão umbilical dos/as bebês. Participaram também no pós-parto reorganizando a casa, deitando-se ao lado das companheiras e dos/as bebês.</p>
			<p>O parto domiciliar planejado configura-se como uma oportunidade para que os pais participem ativamente do processo de nascimento. Especificamente nesse caso, três fatores parecem ter contribuído para isso: o primeiro foi a disponibilidade dos casais para realizarem juntos o parto domiciliar e compartilharem informações desde o princípio; o segundo, o vínculo com os/as profissionais que acompanharam o parto e nascimento. Esse vínculo foi construído ao longo do pré-natal, quando eles/as tiveram a preocupação de orientar os casais sobre os padrões de segurança estabelecidos para os partos de baixo risco, explicar e esclarecer todas as dúvidas dos pais, bem como desenvolver ações de cuidado e suporte emocional à parturiente, ao companheiro/a e às/aos bebês. O terceiro fator é que o ambiente domiciliar proporciona maior controle da situação por parte das mulheres e dos homens, já que elas têm liberdade de ir e vir durante o trabalho de parto, escolhendo o local e a posição, bem como o que comer e beber. Além disso, o casal decide quem serão as pessoas presentes durante o processo.</p>
			<p>Portanto acreditamos que é importante avançar em pesquisas sobre os partos domiciliares planejados no campo da psicologia a fim de ampliar a discussão sobre as múltiplas dimensões desse evento e as repercussões psicossociais da participação dos homens/pais neste momento.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
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				<element-citation publication-type="journal">
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					<year>2014</year>
					<article-title>Presença paterna na sala de parto: expectativas, sentimentos e significados durante o nascimento</article-title>
					<source>Revista de Enfermagem da UFSM</source>
					<volume>4</volume>
					<issue>3</issue>
					<fpage>536</fpage>
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					<label>*</label> Corresponding address: <email>jac@usp.br</email>
				</corresp>
			</author-notes>
			<abstract>
				<title>Abstract</title>
				<p>This article reports the results of a research on how fathers perceive and participate in home births. For that, five men who participated in the home birth of their children underwent a semi-structured interview, whose content was analyzed by means of discourse analysis. The results indicate that, despite the prejudices against home birth faced by these men, they actively participated in childbirth and postpartum. From the male perspective, home birth is an enriching experience that increase men’s participation and widen the exercise of paternity during the whole process.</p>
			</abstract>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>paternity</kwd>
				<kwd>home birth</kwd>
				<kwd>men</kwd>
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			<sec sec-type="intro">
				<title>Introduction</title>
				<p>In Brazil, there was a gradual process of devaluation of women’s ability to give birth, of the home as an appropriate place for birth and of the work performed by midwives (M. J. <xref ref-type="bibr" rid="B35">Spink, 2003</xref>). Currently, delivery and birth are basically a hospital event, which requires biomedical technologies. Medicalization was preceded and supported by the emergence of medical specialties, such as obstetrics, gynecology, embryology and genetics, which introduced the normative hygienist principles to families, in a continuum that begins in reproductive processes and extends to the moment of birth (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Barbiani, Junges, Asquidamine, &amp; Sugizaki, 2014</xref>).</p>
				<p>One of the effects of this process was the exclusion of men and family members from the birth scene in general. In recent decades, one was able to observe a set of ideas, public policies and social movements that seek to retake the role of women and heteroparental or homoparental families in childbirth and birth. The professional discourse and the precepts that guide some public health policies advocate for the reinsertion of men in the context of childbirth and birth, although there is much to be done in this field of health practices (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Caires &amp; Vargens, 2012</xref>). On the other hand, as <xref ref-type="bibr" rid="B41">Tornquist (2002</xref>) and <xref ref-type="bibr" rid="B3">Badinter (2011</xref>) point out, in the fight strategies to overcome the medicalization and fragmentation process present in obstetric practices, often activists and theorists have taken positions that privilege naturalistic and physiological conceptions, reducing childbirth and birth to the biological dimension. In this current of thought, there is an emphasis on the mammalian dimension of humans during childbirth and an exclusion of everything that can “hinder” the physiological relationship between mother and baby (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Odent, 1981</xref>). This perspective reinforces the exclusion of men from the birth and birth scene and the gender stereotypes based on biology.</p>
				<p>The conception of labor and birth as a family event has been one of the arguments of families living in urban areas for choosing the home as the place of birth, despite the large offer of hospital structure (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Feyer, Monticelli, &amp; Knobel, 2013</xref>). One of the factors influencing the choice of planned home birth is the guarantee of fathers’ participation in the birth scene (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Collaço et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Koettker, Brüggemann, &amp; Dufloth, 2013</xref>). As a counterpoint to the historical discussions in Brazil about the importance of safety conditions and access to health equipment, the choice of the extra-hospital environment is a possibility to bring this event closer to the family, considering it a social/cultural event that should be lived according to the principles of safety, but which, at the same time, enables the protagonism and comfort of the people involved (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Castro, 2015</xref>).</p>
				<p>Brazilian public policies recognize the importance of valuing paternity and the participation of men in the birth and birth scene. The National Policy for Integral Attention to Men’s Health (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Ordinance no. 1944/2009</xref>) included paternity as an aspect to be valued in the proposition of sexual and reproductive health actions for men. The Rede Cegonha strategy (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Ordinance no. 1.459/2011</xref>), also mentions the importance of the participation of men in the process of pregnancy and childbirth. As for the people present at the birth scene, the Companion Law (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Law no. 11.108/2005</xref>) guarantees the woman’s right to choose who can be by her side during all the labor, delivery and postpartum period. However, its implementation is still configured as a challenge for the management of health services, whether public or private, since there are numerous obstacles placed for, in fact, women to enjoy this right. Often, despite the woman’s desire, this possibility of choice does not materialize, as many hospitals and maternity hospitals did not adapt their physical structure to ensure the presence of male companions throughout the process.</p>
				<p>Unfortunately, there is still no systematization of records on the number of planned home births in most Brazilian municipalities. However, in the city of São Paulo, notification of this type of delivery has occurred since 2009, through monitoring of live birth certificates filled out and signed by self-employed health professionals registered with the Municipal Health Department. These records demonstrate that, comparing the year 2018 to 2009, there was a 304% increase in the number of planned home births in the city (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, 2019</xref>).</p>
				<p>The process of construction of paternity is marked by individual histories, social and cultural conceptions of a given time and the moment in life in which paternity occurs. Thus, becoming a father involves a multiplicity of feelings that permeate pregnancy, childbirth and the daily life after the baby is born. During this entire period, the man is called to assume a new attitude in intra- and extra-family relationships. The expectation is that they participate in the care of the woman/pregnant woman and, later, the child. In this phase of transition to fatherhood, its role is redefined and, nowadays, it must overcome the hegemonic model, according to which men were responsible for providing for the needs of the home, considering the socioeconomic dimension, reaching the affective/emotional, relational and social. These experiences promote profound changes in your way of seeing yourself and the world. <xref ref-type="bibr" rid="B19">Krob, Piccinini and Silva (2009</xref>) and <xref ref-type="bibr" rid="B22">Moraes and Granato (2016</xref>) comment that pregnancy can be configured for men/parents as an emotionally intense period, marked by ambivalent feelings of joy, concern and anxiety, which can influence the way they deal with the situations that arise in the care relationships with the child and with the woman/mother, and characterizes this period of transition to fatherhood as a phase of expectations and feelings that involve the father-mother-infant triad.</p>
				<p>Pregnancy and the expectation of the arrival of a child have been discussed as transforming events that place men in front of a multiplicity of psychological challenges. In the literature, paternity is identified as one of the developmental milestones in men’s lives (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Condon, Boyce, &amp; Corkindale, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Souza &amp; Benetti, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B43">Waldvogel &amp; Ehlert, 2016</xref>). However, most studies on the presence of fathers in the birth scene focus on women’s perceptions and feelings about caregivers, most often in maternity and birth centers (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Dodou et al., 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Hodnett, Gates, Hofmeyr, &amp; Sakala, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Holanda et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Pinheiro &amp; Bittar, 2012</xref>). The inclusion of men/fathers in the birth scene is seen by health professionals as a way of recognizing that they may be involved in caring for their children from the first moments of life (<xref ref-type="bibr" rid="B42">Villalón, Toro, Riesco, Pinto, &amp; Silva, 2014</xref>).</p>
				<p>In the national and international literature in the field of health and psychology, we find few references regarding the perspective of parents on home births. According to <xref ref-type="bibr" rid="B10">Cursino and Benincasa (2020</xref>), this event is still little studied in Brazil. In their study, <xref ref-type="bibr" rid="B17">Jouhki, Suominen and Åstedt-Kurki (2015</xref>) sought to understand the home birth experience of 11 Finnish fathers. They report that fathers supported the women and shared responsibility for helping them in the home birth process, which culminated in a challenging experience charged with strong emotions that intensified family bonds.</p>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B21">Lindgren and Erlandsson (2011</xref>) studied the experience of Swedish parents with home birth and concluded that women decide the type of birth and they adhere to that choice. However, despite feeling that this experience strengthens the paternal role, they suffer from the unconventional option of birth. <xref ref-type="bibr" rid="B39">Sweeney and O’Connell (2015</xref>), in a qualitative study with Irish parents, found that men benefit emotionally from positive childbirth experiences and that this experience can strengthen the relationship between the couple.</p>
				<p>Delivery and birth, from the perspective of social constructionist psychology, are understood as an experience in which it is impossible to dissociate the biological, social and cultural aspects that constitute them. Thus, in the process of producing meanings of this experience, these three dimensions are closely articulated and appear in discourses about childbirth. In this approach, experiences, discursive practices and daily interactions enable the production of meanings, understood here in the sense proposed by <xref ref-type="bibr" rid="B37">Spink and Medrado (2000</xref>):</p>
				<disp-quote>
					<p>Meaning is a social construction, a collective enterprise, more precisely interactive, through which people - in the dynamics of historically dated and culturally located relationships - build the terms from which they understand and deal with the situations and phenomena around them. (p. 41)</p>
				</disp-quote>
				<p>Thus, this research seeks to build knowledge about the meanings produced by men/fathers who participated in their children’s home births. According to P. K. <xref ref-type="bibr" rid="B38">Spink (2003</xref>), by making something psychologically relevant and useful, we can contribute so that knowledge and ideas travel beyond disciplinary boundaries and that others can associate them with different ideas and possibilities within the process of collectivization of knowledge.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="methods">
				<title>Method</title>
				<p>This is a qualitative research guided by the constructionist perspective, which privileges discourses and recognizes the micro-social and political aspects involved in the process of construction and analysis of reality (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Rasera, Santos, &amp; Japur, 2016</xref>). The focus of the research was the meanings about the planned home birth and the modes of participation adopted by five men who went through this experience. Meanings are produced in a dialogical and dynamic way and articulate subjective, social, and collective dimensions when seeking to describe and explain different experiences in everyday life (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Iñiguez, 2004</xref>; M. J. <xref ref-type="bibr" rid="B36">Spink, 2010</xref>).</p>
				<p>The research instrument adopted was the semi-structured interview, as it allows for a dialogical relationship marked by the articulation and negotiation of positions between interviewees and interviewers and by the production of meanings (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Aragaki, Lima, Pereira, &amp; Nascimento, 2014</xref>). The interview carried out with the fathers was guided by four thematic axes: childbirth; preparation for home birth; the actions taken by the participant throughout the process; the postpartum. The interview questions were around these themes. As a complementary strategy, the researchers used a field diary to record personal impressions and context data about the interviews (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Batista, Menegon, &amp; Bernardes, 2014</xref>).</p>
				<p>The study was authorized by protocol no. 746,170/2014/CAAE: 33567114.0.0000.5390, issued by the Research Ethics Committee of the School of Arts, Sciences and Humanities of the University of São Paulo (EACH/USP). All participants read and signed the Informed Consent Form. The data that could identify them were suppressed, the names used being fictitious.</p>
				<p>Five men, aged 26 to 43, who participated in their children’s labor and home births were interviewed. Of them, four had completed and one was attending higher education, and two already had a postgraduate degree. As for marital status, two were married and three were single living in a stable union, two of which recognized the union in a notary’s office. Respondents lived in different neighborhoods in the city of São Paulo. As for the work regime, three had a fixed employment relationship and two were sporadic. Family income ranged from up to three minimum wages to more than three minimum wages. Three of them declared to have other children, but only one participated in the home birth of two of them.</p>
				<p>The research was conducted from May 2015 to September 2016; all interviews, carried out in the participants’ homes, were recorded and later transcribed. The recruitment of participants was possible through contact with a team of midwives who perform home births in the city of São Paulo; after being identified, they were contacted and all voluntarily agreed to participate.</p>
				<p>Discursive analysis favored the use of dialogic maps because they allow giving visibility to the context, the process of production of meanings and the way people describe the world in which they live (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Nascimento, Tavanti, &amp; Pereira, 2014</xref>). Thus, the analysis began with attentive listening to the interviews and reading the transcripts. From there, three themes were identified: preparation for childbirth: expectations and learning; confronting prejudices against home birth; participation in childbirth and postpartum. These themes constituted the columns of the dialogic map, within which the transcripts of each interview were placed in full, respecting the order in which the speech was delivered and the questions asked by the interviewers included, which makes it possible to understand the dialogic context of meaning production. A map was built for each interview.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="results|discussion">
				<title>Results and discussion</title>
				<sec>
					<title>Preparing for childbirth: expectations and learning</title>
					<p>Delivery and birth are everyday events on which meanings are built. Since childbirth, in urban centers in Brazil, has predominantly taken place in hospitals for many decades, the research participants had to deconstruct the ways in which they understood the event and build new meanings for childbirth that takes place at home. Two of them refer to the fact that before this experience they had not thought about the place of birth and justified that this is not a very present issue in the male universe:</p>
					<disp-quote>
						<p><italic>It’s feminine, it’s a woman’s thing, it’s a woman thing. So, for example, this is endemic. It’s part of the Brazilian man, right</italic>? (Raimundo)</p>
					</disp-quote>
					<disp-quote>
						<p><italic>I had, but actually I never stopped to think like that, about this moment, of birth, of childbirth, for us; like, are you going to have a baby? “Oh, it’s in the hospital!”, a man never even hears about it; a woman, she already hears about natural birth, birth at home; a man doesn’t, man has no ear for these things.</italic> (Vitor)</p>
					</disp-quote>
					<p>In the reports, it is evident that the interpretive repertoires used by them restrict childbirth to a woman’s subject and to a type of conversation in which men do not participate. Repertoires are the set of terms, concepts and figures of language that enable the construction of meanings and versions (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Potter &amp; Wetherell, 1987</xref>). Repertoires on childbirth can be located in what M. J. <xref ref-type="bibr" rid="B36">Spink (2010</xref>) calls long time, which is to assume that there is a long history of circulation of repertoires that remain alive in cultural productions and can be reactivated in the processes of production of meanings. <xref ref-type="bibr" rid="B15">Hotimsky and Alvarenga (2002</xref>), in their research on women’s choices about companions during childbirth, state that in popular classes, the choice of other women as companions was associated with the notion that they have incorporated knowledge, which can be embodied due to the experiences of previous births. However, these choices are also associated with notions of female modesty, another aspect that keeps men away from the birth scene.</p>
					<p>These repertoires have been updated by a movement that emphasizes the biologization of labor and birth and resumes the traditional division of gender roles. This is a current of thought that understands childbirth as a physiological event, in which the mammalian condition of women and their hormones are paramount, which motivates the presence of parents in the birth scene to be seen as an impediment to the full hormonal discharge (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Odent, 1981</xref>). We agree with <xref ref-type="bibr" rid="B3">Badinter (2011</xref>), who takes this reading as reductionist, sexist and promoting the return of women to the domestic universe, keeping men away from caring for their children. Furthermore, this is a reading that excludes the psychological, social and cultural dimensions of birth.</p>
					<p>Antônio, one of the interviewees, referred to an image of birth that he visualized long before he was about to have a child. In other words, he had to deconstruct images and meanings for childbirth when he decided, with his partner, for home birth:</p>
					<disp-quote>
						<p><italic>I planned, I always wanted, of course, to have children, but way ahead. So, I imagined… I imagined myself there at the hospital: I would be next to a nurse, I would feel sick, fall, she would help me… then I would wake up with everything right, the little clean baby, and it didn’t even occur to me to actually participate in the process, you see? And it’s totally different: in home births you have to actively participate, right?!</italic> (Antônio)</p>
					</disp-quote>
					<p>Research participants learned about home birth through their partners; in the five cases, it was the women who presented them with this possibility and expressed the desire to deliver in their homes. International studies have described this same dynamic in relation to the choice of place of birth, as the authors point out that the choice for home birth was made by women and the partners supported this decision, respecting their wishes, although some had reservations about a birth at home (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Jouhki et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Lindgren &amp; Erllandsson, 2011</xref>).</p>
					<p>Research participants sought information to understand the process, referring to conversations they had with their partners, as well as books, videos, meetings of pregnant couples and dialogues with professional friends, as stated by Romão, Raimundo and Antonio:</p>
					<disp-quote>
						<p><italic>This is how a searched: I saw some videos, she always shared a lot of material in this regard.</italic> (Romão)</p>
					</disp-quote>
					<disp-quote>
						<p><italic>I went to read, to study, I went to ask,... I talked to the midwife. It’s the issue of information.</italic> (Raimundo)</p>
					</disp-quote>
					<disp-quote>
						<p><italic>She put it on for me to see, right? She put it on YouTube and said: “Come here to watch a video of childbirth”... Then my stomach would turn over, I would lose my hunger, she would give me some books, we started going to meetings with pregnant women too. I think it made it a lot easier and, then, I gained security... And, from the moment that everything is new, it makes us feel insecure, right?</italic> (Antônio)</p>
					</disp-quote>
					<p>It is interesting to note that by accepting the women’s choice of home birth, the parents actively prepared for the event. This strategy seems to have a double function: on the one hand, home birth becomes a common project of the couple; on the other hand, it seems to ease the anxieties and uncertainties related to this event.</p>
					<p>Three of the research participants explicitly referred to doubts and fears about the possibility of unforeseen events with the health of the woman and the baby, which they were unable to deal with in an extra-hospital environment:</p>
					<disp-quote>
						<p><italic>My fear was that something would happen to them and we would not be prepared here. That was my fear! Because that was my concern: “If something happens, what do I do?”</italic>. (Antônio)</p>
					</disp-quote>
					<disp-quote>
						<p><italic>Ah, worry, I think it’s always going to… no, I don’t know, it mixes things up a bit, anxiety, a bit of fear.</italic> (Romão)</p>
					</disp-quote>
					<disp-quote>
						<p><italic>My question to her was: what if there’s a problem?</italic> (Raimundo)</p>
					</disp-quote>
					<p>For them, it was essential to talk to the team and companions to make sure they had all the necessary equipment to deal with emergencies, as well as a referral hospital for a possible transfer:</p>
					<disp-quote>
						<p><italic>There was a plan: we were going to São Camilo, right? It’s close by... There was a doctor. If something happened, we would go to the hospital with this doctor.</italic> (Antônio)</p>
					</disp-quote>
					<disp-quote>
						<p><italic>If there is any problem,...</italic> [the midwife] <italic>said</italic>: “<italic>There is a hospital you can point to like this, this, this”. It has a dynamic</italic>. (Raimundo)</p>
					</disp-quote>
					<disp-quote>
						<p><italic>So I wasn’t so worried about something happening, some problem, we also had the necessary support</italic> [we had the midwives], <italic>so we had the support, we had the materials that were needed for the moment, it was ok.</italic> (Romão)</p>
					</disp-quote>
					<p>In addition to guaranteeing a reference hospital team and the necessary equipment to attend to a possible emergency, the bonds of trust and the guidance offered by the midwifery team were essential to alleviate fears about childbirth in an extra-hospital environment. Studies have shown that the guidance of the health team to the companion is essential for them to expand their forms of participation in childbirth (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Motta &amp; Crepaldi, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Oliveira &amp; Silva, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Souza &amp; Benetti, 2009</xref>).</p>
					<p>In the research carried out by <xref ref-type="bibr" rid="B17">Jouhki et al. (2015</xref>) on home births, fathers expressed they suffered when thinking about the possibility of their wife or baby dying due to the increased risks of births performed outside the hospital context. Parents participating in our survey did not clearly express this fear and spoke only generally about the possibility of something happening in this regard. This is probably because in our culture, death is still seen as a taboo about which it is difficult to talk openly, even when it is only a possibility.</p>
					<p>For research participants, home birth was a rewarding experience and a lot of learning. They claim that it was initially a choice made by their partners and that they presented this possibility to them, starting, in a way, a process of socialization of fathers on home birth, through the presentation of new repertoires on childbirth and labor. Throughout the pregnancy, the choice also became theirs, who actively participated in the birth planning, in preparation for the event.</p>
					<p>As for the participation/involvement of the man/father in the delivery and birth process, some authors comment that the hospitalization of childbirth and its transformation into a medical event can hinder the affective involvement of parents and their participation in childbirth (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Piccini, Silva, Gonçalves, Lopes, &amp; Tudge, 2004</xref>). On the other hand, other research, carried out in institutional contexts, about the presence of parents in the delivery room indicated that they were instructed during pregnancy, seeking information on the internet and watching videos that could prepare them for the moment of birth and for supporting women (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Oliveira &amp; Silva, 2012</xref>). This is in line with the assertions of <xref ref-type="bibr" rid="B1">Antunes, Pereira, Vieira and Lima (2014</xref>), according to which, although parents perceive the experience of childbirth as a moment of great suffering, tension, emotion and fear, such an event can provide an opportunity to deal with these feelings and emotions, to facilitate the approach of women and to reframe the roles traditionally attributed to fatherhood.</p>
					<p>However, <xref ref-type="bibr" rid="B40">Teixeira, Souza de Sá and Arrais (2009</xref>) point out that, in addition to the need to encourage the involvement of men/parents in the birth scenario, it is essential to educate health professionals about the importance of the presence of a free choice companion of the woman during labor, delivery and postpartum, as there is still a lot of resistance to the presence of a companion throughout the hospitalization period.</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec>
				<title>Facing prejudice against home birth</title>
				<p>Planned home birth is still little known in Brazil, and couples who choose it often suffer discrimination and criticism. In the survey, all participants said they were faced with the lack of knowledge about the possibility of having a home birth. This probably happened because, in their families, the interviewees became the first generation who chose the home as the place of birth. It is interesting to note that the closest family members clearly expressed that they understood childbirth as a risky event, which requires hospitalization and many technologies, and, therefore, is worrying. In this context, one of the attitudes they took was to stop trying to explain and negotiate with people who were against home birth:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>She</italic> [the paternal grandmother] <italic>used to say that it was crazy: “let it go, this was something for the people of old”. Nowadays you have to go to a hospital, you have technology.</italic> (Vitor)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>My mother, at the beginning when we told her, she said: “Wow, no, you are crazy, this is very risky!”. My brother is very uptight, you know? “Man, you’re crazy, for God’s sake don’t do this!” There is a very close friend at work, his father was a doctor, and I mentioned it to him. Then, the next day, he called me and said: “Antonio, my father asked me to tell you not to do anything crazy”. And every week he broached the subject: “You’re not going to do it, are you? My father said it is very dangerous”. And it continued, until I said: “I won’t do it!”.</italic> (Antônio)</p>
				</disp-quote>
				<p>The prejudices, fears and resistance that parents encountered among friends and family when talking about the choice of home birth are associated with the widely held notion that childbirth requires hospitalization and medicalization. <xref ref-type="bibr" rid="B7">Castro (2015</xref>), in his research with women who opted for home births, reports that they also suffered a lot of resistance, being called “crazy”. In the study by <xref ref-type="bibr" rid="B21">Lindgren and Erlandsson (2011</xref>), parents reported that they had to deal with their own feelings about being different compared to conventional ways of becoming a parent. The research by <xref ref-type="bibr" rid="B17">Jouhki et al. (2015</xref>) also pointed out that parents were deeply hurt by people who judged their choices and condemned homebirth.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Participating in childbirth and postpartum</title>
				<p>For childbirth to take place at home, extensive planning is needed, which includes adjustments to the physical space, purchase of some materials and utensils and even the adoption of some specific measures. So, for some, this process started in planning, with the purchase of materials and testing the operation of some of them to ensure that everything was working:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>It was even fun, finding a pool and preparing the environment. Not only the pool, but trying to make the environment more peaceful</italic>. (Romão)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>A week before,... assembling the bathtub, connecting everything. Even putting the hose, the water... We did the test,... it can stay there. So we prepared the whole environment to arrive on time and not be like: what are you doing with this here?</italic> (Raimundo)</p>
				</disp-quote>
				<p>Parents reported having participated in the process from the beginning, some of them taking on the role of host, provider and caregiver, focused on organizing the house, receiving the team and making sure that everything happened as planned:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>I was divided, I took care of</italic> [her] <italic>a little, I talked a little, I made a juice and such, I knew the process would take a long time.</italic> (Vitor)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>So, everything that was necessary to do as a practical function, I did it randomly or, sometimes, even at the request</italic> [of the midwives].<italic>.. So, at first, I went up and filled the pool. That was two o’clock in the morning. And so, another energy that I also felt was the energy of a guardian, of being the owner of the house, receiving people so that my daughter could be born, knowing that my wife had no conditions whatsoever to receive anyone. And I had this sense of being a guardian, of being available to everyone.</italic> (Inácio)</p>
				</disp-quote>
				<p>Some parents participated intensely in the process, in an intimate and bodily relationship with their partners, including at the time of delivery:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>As much as possible I tried to calm her down, breathing so she could try to keep up with the breath, some kind of caress, gesture.</italic> (Romão)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>Yeah, she sat between my legs and then the</italic> [midwife] <italic>stood by, right? Waiting; and then he was born. When he was born I felt him slipping on my legs, I felt the woman’s internal heat and I’ve seen the baby in</italic> [the midwife’s] hand. (Vitor)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>I remember squeezing</italic> [her] <italic>leg and thinking to myself: “It’s going to be born, it’s coming”. And, when the bag burst, seconds before she was born, I said: “Look, it’s coming out, it’s coming out”, and I squeezed</italic> [her leg]<italic>. So much so that in the photos it looks like I’m hurting her leg.</italic> (Inácio)</p>
				</disp-quote>
				<p>All reported that they experienced intense emotions throughout the process, and two parents said they had cried at the end of the birth. All cut the umbilical cord, a very remarkable experience for some of them:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>And she took</italic> [the baby] <italic>and then the crying came, the cry: “It’s born, love, it’s born!”. And cry over there and scream over here, anyway.</italic> (Inácio)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>I went down... This was not agreed, right? The midwife looked at me and said, “Do you want to</italic> [cut the cord]<italic>?” And I said: “I do, I do!” It’s very nice… It felt good and I felt that way, it was something I should have planned on doing, and if</italic> [she] <italic>hadn’t been talking right away... the emotion was so great the chance was going to pass. And it’s something that has marked me.</italic> (Antônio)</p>
				</disp-quote>
				<p>The possibility of actively participating in the birth was important for the participants, who felt they were supporting, exchanging affection with their partners and their children. All seem to have overcome the traditional notions that childbirth is a female event and started to see it as an emotionally enriching event for men, one of the ways of exercising fatherhood. The research by <xref ref-type="bibr" rid="B17">Jouhki et al. (2015</xref>) found results similar to ours: fathers reported having participated in home birth physically and emotionally. They dedicated themselves to supporting women during labor and postpartum, which meant being present and ready to meet their demands. They also assumed the role of owners of the house, in addition to being responsible for organizing the environment, such as preparing the pool and, in some cases, even carrying out small renovations. In addition, they reported that it was an emotionally very strong experience and some of them, despite having passed a long time, still felt emotional when talking about the birth.</p>
				<p>All referred to home birth as an emotionally and physically intense experience, at the end of which they were exhausted. Some fell asleep almost immediately; others, despite tiredness, could not rest:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>I was tired. It lasted all night long, you know? But then it passed too. I stayed awake all day, I didn’t sleep</italic>. (Vitor)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>A relief, right? A feeling of relief. Everything was fine, she was born, then I got it, I passed out, I literally passed out. I got into bed with her.</italic> (Antônio)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>It’s beautiful, but it’s intense. I wanted</italic> to [sleep]<italic>, but I couldn’t, we spent 24</italic> [hours] <italic>of childbirth, plus the other day, I think we stayed around 50 hours. Because I was on adrenaline.</italic> (Romão)</p>
				</disp-quote>
				<p>Although each one, in their own way, participated in the birth, some stated that they would have liked to have prepared better, in search of an even more active involvement. This is what they plan, if they have more children:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>I can’t imagine</italic> [the next birth] <italic>at the hospital, but I think I would still have to prepare, . . . and now I think I would have more: “Oh, we’ll do it this way”. I would put more of me, you know? I think I was too passive on this one</italic>. (Antônio)</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p><italic>I wasn’t expecting this process, this work of strength that is part of the strongest contraction, so long. I thought it would be smaller. So I wasn’t prepared for that, honestly... Regarding normal birth, I need to prepare a little more... I don’t know, there are moments that I found super beautiful, and it really is. But I think you have to be prepared, because it’s a lot of emotion there and nearby, and you’re a participant in the scene. So you gotta be ready for it.</italic> (Romão)</p>
				</disp-quote>
				<p>The home allows the presence of other people throughout the process, but this was a choice that varied a lot between couples. Romão and his partner chose not to have anyone but the midwifery team. In Raimundo’s case, the couple chose a friend of the woman to accompany the process. Antônio’s mother and a friend of his companion were in Antônio’s house. In the case of Vitor, in the first birth there was a sister of his partner and in the second, only the midwifery team. Inácio and his partner had the help of her mother and stepfather, who were called to support the couple’s eldest daughter. The relationship with family and friends is permeated by all the conversations and negotiations prior to home birth, but all said they called the closest people right after the birth.</p>
				<p>It is interesting to note that fathers experience, in the postpartum period, many emotions and seek to elaborate and consolidate the meanings produced for the entire birth process, while they are already involved in another very intense task, which is caring for a newborn:</p>
				<disp-quote>
					<p><italic>It was a very beautiful thing, so much so that I reach the porch, which is where she was born, if I turn and move I have flashes of the moment, the second she was born. Not only from when she was born, but from all the movement that happened that night, for having this observation that it was the universe pulsating for her to come into the world. And it was very beautiful, it really was the most beautiful and most wonderful experience of my life, real, raw, a true thing. The father has to be there from the first moment, and for life he has to be there by its side</italic>. (Inácio)</p>
				</disp-quote>
				<p>It is interesting to note that the research participants refer to childbirth as a moment of intense affective experiences and they understand that, by participating in the planning and childbirth process, they have already started the exercise of fatherhood.</p>
			</sec>
			<sec sec-type="conclusions">
				<title>Final considerations</title>
				<p>The research allowed us to recognize that, in contemporary times, there are men who want to experience the emotions and affections of parenting throughout labor and that, for them, actively participating in this process is an enriching experience.</p>
				<p>Initially, the participants did not know much about home birth, but throughout the pregnancy and the birth planning process, they learned and produced meanings that allowed them to actively participate. Thus, we can say that men/parents participated in different ways, preparing the environment and ensuring all the material conditions for the birth to take place. They took part affectively and physically, saying encouraging words, hugging, massaging, giving body support to the women during contractions and in childbirth, cutting the babies’ umbilical cords. They also participated in the postpartum period by reorganizing the house, lying down beside their partners and babies.</p>
				<p>The planned home birth is an opportunity for parents to actively participate in the birth process. Specifically in this case, three factors seem to have contributed to this: the first was the availability of couples to carry out home births together and share information from the beginning; the second, the bond with the professionals who accompanied the delivery and birth. This bond was built during the prenatal period, when they were concerned with guiding couples on the safety standards established for low-risk births, explaining and clarifying all the parents’ doubts, as well as developing care actions and emotional support to the parturient, to the partner and to the babies. The third factor is that the home environment provides greater control of the situation for women and men, as they are free to come and go during labor, choosing the place and position, as well as what to eat and drink. In addition, the couple decides who will be present during the process.</p>
				<p>Therefore, we believe it is important to advance the research on planned home births in the field of psychology, to broaden the discussion on the multiple dimensions of this event and the psychosocial repercussions of the participation of men/fathers at this time.</p>
			</sec>
		</body>
	</sub-article>
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