O alquimista: um “sujeito periférico” no circuito do empreendedorismo social
DOI:
https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.214437Palavras-chave:
Periferias urbanas, Cultura popular, Etnografia, Empreendedorismo socialResumo
Com base na interlocução com um empreendedor social e “sujeito periférico” da zona Sul de São Paulo, abordo neste artigo as contradições do empreendedorismo enquanto prática na experiência popular. Sob o impacto das mudanças sentidas na periferia na sequência das transformações no mundo do trabalho e no acesso ao consumo, o relato de João Vicente expõe uma renovação do ativismo em diálogo com formas de empreendedorismo social. Oprimidos pelo mundo do trabalho e movidos por uma utopia de liberdade, jovens periféricos se veem enredados entre a precariedade de suas alternativas e a necessidade de gerar renda. O núcleo do texto acompanha a trajetória de João Vicente e seus itinerários entre classes sociais, cultura periférica e engajamento político. Por fim, concluo que a adesão ao empreendedorismo entre jovens periféricos é resultado das novas condições de sociabilidade nas periferias urbanas entre sofrimentos e expectativas do futuro.
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